20 de março de 2013

Declínio

Eu eu estou esperando
Esperando algo que ainda eu não sei se vai acontecer
Desde que a minha fé se foi, que acabou
Desde o dia que deixei de acreditar em histórias de amor

Mas, eu estou esperando
Vou continuar, vou acreditar que um dia vai chegar
Com todo este sentimento de declínio
Com meu insight autoquírio

Esperarei intensamente
Renovo, paz, ar, vida, uma boa sensação
Alegria, uma nova paixão, uma absorção, um perdão.

19 de março de 2013

Decidir [Part. 3]

De repente tudo muda aqui dentro
Por lugar, pessoas, espíritos
Por questão de tempo
De resquícios acumulados
Transformados nos piores sentimentos

Eu sei, tudo está caindo
Em parte sinto o céu se abrindo
O chão também e eu, eu estou indo

Desde o início eu já sabia
Mas eu tentei, eu me esforcei
E até o fim eu acrediditei
Eu sonhei, desejei, te busquei
Eu chorei e me desesperei
Eu fui e voltei, depois eu me cansei
Eu fiz a escolha
Eu decidi, eu não queria
Mas acabou assim

As coisas espirituais me pertubam
As naturais estão morrendo
As celestias me rodeiam
Eu sinto uma forte agonia
As vezes sinto paz, mas muita antipatia

O altar ficou sujo e profanado
Minha alma se escureceu
Trevas, poço-lado, descaso
Sujo-empoeirado, artifícies imaginários
Demos-relicários, frustrado-inevitado
Certo ou errado, verdadeiro ou falso?
Dono de todos os verbos
Deste o meu passado

Doentio, furtado, traumatizado
O corpo sem pele, o fato dos fatos
Anjos revoltados, escolhidos desleichados
Pastores problemáticos, amigos aluados e desviados
Demônios , águas, Paz, escolhas, confusões
Resgate, sexo, ridículo, impulssiovo
Eu estou, vou assim, eu já decidi

18 de março de 2013

Não me importa

Para mim, isso não importa mais
Gente evita, gente nem olha nos meus olhos
Mente, omite, prefere nem comentar
Isso não me importa mais
Eu não ligo!
Não mais pra isso
Para mim, essa ferida já morreu
Se um dia me correu
Não me importa mais
Mas ninguém percebe

17 de março de 2013

Testamento

Pronto já estou acabando de fazer tudo
Tudo que eu tinha que fazer por aqui
Mais ninguém para conhecer
Para cativar, acariciar, irritar
Mas nada para comprar
Um livro para sair
Um monte de coisa para decidir
Para quem vai, que vai cuidar
Quando eu fugir daqui
Algo para escrever, novo
Atestando o que cada um deve merecer
Por grau de parentesco
Amizade e importância e valor
Pronto, já está perto
O que deveria fazer por aqui
Maio que finalizou

16 de março de 2013

A Minha Escolha


Sinto a morte me abraçar
Aperto no coração
E um pouco de falta de ar
Confusão, solidão
Vontade de me matar
Em tudo que eu penso
De tudo que eu quero
Das coisas que eu sonho
Das escolhas e planos
Isso não pode falhar!
Eu escolho o caminho das sombras
Ao invés o de amar
Eu esqueço toda afronta
Eu já posso transladar
Daqui, dali e de todo lugar!

15 de março de 2013

Depressiando a vida #3


Estava pensando na morte
Contando as horas, apostando a sorte
Veneno, como será aqui dentro?
Que gosto, desce rápido, lento ou escorrendo?

Estava buscando um motivo para viver
Um que seja, ter só para ter
Ter uns dias a mais, sem ter que emagrecer
Sem dente para doer, sem gente para me interromper

Mas no mais, quer saber!
Estou contente, pois já decidi e vou fazer

14 de março de 2013

Depressiando a vida #2


Prédios altos, passarelas, praias e pedras
Não consigo visualizar, sangue ou mal-estar
Mas assim será, não no mergulho, no mar no fundo
Não na corda amarrada dando várias voltas
Não! Nada disso! Não agora

Sobre as portas, fechem elas
Fechem todas, do quarto do banheiro
Na cama ou no chuveiro, lágrimas escorrendo
Todos já estão sabendo
Pois os olhos escutam, andam e não falam o que quer

13 de março de 2013

Depressiando a vida #1


Vou observar tudo
de um outro ponto de vista diferente
De ida, sem volta, em outra hora, não agora
Se vida certa ou vida torta - pouco importa!
A hora está próxima. Tudo vai mudar

Não!
Aqui, nada mais pode ficar
Assim, aqui, pra mim, como está
Como poder desenrolar, subitamente, de repente
Mas  não em qualquer lugar

12 de março de 2013

A solidão continua

Estava aqui
No meu coração
A minha paz
E agora aflição
E a solidão
Que é tudo de mim
Em minhas mãos
Sem mais nada para repartir
Nada de interessante
Nada de muito intrigante
Nada de especial
Nada além do meu mal

10 de março de 2013

Será assim?

Essa Frieza me assusta, muito
Não sei o que há comigo
Não quero falar com mais ninguém
Ninguém, ninguém, ninguém
Mas se eu puder preservar todos
Perto de mim, por todo tempo
E se eu conseguir, sei que terei quem chore
Assim que perceber que já não estou mais aqui
Não que eu queira que seja assim
Mas ficarei feliz se alguém antes de dormir
Se lembrar de mim
E pensar que gostava realmente de mim
Eu não vou ver nada disso
Mas estarei agora mesmo satisfeito
De saber que será assim.

9 de março de 2013

Fraco, frágil, desanimado

Os meus ombros estão cansados
O meu corpo está meio encurvado
Não deveria, mas como nunca
Me sinto fraco

Os meus olhos estão fechados
E minhas mãos calejadas
O meu sorriso, abafado
Me sinto frágil

O meu coração está, está calado
Os meus pés, lentos e mancados
E minha mente atordoada
Me sinto desanimado

8 de março de 2013

Não vai chegar

Eu sei do que eu preciso
E ninguém mais além de mim sabe
Falei para Deus, mas Ele educadamente
Ele não respondeu
E quanto mais eu quero
Mais tendo me afundar
E pergunto mais uma vez
E por que não eu?
E não a minha vez?
Agora eu sei,
Não vai chegar
Mesmo que peça e chegue implorar

7 de março de 2013

Paranóico

Coisas acontecem aqui dentro
No meu âmago, na parte surreal
Surtos de coisas que não são assim
Mas comigo acontecem, duvido mim
Vozes, imagens, olhares
Tudo inexplicavelmente é
Como é não sei dizer
O que sei é muito triste
A mais real imagem de como eu vou ir


6 de março de 2013

Lembrete


Vou sair, não volto cedo
Não sei como está o trânsito
Não sei como vai ser
Eu vou ali
Vou tentar fazer valer
A minha vida
O dia que amanhecer
Vou fugir
Vou subir na pedra
E tentar me reconhecer
Tentar falar um pouco
Como louco vou correr
Mas não vou desaparecer
Eu volto logo
Escrevi só para saber

5 de março de 2013

Outra história


E quando algo acontece
Algo que nem mesmo eu esperava acontecer
Bem, não era exatamente o que eu queria 
O que  eu gostaria mesmo era: morrer e renascer

Para ser de verdade, como sempre sonhei em fazer
Não quero me esconder, não quero emagrecer
Não quero mais lembrar que eu preciso acordar
Não quero nunca mais me apaixonar
Não para me ter que me arrepender

Outra história, eu quero, uma com menos azar
Outra, onde meus sonhos possam se realizar
Sem ter que implorar tanto
E minhas orações possam me vingar

Por que? 
Eu não vou descansar, eu não vou ter sucego

Sabe minhas asas? 
Pois bem! Elas foram cortadas
Eu não posso voar!
Não consigo me libertar

Por isso a escuridão veio a mim
Com confusão, com seu poder
Infectou meu coração, me abraçou, me deu as mãos
Me levou de mim e estou assim
Pra sorrir, eu tenho que fingir
E eu não quero isso, me tira daqui!
Outra história, eu quero, eu quero existir.

4 de março de 2013

Ponto de Partida parte 2

Eu não sei como começou
Mas sei quem começou
E o culpo, por quase tudo
Todos os dias, a todo segundo
E sei, que se eu tentar mais uma vez
Irei falhar, por que não fui quebrado
Eu fui rachado e vasos assim
Deixa toda água vazar
Nada transborda, eu sei.

Mas, olha, se você quiser concertar
Me restaurar, refazer tudo isso
Eu terei que me quebrar
Fazer tudo de novo
Voltar de lá de longe
Do Ponto de partida 
Do início
Onde éramos bons conhecidos

3 de março de 2013

Ponto de Partida parte 1


Descendo de novo
Seis dias e se  afastando outra vez
Um portão enumblecido
Vaga lembrança de ser alguém
Que fez acontecer
Algo que mexeu em tudo
No curso, ânimos e rumos
Na espiritualidade
E toda divindade e potestade
Como se o selo tivesse rompido
O primeiro, o início
O Ponto de partida
O beco sem saída
A perda da paz
O tédio da vida

2 de março de 2013

Esperando por mim



Os dias estão correndo mais uma vez
Parece está apressado
Até acho que esteja mesmo talvez
Tudo acontece, e sinto que alguém está aí
Em algum lugar, esperando por mim
Talvez uma visita, um beijo ou uma briga
Talvez para uma eternidade
Talvez só uma curtida, coisa proibida
Os dias vão, e não tenho certeza se estou indo
Estou vivendo, estou existindo
Estou simplesmente curtindo
Na medida que me é possível
Os dias vão e são agora assim
Passam apressados e vão até por cima de mim
Mas, por por pior que tudo pareça
Os dias também tem seu fim.

1 de março de 2013

Eu quero tentar de novo

Se tudo der certo
E se Deus me ajudar
A não pensar em matar
Em qualquer lugar que não seja no mar
É melhor então eu retornar
É, voltar mesmo
Para Deus, para tudo Seu
Acho que é isso que quero mesmo
Que preciso, que espero
Um lugar para eu me reencontrar
Vai ser bom, eu vou gostar.
Mas tem um problema
E preciso de um motivo para continuar
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