18 de julho de 2013

Acervo de decepções


Um monte de nós presos na minha garganta
Me sufocando, me matando, me confundindo
Me submetendo de frente a um belo precipício
Tão bonito onde possa realizar meu notório suicídio

Sem mais delongas, ou pequenas afrontas
Que se encontra por aí, nada muda, tudo continua assim
O lado escuro tomando conta de mim
Como o obscuro que tenta me persuadir
Me iludir, me levar para longe de mim
Me fazer esquecer que um dia eu sorri

Tão certo assim, como esse mal mal que brotou em mim
Eu vou prosseguir, em direção ao precipício
O belo precipício que escolhi, para me extinguir
Para me libertar e sair daqui.

17 de julho de 2013

Todo Seu


Ai meu Deus, que aflição
O meu coração se aperta
Sem razão ou com razão
Eu perco a noção
Caminho para escuridão
Me afogo em contradição
Sou todo Seu
Sou todo Seu
Sou todo Seu
E Teus olhos não percebem?
E Tua mão não me toca?
Estou morrendo 
E me parece que não se importa
Me olha. Agora

8 de junho de 2013

Vidas Vazias 3 x 3

Vejo as luzes passar pelas janelas
Olho para tudo como alguém que espera
Qualquer coisa boa
Que me deixe a toa
Ou que inicie uma guerra
Entre mim e as mazelas
Que me aprisionam
E que me velam

Meu coração anda assustado
Solitário, limpo e sem pecados
Como um pobre otário
Longe de estar apaixonado

As luzes, passam rápido
Mas sou eu quem está apressado
Aí corro desajeitado
Me aventuro entre os carros
Sofro um bocado
por não morrer atropelado
Por viver por esses rastros
Que me levam para baixo
Para trás
Para longe dos seus braços

7 de junho de 2013

Vidas Vazias 2 x 3

Não sou o culpado deste inferno
Estou certo de que não sou
Apenas continuei
Não foi eu que comecei

Eu sei quem foi
Eu a culpo
Eu a julgo
Eu a odeio por fazer
Acabar com minha fé
A única coisinha que me mantia de pé

E vai pagar
Pensa que no final vai se salvar
Mas não vai
Se eu afundar
Então, certamente
Ela também afundada estará

6 de junho de 2013

Flores

Sinto medo do espaço apertado
Olho assustado para todos os lados
Busco de onde vem sons arrastados
Estaria mal assombrado
Se for isso é culpa das flores
Que se despejaram sobre mim
No cemitério, sim, foi alí
Cores pareceram assustadores
Vermelho, amarelo, verde do caule
Caindo sobre mim! 
Eu paralisado nem consegui fugi

5 de junho de 2013

Vidas Vazias 1 x 3

Estamos sonhando?
A vida é uma marcha?
Então, para onde estamos indo?
Quem está nos guiando?
Ou nos puxando para onde?
Seria empurrando ou segurando-nos?
Vai ficar tudo bem?
No final, poderemos comemorar?
E este vazio, vai se acabar?

4 de junho de 2013

Atitude impensada

Não basta apenas se arrepender
Envolve muito mais
Tudo tem que se resolver

Eu não sei aonde isso vai
Ou se alguém vai morrer

Uma atitude impensada
Pode levar o mundo a perder
Gente a sofrer
Outro a se fuder
E mais um a simplesmente reconhecer
Que o certo é o melhor
E tudo pode ser

3 de junho de 2013

Sonharei contigo

Sonhe comigo
Sonharei contigo
Tenha uma boa noite
E um sonho bonito
Onde nada é depressivo
E os amigos são amigos
Se o abraço for bem forte
Eis que será um abraço bem quisto
Sonhe que não há maldição
Que estamos felizes
Após vencer as confusões
Acorde e volte
Pro seu tudo turvo-retorcido
E fingido

2 de junho de 2013

Intenções

O que cada um esconde de podre de si
Na cara rosada ou assustada
No olhar carihoso ou no rosto absorto

O tempo vai mostrar

O que o coração tanto quer expressar
O que a boca não diz
Mas a alma tende escancarar

Se quer xingar
Gritar
Ou só sucessegar
Deixar tudo para lá
Sem muito se irritar
Com os outros
O que eles vão pensar
Se esquecer o disface e se publicar

O tempo vai revelar

Cada pessoa
Intenção, as fraquezas das emoções
O caráter sem noção

Eu vou esperar

1 de junho de 2013

Desculpe!

Desculpa, sinto muito, imploro pelo seu perdão
Não sei o que me deu, talvez teria sido uma confusão
causada por minha mente
Infecção noturnas nascidas no meu coração

Até hoje não encontrei chão para minha queda
Não sou como você que se desviou e só quer viver
Só quero acabar logo com isso e morrer
Pode ser?

Vendi minha alma por tão barato
Na verdade sempre achei que não tinha muito valor
A sua foi um preço mais alto, eu acho
Sem solidão, sem tormentos e espíritos da escuridão

No final, eu e você vamos para o inferno
Já me conformei, não vou lutar contra isso
Mas não quero mais um inimigo
Não preciso disso, estou meio constrangido
Um pouco arrependido
Puto também, aliás eu fui traído por um amigo
Desculpe, é isso.

28 de maio de 2013

O cara que não venceu #2

Me abrace forte
Veja o espírito de morte
Que me morde o pescoço
E não deixa nenhum corte
Que me acompanha aonde vou
Como um shinigami vai aonde estou

Mesmo que seja mentira
Diga, diga que me ama e que me admira
Fale sussurrando no meu ouvido
Diga que sempre vai estar
Quando eu precisar vai estar comigo

Não deixo perceberem o quanto estou perdido
por onde eu tenho andado
Os becos que tenho ido
Pra saber se eu consigo, um pouco, um pouco de alívio
Sem pensar em suicídio, sem lamentar os meus resquícios
E aqui estou eu
Um romântico anti-romances, um reles andante
O cara que não venceu

27 de maio de 2013

O cara que não venceu #1

Um romântico anti-romances
Que se perde em memórias
de gritos abafados e respiração ofegante
De um reles andante
Que busca por um pouco de histórias amorosas
Sejam sujas, sejam puras
Sejam minhas agora

Agora a cor do céu
O design frontal de pistas
E pircing transversal
Não me encantam mais
Beleza não é tudo
Não me importa
Ou tanto faz

Tire a meia
O short curto
Os óculos e os olhos do meu
Tire tudo e eu a máscara
Te dou todos os beijos
Quentes, secos, envolventes
Meu corpo colado com o seu
Tire e sinta-se como eu

26 de maio de 2013

A batalha 3 de 3

As emoções expludindo
Desta vez, desta vez não é comigo
Nem com um inimigo
Eu sinto o seu respirar
Mesmo longe, sinto sua alma gritar
Muita agonia
O que fazes por querer
Terás que receber
Então, volto a pensar em você
Como nunca deveria deixar de ser
Olhos limpos
Sorrisos críticos
Timbres e gestos...
Eu não sei como vai ser
Você perdeu a batalha
E eu torcia por você
Eu acreditei em suas mentiras
Com elas você me conquistou
Confiei, acreditei, e não pestanejei
Mas você perdeu e eu também

25 de maio de 2013

A batalha 2 de 3

Você perdeu
E seus olhos me olham assustados
Desespero, não me diga o que fazer
O que dizer, onde ir, o que devo saber
Como devo fazer, pra quem e por que
Tudo será dito e esquecido
Pois não escuto os tons persuasivos
Finjo que ligo, me faço de entretido
Mas não respondo, nem replico
E não sei por que, ainda penso em você

24 de maio de 2013

A batalha 1 de 3

Às vezes penso nela
Como se eu fosse ela
E por ela penso
Imagino a sua dor
A sua derrota
Suas ironias mortas
Suas dores que pouco lhe importam
Pois até se esquece que sofre
Que nada tem nessa vida
Que pensa que vive
Escondendo as cicatrizes
De um corpo desejado-rejeitado

23 de maio de 2013

Disfarçar


Não quis sorrir, mas fez assim
E assim é e por ser assim
Se ferra, se quebra, se fere
Não consegue e nunca vai conseguir
Ser alguém que tem um eu
Que se achou onde se perdeu

Mestre do disface
E do - está tudo ok.
E - agora não, da próxima vez talvez
Que nunca vai chegar
Que nega sem ocilar

Que contém a lágrima que vem
Que concorda com todos
Na verdade com ninguém
Que sabe o que quer
Se esconde de todos
Que podem te conhecer

22 de maio de 2013

Desejo 2x2

Talvez eu nunca seja feliz
Dure até envelhecer 
E não seja como sempre quis

Talvez eu nunca encontre ninguém 
E nunca descubra o amor

De vez em quando eu oro sem fé
Não implorando cura nos momentos de dor

De repente, desconheço quem eu sou
Sujo a minha mão ambicionando todo o sabor
Do beijo, do cheiro e da cor
A beleza, delicadeza, nelas o oposto de quem sou

Então eu insisto, esperando a ajuda do Senhor
Que por uma sábia razão não concede os meus desejos
Antes, me ensina pela dor.

21 de maio de 2013

Desejo 1x2

Apesar de todo esforço que não foi pouco
E de ter feito de tudo para nada ser assim
E de segurar tantas emoções passando por cima de mim
Correndo para lá e para cá por um preço miserável
Que depois não cobre nem o que eu gasto para me divertir
Depois das coisas que eu vi e ouvi e decobri
E fingir não saber e mais uma vez eu me feri
Descobrindo que o amor é cheio de interesses
E ninguém me quer 
A não ser os que já um tempão torcem por mim
Os que se lembram que eu existo, e que sabem o que eu sinto
Pois já me conhecem de cair e de sorrir
Pois bem! Fecho os olhos buscando um modo de me redimir
E penso que depois de tanto tempo e de nada que aconteceu
O melhor está por vir.

20 de maio de 2013

Decidir [Part. 5]

Este frio do tempo
Poças d'água da chuva que volta e passa
Essas luzes amareladas dos postes e das casas
Essa música triste no meu cel e fone de ouvido

Eu só, triste e em conflito
Meio esquisito
Com anéis e cordões nada bonitos
Com raiva de tudo
Até do mundo que até aqui tem me recebido

Muito confuso disso tudo que tem acontecido
Eu aqui, ainda meio perdido
Um tanto emudecido, um pouco esquecido
Nada arrependido, de certo modo, um alívio
Decidido!

Eu não quero voltar atrás
Ainda que dias iguais e repetitivos
Alguns desdém, outros mais depressivos
O Céu, inferno e o infinito
Me querem longe, o mais longe possível
Assim como tudo
Sinto que até os meus queridos amigos

Eu sei o quanto detestável a minha voz é
Mas não precisa ficar e me escutar
Não preciso dizer nada ou desabafar
Tudo o que eu sinto, fica comigo
Assim consigo forças para continuar
Para outro lugar
De paz eterna
De nada para se preocupar.

19 de maio de 2013

Nada e Tudo


Já que ninguém pergunta
Eu mesmo vou dizer
Como me sinto
Não estou bem se quer saber

Nada aqui é
Mas tudo pode ser
Ando meio confuso
Sem rumo para percorrer


Algo que vive a me corroer
Não que aconteceu, 
mas que pode acontecer
Um oceano de ideias, 
sonhos e planos
Não posso e não quero me perder

Sinto vontade de desistir
Por outro lado quero insistir
Inspirar outras pessoas 
Fazê-las acreditar
Que tudo é possível
Por um passo a mais
Caminho contrário do suicídio

18 de maio de 2013

Faz de conta

E esta é a confusão da minha mente!
Me sinto tão só
Feliz de repente
Entre tristeza e tristeza
Algo surge de surpresa
Um mundo cheio de problemas
Uma boa sensação passageira
Que me engana e me zomba
Que me tira do sério
Com esse faz de contas.

17 de maio de 2013

Perder

Se nada der certo
Não escureça minha visão
A minha mente
Nem deixe a minha mão

Certo que
Posso fazer o que quiser
Quando quiser
Onde quiser
Como, onde e quando eu bem entender
Com meus próprios pés
Eu acho que posso vencer
Sem me perder

16 de maio de 2013

De verdade

Dê-me algumas horas suas
Mas eu queria a tua eternidade
Dê-me a tua voz
Uma palavra e mate esta saudade
Dê-me a tua presença
Qualquer coisa de Tua parte
E assim posso provar
Que ainda te amo
Que te amo de verdade

15 de maio de 2013

Alguém?

Preciso explicar tudo
O que aconteceu
O que ficou mal entendido
O que realmente aconteceu comigo
O que disseram 
As vozes de todos meus amigos
Preciso explicar tudo
O que agora estou sentindo
O que ninguém percebe
E o porque estou fugindo

14 de maio de 2013

Reflexo

Conceda-me alguns segundos
do seu poderoso tempo.
Agora você é o único que sabe tudo de mim
Todos os meus desejos que tenho
De sair de perto de todos que insistem me confundir
Por alguns dias, para respirar
E reencontrar a minha primazia
Para ter de volta a alegria
Para sentir que ainda existe paz
E que posso ir além e saber muito mais

13 de maio de 2013

Aflição

Os nervos coçam
Todos eles se contraem
O dedos mexem
Girando mais e mais
Os pulsos clamam por um corte
A alma pela doce sorte 
De encontra-se com a morte
E tudo se acabar
Um desejo meu
Um mau particular

12 de maio de 2013

Nova chance


Como viver agora
Se não consigo esquecer
Todas as palavras e atitudes
Como vou dizer
Que perdou,
Se o meu coração está
Cheio de ódio e feridas
Não posso alimentar a ideia
De uma nova chance
De uma nova vida

11 de maio de 2013

Se misturar

Desculpa aí qualquer coisa
Mas hoje em dia eu nem me importo mais
Com nada, se é coisa proibida
Se é coisas errada

É, você está coberto de razão!
Eu sou louco, insano, tarado
Depravado, pervertido e relapso
Mas eu não disse que não

Sim, sabe o que é
Existem mil maneiras de se divertir
Eu escolhi a mais gostosa
E nem preciso sair daqui

Eu acho o meu mundo fantástico
Uma corda bamba prestes a partir
Mas está tudo aqui
A gorda peituda, a branquela pernuda
A coroa enxuta a bela confusa
A feia e canrrancuda a preta bocuda

A gente até tenta não se misturar
Mas as vezes, não dá
Temos que gozar

10 de maio de 2013

Os sujos

Nada mais para mim faz sentido
Desde que perdi os sentidos de tudo
Desde que o mundo perdeu o rumo
Mudou tudo, todos os cursos

Histórias me apavoram
Que falam de amor
Não queria entender
Ou aceitar
Mas por pena e dó
Temo escutar

Me junto aos sujos
De copo, mente e alma
Com os pervertidos eu prefiro estar
Estes são mais honestos consigo
E parecem que realmente sabem amar

9 de maio de 2013

Que seja mentira


Diz que me ama
Mesmo que seja mentira
Mesmo eu sabendo suas ideias
E que tudo é interesse
E que quando eu sair
Você vai cuspir
E tirar tudo de mim
Mas diga sim
Não vou olhar nos seus olhos
Para não sentir mentir
Nem ocilar ou pestanejar
Que te ouvir e acreditar
Eu preciso escutar muito
Nem que seja para me confortar

8 de maio de 2013

Me salva


Socorro! Salve-me!
Salve-me de mim e de
Toda dor que eu sinto
Tudo que me apavora
Tudo que eu amo e me ignora
Todas as lindas e belas histórias
Que pouco me importa
Que falam de amor
Como se fosse uma bela cor
Ou flor, ou um bom sabor
Sei lá. Me salva de quem eu sou.

7 de maio de 2013

Amores

Me dê um final feliz pouco antes de morrer
Por que eu realmente não estou satisfeito
Com este momento que que passo sem você
As coisas surgem, rapidamente vão desaparecer
Eu tenho alguns amores
Mas nenhum foi tão forte quanto o de você
Por isso eu quero te ver, ou te ter
Antes de algo me acontecer.

6 de maio de 2013

Resistir

Meus sentimentos saem de mim
Eu movo as mãos por mal conseguir
Bem eu vou ficar com isso só para mim
Sou vencido pelo cansaço
O pior de todos
Não sei se vou resistir
Não sei o que faço aqui
Tudo o que eu queria não tenho
E o melhor que eu tinha, eu perdi.

5 de maio de 2013

Tanto faz


Tanto faz
Agora
Depois
Jamais
Não importa
Num interessa mais
Me senti só
Por muito tempo
Hoje eu ligo
Mas não entro em desespero
Eu receio que jamais
Eu encontre
ou Me encontre
Mas agora, tanto faz

4 de maio de 2013

Acreditar


É impossível ser feliz neste mundo
Com tantos cantos e becos sujos
Com poços de raivas e olhos obscuros
Sem um escudo que vos guarda
Das asas quebradas do corpo imundo

Na hora de se deitar
Junta as mãos, começa a orar
Implora para tudo melhorar
Esquece toda raiva
A dor vai passar
Invoca um renovo
Volta a`creditar

3 de maio de 2013

Deslocado (3x3)


Todos querem saber de si.
Pessoas apressadas
Carros, buzinas, zuada
Tropeços, topadas, tombadas
Gente estressada
Música alta a cada virada
Confusão
Sol quente, latido de cães
Ainda aviões!
Gente suada, gente imoral
Gente suspeita, gente normal
Eu! Deslocado!
Entre becos e muros altos
Um pouco preocupado
Um pouco entediado
Fora do sério
Um tanto cansado
Eu tenho buscado
Eu tenho sonhado
Eu tenho esperado
Com o dia da nossa volta
Mas eu sei o final dessa história
E isso nunca vai acabar!
Então aguenta firme
E tenta suportar.

2 de maio de 2013

Deslocado (2X3)


Doentes, frustrados, deslocado
Todos fingem não perceber
Por isso eu corro e tento não sofrer
É impossível, então tento me esconder
Meus pulsos tremem
Invoco a minha morte
Aposto toda sorte
Destruo os sonhos
Faço novos planos
E nada volta!
E esta história, o fim não importa!

1 de maio de 2013

Deslocado (1x3)


Folheando as páginas do meu imaginário
Pensando na vida como um mau necessário
Fazendo de conta que nada está errado
Que tudo é simples, apenas mal explicado

Não estamos preocupados
Estamos bem, só um pouco decepcionados
Com todos esses embaraços
De hipóctras idotas e falsos

Recebemos a pior forma de amor
O amor cheio de interesses
Fomos iludidos por este!
Éramos jovens, fracos e inocentes
Agora tudo muda
Nós estamos um passo a frente

17 de abril de 2013

A herança

É, ainda não estou tão perdido 
Que mais nada possa me salvar
Eu nem pedi a minha parte da herança
No dia que eu saí de lá
Então, tem uma solução
Eu poderei voltar
É claro! Espero algo acontecer
Algo realmente bom que faça tudo valer!

16 de abril de 2013

Devaneio 4x4


Alguém se importa se eu sair
E for ali, além da porta
Só dá uma volta
No inferno, na rua torta
Da vida morta, minha
Alguém se importa?
Em todo tempo, toda hora
Meus olhos saltam
Minhas veias coçam
As dores voltam
Tudo é logo
Nada demora
Mas a minha resposta
Da minha pergunta
De 2010 que fiz
Juntando as mãos
Tremendo os pés
Nada se ouve
Nada vem do nada
Tem que esperar muito tempo
Penso na vida
Penso como uma árdua empreitada

15 de abril de 2013

Devaneio 3x4

Estava pensando em você
De uma maneira diferente
De um modo inocente
Onde nada aqui nos prende
Onde a gente voa contente
Sem se importar com outros
Nem com a gente
Onde o mundo tem um rumo
Mas tudo fica obscuro e doente
Estava pensando na gente
Como pessoas cientes
Que sabe o que quer e o que sente
E só queremos continuar pra frente

14 de abril de 2013

Devaneio 2x4

Cortar o cabelo
Treinar um pouquinho
Ficar arrumado
Tentar ser certinho
Falar meio alto
Firme e ser coerente
Dá uma de crítico
Ou de inteligente
Andar para frente
Parecer que é gente

13 de abril de 2013

Devaneio 1x4


Não está mais fácil pra ninguém
As coisas já não são como antes era
Nada mais é como eu deveria ser
É melhor eu fingir que sou são
Comportado, educado e ficar calado
Trancado no meu quarto
Telefone na mão esperando aparecer
Alguém que queira me entretrer
Com voz ou textos de enloquecer
Que diz sem perceber falando de mim
Querendo me conhecer
Como se fosse simples
E não houvesse riscos para eu não querer

12 de abril de 2013

Me satisfazer

Beleza então!
Vou me deitar no chão
Mexer as minhas mãos
Mexer as minhas emoções
No escuro, no meu mundo
No silêncio do meu coração
Na minha solidão
No momento que eu quiser
Vou me satisfazer
Me livrar dessa pressão
De ter que ser alguém
Que tem que ter alguém 
Que sabe o que quer
E por hoje só quer 
Mexer seus pés
E mãos e emoção

11 de abril de 2013

Em qualquer lugar

Eu não me entendo muito
Mas tento me explicar
Se eu saio do normal
Eu só quero experimentar
A mim, a minha forma de me animar
De me alegrar, de me encarar
Seja por um simples movimento
Ou todos que me faça viajar
Por todos os lugares 
Do prazer ou do amar
Eu só, em qualquer lugar

10 de abril de 2013

Me vendi


Não me encare assim
Como se soubesse algo de mim
Do meu passado, presente
Ou fatalidade que há de vim

Em um belo dia
Na alvorada eu decidi
Desistir, refazer, reconstruir
Mas não foi assim

Eu morri
Perdi a minha alma
Por tão pouco a vendi

9 de abril de 2013

Decidir (Part. 4)


Sabe, muita coisa mudou desde que deixei os meus pés me levar
A começar pela maneira de encarar a vida e como tudo está
Não há mais nada do que se pode conhecer ou provar
Nada presta, tudo era e nada mais será
Bom nem mesmo para relembrar

Venha comigo, eu vou te guiar
Ha um lugar mui alto onde poucos gostam de estar
Depois vamos nos arriscar
Ver no que vai dar, quando em um salto
A vida acabar

Você pode ficar e admirar
Ou pode tentar me ajudar
Você pode ficar e se afundar
Ou você pode se salvar

È tudo uma questão de decidir
Não vale a pena viver
Se for para cair
cair
cair

8 de abril de 2013

Acabou


tudo está um caos agora
Não existe mais amor, cor, apenas dor
Tudo mudou
O brilho, o objetivo e o sabor
Tudo agora é medo e pavor
Todos querem ser alguém
Mas ningém se da conta que o tempo acabou

Acabou a beleza do mundo
Acabou a certeza de tudo
Acabou a força para se levantantar
Acabou a alegria de viver e de estar
Acabou as chances de retornar

7 de abril de 2013

Sensações


As vezes eu acredito
As vezes eu prefiro duvidar
Esse tempo mau vai passar
Tudo vai voltar ao seu lugar
De novo, tudo vai mudar
Sem saber,
Eu cheguei muito perto de vencer
Sabe, as vezes tudo acontece 
Na ordem que deve ser
As vezes coisas desaparecem
Para sensações prevalecer
Todos os dias é preciso 
Se levantar para lutar - e não perder
O medo que nos paraliza, jamais será superior a dor
O que mais há para se conhecer?
Dias iguais, ideias supérfuas
culpas, sonhos destruídos,
Raiva, tédio, perdido, nu, omisso, ridículo

6 de abril de 2013

Impossível evitar


As vezes quando eu fecho os olhos
Vejo uma cena, uma cena que já sei de có
Eu, em uma passarela
Olhando os carros passar
Esperando o trânsito parar
Esperando um momento oportuno
A hora certa de me jogar
De me matar, de me acabar
Na verdade mesmo a cena repetida
É a que eu mais quero evitar
Para isso preciso contar
Com pessoas, sorte e lugar
Quase impossível de evitar

5 de abril de 2013

Como tudo deve ser


Na hora em que tudo acontece
Sem motivos para acontecer
De olhos muito abertos
Mesmo assim eu pude ver
O escuro me envolver
Um anjo gigante ali descer
Com muito óleo Ungido
Derramando sobre mim
O meu corpo a aquecer
Cabelos dorados, os dele, eu pude ver
Eu de joelhos, chorando sem saber porque
Mais três salpicadas de óleo
Também não sei pra quê
Portas, roupas, cabides
Ele foi embora
E tudo voltou a ser como é e deve ser

4 de abril de 2013

Estranho viver


É estranho viver
todos esses impulsos
esses surtos emocionais

O tempo passa de vagar
As horas se arrastam para rodar
E eu preciso correr
tenho pressa para encontrar
Um bom motivo para viver

Se não vou me perder
E ninguém vai me achar
Se não vou abandonar
Minha vida em qualquer lugar

3 de abril de 2013

E vou


Deixo os meus pés me levar
Eu quero sair daqui
Ir para outro lugar
Onde ninguém possa me escutar
Quando eu mentir
Ou quando eu xingar
E até querer gritar
Tentando me libertar da dor
Tentando explicar o que não dá
O que eu nunca vou perdoar

2 de abril de 2013

Flutuar


Minha mente vagueia em pensamentos
De momentos, de segredos, alegrias
Pornografias, de sangue e lágrimas
De medo e de marés baixas

Vou nos momentos mais doces do cerne
De louvor, de momentos de amor e de perdão
De uma forte emoção
Uma triste ilusão
Causada por uma puta paixão

Lembro-me de quando começou a confusão
A da minha mente e razão
Lembro-me do ódio e do ponto inicial
O primeiro pecado
O último abraço
E o vôo que me levou para baixo

1 de abril de 2013

Tédio


Eu poderia rir
Eu poderia sair para me divertir
Eu poderia gritar para fazer uma galera me escutar
Mas prefiro ficar aqui
Em meu lugar
Vendo as horas passar
Deixando o tédio me inspirar
Sim, eu poderia 
Mas é, eu vou ficar.

20 de março de 2013

Declínio

Eu eu estou esperando
Esperando algo que ainda eu não sei se vai acontecer
Desde que a minha fé se foi, que acabou
Desde o dia que deixei de acreditar em histórias de amor

Mas, eu estou esperando
Vou continuar, vou acreditar que um dia vai chegar
Com todo este sentimento de declínio
Com meu insight autoquírio

Esperarei intensamente
Renovo, paz, ar, vida, uma boa sensação
Alegria, uma nova paixão, uma absorção, um perdão.

19 de março de 2013

Decidir [Part. 3]

De repente tudo muda aqui dentro
Por lugar, pessoas, espíritos
Por questão de tempo
De resquícios acumulados
Transformados nos piores sentimentos

Eu sei, tudo está caindo
Em parte sinto o céu se abrindo
O chão também e eu, eu estou indo

Desde o início eu já sabia
Mas eu tentei, eu me esforcei
E até o fim eu acrediditei
Eu sonhei, desejei, te busquei
Eu chorei e me desesperei
Eu fui e voltei, depois eu me cansei
Eu fiz a escolha
Eu decidi, eu não queria
Mas acabou assim

As coisas espirituais me pertubam
As naturais estão morrendo
As celestias me rodeiam
Eu sinto uma forte agonia
As vezes sinto paz, mas muita antipatia

O altar ficou sujo e profanado
Minha alma se escureceu
Trevas, poço-lado, descaso
Sujo-empoeirado, artifícies imaginários
Demos-relicários, frustrado-inevitado
Certo ou errado, verdadeiro ou falso?
Dono de todos os verbos
Deste o meu passado

Doentio, furtado, traumatizado
O corpo sem pele, o fato dos fatos
Anjos revoltados, escolhidos desleichados
Pastores problemáticos, amigos aluados e desviados
Demônios , águas, Paz, escolhas, confusões
Resgate, sexo, ridículo, impulssiovo
Eu estou, vou assim, eu já decidi

18 de março de 2013

Não me importa

Para mim, isso não importa mais
Gente evita, gente nem olha nos meus olhos
Mente, omite, prefere nem comentar
Isso não me importa mais
Eu não ligo!
Não mais pra isso
Para mim, essa ferida já morreu
Se um dia me correu
Não me importa mais
Mas ninguém percebe

17 de março de 2013

Testamento

Pronto já estou acabando de fazer tudo
Tudo que eu tinha que fazer por aqui
Mais ninguém para conhecer
Para cativar, acariciar, irritar
Mas nada para comprar
Um livro para sair
Um monte de coisa para decidir
Para quem vai, que vai cuidar
Quando eu fugir daqui
Algo para escrever, novo
Atestando o que cada um deve merecer
Por grau de parentesco
Amizade e importância e valor
Pronto, já está perto
O que deveria fazer por aqui
Maio que finalizou

16 de março de 2013

A Minha Escolha


Sinto a morte me abraçar
Aperto no coração
E um pouco de falta de ar
Confusão, solidão
Vontade de me matar
Em tudo que eu penso
De tudo que eu quero
Das coisas que eu sonho
Das escolhas e planos
Isso não pode falhar!
Eu escolho o caminho das sombras
Ao invés o de amar
Eu esqueço toda afronta
Eu já posso transladar
Daqui, dali e de todo lugar!

15 de março de 2013

Depressiando a vida #3


Estava pensando na morte
Contando as horas, apostando a sorte
Veneno, como será aqui dentro?
Que gosto, desce rápido, lento ou escorrendo?

Estava buscando um motivo para viver
Um que seja, ter só para ter
Ter uns dias a mais, sem ter que emagrecer
Sem dente para doer, sem gente para me interromper

Mas no mais, quer saber!
Estou contente, pois já decidi e vou fazer

14 de março de 2013

Depressiando a vida #2


Prédios altos, passarelas, praias e pedras
Não consigo visualizar, sangue ou mal-estar
Mas assim será, não no mergulho, no mar no fundo
Não na corda amarrada dando várias voltas
Não! Nada disso! Não agora

Sobre as portas, fechem elas
Fechem todas, do quarto do banheiro
Na cama ou no chuveiro, lágrimas escorrendo
Todos já estão sabendo
Pois os olhos escutam, andam e não falam o que quer

13 de março de 2013

Depressiando a vida #1


Vou observar tudo
de um outro ponto de vista diferente
De ida, sem volta, em outra hora, não agora
Se vida certa ou vida torta - pouco importa!
A hora está próxima. Tudo vai mudar

Não!
Aqui, nada mais pode ficar
Assim, aqui, pra mim, como está
Como poder desenrolar, subitamente, de repente
Mas  não em qualquer lugar

12 de março de 2013

A solidão continua

Estava aqui
No meu coração
A minha paz
E agora aflição
E a solidão
Que é tudo de mim
Em minhas mãos
Sem mais nada para repartir
Nada de interessante
Nada de muito intrigante
Nada de especial
Nada além do meu mal

10 de março de 2013

Será assim?

Essa Frieza me assusta, muito
Não sei o que há comigo
Não quero falar com mais ninguém
Ninguém, ninguém, ninguém
Mas se eu puder preservar todos
Perto de mim, por todo tempo
E se eu conseguir, sei que terei quem chore
Assim que perceber que já não estou mais aqui
Não que eu queira que seja assim
Mas ficarei feliz se alguém antes de dormir
Se lembrar de mim
E pensar que gostava realmente de mim
Eu não vou ver nada disso
Mas estarei agora mesmo satisfeito
De saber que será assim.

9 de março de 2013

Fraco, frágil, desanimado

Os meus ombros estão cansados
O meu corpo está meio encurvado
Não deveria, mas como nunca
Me sinto fraco

Os meus olhos estão fechados
E minhas mãos calejadas
O meu sorriso, abafado
Me sinto frágil

O meu coração está, está calado
Os meus pés, lentos e mancados
E minha mente atordoada
Me sinto desanimado

8 de março de 2013

Não vai chegar

Eu sei do que eu preciso
E ninguém mais além de mim sabe
Falei para Deus, mas Ele educadamente
Ele não respondeu
E quanto mais eu quero
Mais tendo me afundar
E pergunto mais uma vez
E por que não eu?
E não a minha vez?
Agora eu sei,
Não vai chegar
Mesmo que peça e chegue implorar

7 de março de 2013

Paranóico

Coisas acontecem aqui dentro
No meu âmago, na parte surreal
Surtos de coisas que não são assim
Mas comigo acontecem, duvido mim
Vozes, imagens, olhares
Tudo inexplicavelmente é
Como é não sei dizer
O que sei é muito triste
A mais real imagem de como eu vou ir


6 de março de 2013

Lembrete


Vou sair, não volto cedo
Não sei como está o trânsito
Não sei como vai ser
Eu vou ali
Vou tentar fazer valer
A minha vida
O dia que amanhecer
Vou fugir
Vou subir na pedra
E tentar me reconhecer
Tentar falar um pouco
Como louco vou correr
Mas não vou desaparecer
Eu volto logo
Escrevi só para saber

5 de março de 2013

Outra história


E quando algo acontece
Algo que nem mesmo eu esperava acontecer
Bem, não era exatamente o que eu queria 
O que  eu gostaria mesmo era: morrer e renascer

Para ser de verdade, como sempre sonhei em fazer
Não quero me esconder, não quero emagrecer
Não quero mais lembrar que eu preciso acordar
Não quero nunca mais me apaixonar
Não para me ter que me arrepender

Outra história, eu quero, uma com menos azar
Outra, onde meus sonhos possam se realizar
Sem ter que implorar tanto
E minhas orações possam me vingar

Por que? 
Eu não vou descansar, eu não vou ter sucego

Sabe minhas asas? 
Pois bem! Elas foram cortadas
Eu não posso voar!
Não consigo me libertar

Por isso a escuridão veio a mim
Com confusão, com seu poder
Infectou meu coração, me abraçou, me deu as mãos
Me levou de mim e estou assim
Pra sorrir, eu tenho que fingir
E eu não quero isso, me tira daqui!
Outra história, eu quero, eu quero existir.

4 de março de 2013

Ponto de Partida parte 2

Eu não sei como começou
Mas sei quem começou
E o culpo, por quase tudo
Todos os dias, a todo segundo
E sei, que se eu tentar mais uma vez
Irei falhar, por que não fui quebrado
Eu fui rachado e vasos assim
Deixa toda água vazar
Nada transborda, eu sei.

Mas, olha, se você quiser concertar
Me restaurar, refazer tudo isso
Eu terei que me quebrar
Fazer tudo de novo
Voltar de lá de longe
Do Ponto de partida 
Do início
Onde éramos bons conhecidos

3 de março de 2013

Ponto de Partida parte 1


Descendo de novo
Seis dias e se  afastando outra vez
Um portão enumblecido
Vaga lembrança de ser alguém
Que fez acontecer
Algo que mexeu em tudo
No curso, ânimos e rumos
Na espiritualidade
E toda divindade e potestade
Como se o selo tivesse rompido
O primeiro, o início
O Ponto de partida
O beco sem saída
A perda da paz
O tédio da vida

2 de março de 2013

Esperando por mim



Os dias estão correndo mais uma vez
Parece está apressado
Até acho que esteja mesmo talvez
Tudo acontece, e sinto que alguém está aí
Em algum lugar, esperando por mim
Talvez uma visita, um beijo ou uma briga
Talvez para uma eternidade
Talvez só uma curtida, coisa proibida
Os dias vão, e não tenho certeza se estou indo
Estou vivendo, estou existindo
Estou simplesmente curtindo
Na medida que me é possível
Os dias vão e são agora assim
Passam apressados e vão até por cima de mim
Mas, por por pior que tudo pareça
Os dias também tem seu fim.

1 de março de 2013

Eu quero tentar de novo

Se tudo der certo
E se Deus me ajudar
A não pensar em matar
Em qualquer lugar que não seja no mar
É melhor então eu retornar
É, voltar mesmo
Para Deus, para tudo Seu
Acho que é isso que quero mesmo
Que preciso, que espero
Um lugar para eu me reencontrar
Vai ser bom, eu vou gostar.
Mas tem um problema
E preciso de um motivo para continuar

27 de fevereiro de 2013

Como me sinto

Quando eu decidi
Eu não pensei em fugir
Eu não pensei em me sair
Eu queria prosseguir
Eu iria arriscar
Entregar tudo e sem parar
Eu não pensei em abandonar
Eu não queria
Eu queria continuar
Aconteceu! E Ei! Olha para cá!
Me vê
Eu não tenho nada para abençoar
Como me senti,
nunca vou conseguir explicar
Não foi eu que errei!
Não sou eu que precisa se desculpar
Por isso até agora eu digo não!
Eu não vou voltar
Mas e se você estiver tentando falar
Já me afastei tanto e não consigo te escutar
E mal acreditar
Eu faço um esforço, pouco
Pelo menos entoar
Um louvor que nós costumávamos nos relacionar
E agora, quer saber como me sinto
Um Pedro só que afogado no mar
Como se naquela hora
Você não tivesse aparecido
Sabe, para me resgatar.
E não sei se vai voltar

25 de fevereiro de 2013

O meu mundo

Eu fiz um mundo perfeito
Onde tudo era muito bonito
E tudo devidamente direito
Eu fiz os animais e ruas e becos
Seres de todos os tipos
E um personagem parecido comigo
E quando eu fui dormi
Sonhei que estava ali
No mundo que eu criei
Falando coisas que antes digitei
Tudo que escrevi e descrevi
Estava eu olhando admirando
Fui incrível, eu senti
Poderia até ficar ali
Mas acordei

23 de fevereiro de 2013

Eu quero paz!

Então não me olha mais OK!!!
Vai embora, fecha porta
E não volta dessa vez
Como dizer que odeio
Se não tenho coragem
Com amenizar isso
Se me toma o peito
Me arrancou uma boa parte?
Que droga!
Está foda! E cada dia está mais!!!
Eu quero paz
Você me tira a paz
Você não sabe
E nunca vai saber
Mas quando eu morrer
Vai ser inteiramente por causa de você!!

17 de fevereiro de 2013

[In]Satisfeito

Fiz mesmo!
Mal feito feito
Me perdi nos meus erros
Nem sei mais sorrir direito
Estou puto e insatisfeito
Muito mal com tudo isso
E não é mais um exagero
Eu olho o céu
Livre, me sinto preso
Agora
O que há de errado com meus dedos?
Giram e apontam feio
Acabou mas não estou satisfeito

16 de fevereiro de 2013

Doença

Então fica por isso mesmo
Eu assim, sempre doente
Sem poder falar
Sem poder andar
Dificuldade de respirar
Sem conseguir me levantar
Emagrecendo e sem poder enxergar
O que a vida tem para me dá
Então, ainda tem lugar para afundar?
Ou agora vai me curar

15 de fevereiro de 2013

Para ir

Um show de rock
Um álcool nobre
Um abraço forte
Ou uma fumaça
De leve e bem rápida
Um grito para incomodar
Um monte de palavras
Palavras para digitar
Não desabafar
Se quiser escrevo no blog
Eu não preciso conversar
Palavras para inventar
Liberar ideias
E não me afundar

14 de fevereiro de 2013

Refrão

Andando por aí
Ou voltando para cá
Pessoas que me param
Que vem me abraçar
Sempre me perguntam
Por onde eu vou
E por que não estou lá
Isso não me irrita
Mas enjoa escutar
Esse refrão que inventaram
Que mal consegue me contrariar

13 de fevereiro de 2013

Longe

É bom que eu esteja longe
Assim vão descobrir
Que as coisas podem ser feitas
Como se eu nunca estivesse ali
Até porque um dia desses
como já disse, vou repetir
Eu vou sumir
Não sei se vou só fugir
Eu se vou dormir
Mas eu vou sim
É bom que esteja longe de mim

12 de fevereiro de 2013

"Z"

Eu fiz um silêncio fúnebre
Na hora de fazer amor
E beijar loucamente
Quando cheguei eu disse já vou
Menina que ler quadrinho de herói
E se cossa como se tivesse saco
Menina que endoida
Me deixando muito louco
Quase não se move
Nem se comove
Nem parece se importar
Eu no meu silêncio fúnebre
Não respondo a nada que me perguntar

11 de fevereiro de 2013

Como seria?

Como seria se Tati ainda fosse minha amiga?
A minha menina preferida
O melhor colo para repousar?
Como seria se ainda eu sentisse Deus
O ouvisse e pudesse todos os dias abraçar?
Como seria se ainda eu fosse daqueles
que de olhar diz se apaixonar
como seria se daqui a dois dia eu acertar
Mudaria ou continuaria
Tudo como está

10 de fevereiro de 2013

"Y"

Ela não sabe me amar
Pensa muito errado de mim
Não sabe como posso agradar
Ela não pode ser assim!
Não pode me menosprezar
Será que sou tão feio
Será que ela acha
que não vou fazer direito
rs Me deixa tentar
Na verdade eu não preciso disso
Eu sei me virar
Muito bem, nem pode imaginar

9 de fevereiro de 2013

Gesto deduzido 2-2

Vai chegar
Sem demorar
Eu não estarei lá
Eu vou odiar
Eu não quero escutar
Muito menos falar
Eu não quero!!!
lálálálálálálálálálálálá
E agora estou imaginando
Minha vontade é de gritar
Mas...
AHHHHHHHHHHHHH
Porra! Foda-se
Me deixe raciocinar!
Isso!
Eu não vou estar lá.

7 de fevereiro de 2013

Gesto deduziido 1-2

Isso corroe a minha mente
A minha alma não tem paz
Eu sinto o gosto da traição
Os meus olhos buscam o chão
Minha boca chama as mãos
Os meus dedos - os dos pés
Contorcem na confusão
Ore por mim pois eu preciso
Estou doente
Estou sendo oprimido
Já pensei em me dá um sumiço
E talvez com um suicídio
Eu não sei de onde vem
Mas eu sei que está comigo
A dor daquele gesto deduziido

6 de fevereiro de 2013

Deus, dança comigo

Pai, você é meu Pai ainda não é?
Deus, eu sinto muito que eu fiz com você
Te insultei das mínimas maneiras
E não quis a Ti me render
Tentei desacreditar
Mas é mais forte
É mais louco
Não era assim minha maneira de amar
É estranho, sonhos são para avisar?
Me vi dançando, no chão e no ar
Queria que fosse verdade
As vezes eu sinto mesmo
Um pouquinho de saudades
Pai, dança comigo?
Vamos girar?
Deitar na grama
Sentir o vento soprar
Deus, eu não quero acordar.

5 de fevereiro de 2013

"X"

Eu não sei como explicar
Isso não ia me afetar
Eu sei, não deveria procurar
Eu sabia o que iria achar
Todos os dias
Isso não vai mudar
Um belo dia
Vou ter que me acalmar
O que fazia antes
Para me controlar?

4 de fevereiro de 2013

Decidir [Part. 2]

Pode ser asssim?
Deixo essas ideias
E este mal caminho
A promiscuidade
A infantilidade
O negativismo
O minimalismo

Deixo a noite e as sombras do dia
Deixo de lado as más companhias
Deixo a raiva que ainda habita em mim
Deixo as feridas
As que doem
As que sangram
As que marcaram
As que sempre volta ferir

Deixo meu pensamento falso
Acompanhado de alguma mentira
Disfarçando uma atitude
Que não falei a alguém ainda
Que me confunde e desequilibra
Que traz toda esse desejo de morte
Mas não abala nem a minha sorte
Ou a pouca paz que me resta

Deixo tudo, me desprendo do mundo
E decido!
Hoje vou dormir
E se amanhã eu acordar
Vou tentar mais uma vez
E todos os dias conseguir
E se errar, vou recomeçar
Sem perder o foco
Sem me iludir
E no fim de tudo
Deixo a mim, fujo daqui
Aprendo a resistir
E o sigo para sempre
Pode ser assim?

3 de fevereiro de 2013

O Lado Vil #3

Nada de novo por aqui
Foda-se tudo!
Eu realmente preciso ir
Foda-se o amor e todos esses casais
Que quando passam se beijam
Alguns ainda olham pra mim
Acho que se perguntam
Por que está só por aqui
Vai a merda e não me olhe assim!
Que droga!
Gente estúpidas não sabem nem fingir
Fodam-se todos
Eu realmente preciso sair daqui.

2 de fevereiro de 2013

O Lado Vil #2

É certo que ninguém precisa se importar
Na verdade é melhor assim
Só faço questão de uma pessoa
Uma única, que não vejo mais perto de mim
Por isso vou franzir
Por isso vou suspeitar
Por isso vou fugir e sair de mim

1 de fevereiro de 2013

O lado Vil #1

Por favor, não se afaste tanto assim de mim
Estou preste a morrer, então fique e sorria
Sorria como se não houvesse amanhã
E me faça rir, quero levar boas lembranças comigo.
Mas tá foda! Não ver? Tá foda demais!!
Enquanto este mau existir
Não vou poder simplesmente esquecer
E do nada começar a rir
Assim como você
Que assim como eu
Não soube o que fazer
Mas consegue se entreter e viver
Sem pensar muito em morrer

31 de janeiro de 2013

Céu caído

Estou despencando lentamente
Não meu corpo, minha alma sente
Sinto frio de repente
Ando meio assustado
Meio descontente
Não consigo dormir
Não sou muito convincente
Sinto isso nos olhares
Quando eu falo
E me julgam em mente
Se mente, se é drama ou tende
Sim, sinto que estou despencando
Tudo isso estar acabando
Ninguém estar do meu lado
Me abraçando
Falta pouco e vou morrer
Já cansei de dizer
Estou chegando lá e eu vou fazer.
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