18 de julho de 2013

Acervo de decepções


Um monte de nós presos na minha garganta
Me sufocando, me matando, me confundindo
Me submetendo de frente a um belo precipício
Tão bonito onde possa realizar meu notório suicídio

Sem mais delongas, ou pequenas afrontas
Que se encontra por aí, nada muda, tudo continua assim
O lado escuro tomando conta de mim
Como o obscuro que tenta me persuadir
Me iludir, me levar para longe de mim
Me fazer esquecer que um dia eu sorri

Tão certo assim, como esse mal mal que brotou em mim
Eu vou prosseguir, em direção ao precipício
O belo precipício que escolhi, para me extinguir
Para me libertar e sair daqui.

17 de julho de 2013

Todo Seu


Ai meu Deus, que aflição
O meu coração se aperta
Sem razão ou com razão
Eu perco a noção
Caminho para escuridão
Me afogo em contradição
Sou todo Seu
Sou todo Seu
Sou todo Seu
E Teus olhos não percebem?
E Tua mão não me toca?
Estou morrendo 
E me parece que não se importa
Me olha. Agora
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