30 de julho de 2012

Minha despedida

Eu não quero mais falar de Deus
Eu não quero mais falar do quanto me sinto só
Eu não quero mais lembrar a ninguém que eu existo
Eu não preciso mais desejar um amor
Eu não quero mais fingir que não insisto para ficar bem

Não tenho muita coragem
Nem apego pela vida
Não sei se é melhor que venha a raiva
E fique a dor de não ter paz ainda
Eu tenho um coração que é muito frágil
Que se atormenta por qualquer lembrança
Atordoado, patético e mau amado

Mas não tem como não falar de tudo isso
Eu só tenho isso para contar
Poderia ficar horas contando dos meus pecados
Mas são segredos que tenho que levar

Eu vou fujir daqui, isto é, de mim
Vou para bem longe e não pretendo mais voltar
Dos que espero cumplicidade eterna, desejo me aturar
Pois vou me afundar de verdade, talvez eu fique ateu
Não acredite mais em Deus, se eu conseguir
Por isso tenho que me despedir
Eu vou sair daqui, isto é de mim
Não aguento mais ser assim!
Não por querer dos outros outra visão de mim
Eu simplesmente preciso me despedir
Sim, eu preciso ir.

A voz inconsciente


Não tem mais nada para mim aqui
Agora tanto faz continuar ou desistir
Uma dose de raiva envenena tudo em mim
Um prato de dor, o som que gosto de ouvir
Agora eu posso prosseguir
Já me desprendir de tudo
E só estou preso nessa voz que vive a mentir
Que fala na minha cabeça
Me dizendo que eu preciso sumir
Ela está aqui, me diz o que escrever
E tabém me faz rir
Me leva para os lugares mais estranhos
Que eu nunca quis ou pensei em ir
Mas Volto a te ouvir
O escuro e o obscuro tudo aqui
Quem vai me trair, cair e me cuspir
Quem vai me dar a mão e me puxar e me olhar
Quem vai se importar se um dia eu voltar
Quem vai ser o primeiro a se afastar quando eu somente te escutar
Dei a minha alma com um pequena palavra
"Sim"
Não falei mais nada, eu tenho pena de mim
Eu tenho raiva de quem finge que se importa
E até prefiro quem não pergunta por mim
Meu inimigo, não quero que venha cair
Nem desejo mal, só não quero vê-lo por aí
Mas fale, eu vou te ouvir, mesmo que seja para me iludir

29 de julho de 2012

Eu não era assim

O meu quarto está imundo, muito sujo
Estou no chão, abaixo da mesa
Em meio a sujeira que tanto tento limpar
Ouvindo rock, ódio, luxúria
Pensando, remoendo, como se fosse de noite
Eu quero gritar, mas a minha garganta dói
Tudo dói, minha alma dói
As vezes me calo e ignoro para não berrar
Seria mais fácil dizer e ferir
Mas sempre tento proteger até quem não acredita em mim
Mas eu tento querer mandar ir pro inferno
Mandar morrer, mandar sair de perto de mim
Mandar se fuder, ir pro raio que o parta
Sei lá mais o quê!
Mas guardo para mim
A raiva momentânea um dia vai explodir
E U N Ã O E R A A S S I M
Não canso de repetir
Mas se eu pudesse ser como a fumaça é
Eu seria, viria e depois evanesceria.

27 de julho de 2012

Era uma vez Sozinho


Um baú revelado em um quarto escuro
É as coisas do mundo os segredo de tudo
Um grupo digital, um mundo artificial
Tudo bem real, tudo ideal, genial
Não falta nada, nem magos nem fadas
Me leva para qualquer lugar
Sacia qualquer desejo meu, o que precisar
Luz que sai de lá, contamina meus olhos de olhar
Se me rendo tenho que levar, até o fim
O fim não há
Não há fim, não há paz, não há felicidade
Tem alegria, instantânea, momentânea
Só dura um dia e resta lembranças
Não há solidão assim como há perigo e riscos
O lugar dos esquisitos, o mundo dos excluídos
Dos esquecidos, dos fracos, dos oprimidos
Dos caídos, dos feridos
Mas passou, acabou, eu acho
Não estou mais sozinho, espero não estar enganado.

26 de julho de 2012

Era uma vez Escolhido



Há algum tempo atrás
Em uma cabeça confusa
Em meio a pensamentos perdidos
E sonhos e muitos conflitos
Estava aquele de olhos escondidos
Que desejava nunca ter mentido
Nunca ter se ferido

Ele se achava escolhido
Ele ouvia falar muito disso
Ele já estava até convencido
Depois da visão em um círculo místico
O corpo dele estava tatuado de letras hebraicas
O corpo dele pegava fogo e as letras brilhavam mais fortes
Sim, ele estava convencido disso
Ele era escolhido

Mas ele foi ferido
O seu medo o fez ter caído
O seu mais forte clamor nunca foi atendido
Ele se inquietou muito por isso
Ele nunca se conformou de não ser ouvido
A raiva o tomou
Ele não era escolhido.

25 de julho de 2012

Era uma vez Decisão



Pensando mais uma vez comigo mesmo
Tá foda, tá complicado, tá tudo errado
Para onde eu vou se eu continuar assim?
Se tudo querer me levar, e se eu gostar e ir?
E se nunca isso tiver fim?
Por mim!

Um peso sobre mim
Uma voz que mente e eu gosto de ouvir
Um beijo quente que nem sempre posso engolir
Um resto de tudo daqui, se lembro quero cuspir
Eu decidi, não foi de repente, eu quis que fosse assim.

Agora olhe dentro dos meus olhos
Veja que brilha, uma lágrima que não seca
A decisão que desfiz já não me presta
Devo fazer outra, em outro tempo, em outra vida
Essa já era, uma vez mais, mas eu não sei
Talvez sim, é uma questão difícil de se dicidir

23 de julho de 2012

Artifícios, reparos e alguns resquícios



O céu, a lua, orifícios em muros de blocos
E o mar, os casais, os mais apaixonados
Tudo isso tira a minha atenção
Como um choque de emoção
Como flores que me trazem péssimas recordações
Meu ódio as flores e a morte e a má sorte do tropeço
Muita sutileza para ter que encarar com um olhar
Quem está engolindo um seco, com vontade de gritar
Me reestrutura então dessa vez sem muita confusão
Deixa este meu senso de saber tudo
Só de parar e meditar, pensar um pouco, interpretar
Um pouquinho de nada desta minha doença extremista
Minimalista ou megalomanista
E se for para eu ser só, que fiquem minhas roupas pretas
Som do vento, nuvem na lua, tira o morcegos
Papel para escrever, uma pequena angústia só para ter
Um lugar bem sujo para me esconder
E coisas espirituais para não esquecer de você
Bem, rancor dos outros me inspira menos que o meu
Portanto quer seja amor que não seja meu
Ninguém me compreendeu
Artifícios, reparos e alguns resquícios é só isso que preciso.

19 de julho de 2012

Mudar Part. 7


Bem, olha só até aonde eu cheguei
Quanto tempo já se passou
Me senti o mais sozinho e até chorei
Cheio de amarguras, confesso
Confesso que até com Deus esbravejei
Falei tanta coisa, assim me senti bem
Depois me apaixonei
E amei loucamente e me desviei
Me perdi e não me reencontrei
Larguei tudo, fui para o mundo
Gritei, pirei, mudei!

Ainda há resquício de mim em algum lugar
Eu não sei ao certo, mas prefiro acreditar
Que não é lógico ser muito bom
Eu aprendi, não se deve ser muito sincero
Eu escolhi, caminhar por este longo deserto
Eu esqueci, como são os santos e os destros
Eu preferi, errar por errar e não tentando acertar

Eu fiz o que aprendi que não se podia fazer
Deixei os bons costume que levei anos para aprender
Tudo para mudar, por vergonha de mim mesmo
Ou da minha Casa ou daquele lugar
Pessoas normais gostam de beijar e transar
Estou errado toda vez que tento me adaptar

Aí, na rua, na ladeira cheio de carros
Meu amigo vem me perguntar
O que mudou? 
Eu enrolei muito para não ter que explicar
A verdade é que não mudou muito
Só é uma oportunidade que não quero esperdiçar
Isto é, a oportunidade de errar
Errar o quanto eu quiser até me cansar
Porque a vida requer uma liberdade
Que envolve não se esquecer nunca quem é Deus
E toda o direito que tenho de errar
Todo direito que eu tenho de permutar
Mudar quantas coisas eu quiser, só por mudar
Eu sei, os normais não são assim, mas eu preciso ser

Bem, e é aqui que estou
Sem pensar em voltar
Sem sem querer voltar a ser quem sou
Eu era quem mais gostava de acertar
Mas deixa prá lá
Gritei, pirei, mudei
Mudei o meu jeito agradável de pensar

18 de julho de 2012

Enfestado de dúvidas

Quando me divirto em demasia com toda sutileza e alegria
Depois que acabo e aí fica e vai a boa sensação de querer um pouco mais
E que depois me entendia, traz de volta a antipatia
Toda aquela ufania não existe mais
Como seria o meu dia se não tivesse medo
Como seria? Eu andaria? Eu contaria?
E quando sinto um aperto no peito
E penso que é o fim, que vou morrer
Fico feliz, mas como os outros vão reagir?
Eu vou gostar, já estive muito tempo por aqui
Me falta um amor é o nome de alguém igualzinho a mim
Mas que um dia mudou e teve sorte no replique
Como seria se ainda eu fosse perfeito?
Se vivesse para ser muito bem aceito?
Enfestado de dúvidas e respostas sumindo de mim
Não duvidaria tanto assim
Sou eu, mudando tudo antes que tudo isso me tome e faça eu cair

17 de julho de 2012

Indo ao matadouro


A cruz que sempre levo em meu pescoço
Fiz questão de tirar e colocar no bolso
Sem rancor, sem medo ou dor
Me desfiz também do pudor
Disse não para todos os tipos de amor
Minha mente não me condenou
Até a voz santa que fingiu que se preocupou
Não me parou, nada me parou
Sem muitos pensamentos
Sem nenhum arrependimento
Sem nenhum lamento
Fui porque eu quis ir
Parei diante do espelho e até me reconheci
Mas antes eu não era bem assim
Depois que tudo aconteceu
Havia um perfume que não saía de mim
Mesmo correndo na chuva, eu podia sentir
Não queria que fosse assim
Mas eu sabia e eu mesmo quis ir

16 de julho de 2012

Um novo caminho, o meu


Hey, veja só, olhe pra mim
Tropecei, me levantei e depois cair
Cheguei bem perto de enlouquecer
A escuridão tomando conta de mim
A fome que eu sentia, não está mais aqui
A dor as vezes volta e as vezes gosto de sentir
Eu nunca quis, mas encontrei um novo caminho
O meu caminho, eu decido para onde ir
E as vezes até decido
Se ao acordar vou chorar ou vou sorrir
Vou sangrar todos os dias que estiver longe de Ti
Tarsila falou daqueles muros, eu me confundi
Eu preciso Te buscar se realmente desejo Te ouvir
Que lindo, na prática não é tão lindo assim
Porém, me olhe, olhe para dentro de mim
Estou realmente gostando disso
E será que a paz está por aqui ou ali?
Eu não sei, eu sei que estou indo
Ainda que construindo muros em volta de mim
Sem ação, sem noção, nenhuma ajuda aqui.

15 de julho de 2012

O amor de Deus


Não existe uma maneira lógica de especificar este amor
O amor de Deus não tem como explicar
Estava tentando falar isso para uma criança
Ela estava a me escutar, a lágrima nos seus olhos
Ela sentia-se sufocada para conseguir falar
O seu pai a abandonou, tentei me colocar no seu lugar
Falei de Deus para ela, do seu amor e a maneira de nos tratar
Esqueci de dizer que Deus é tal pai que nunca iria abandonar
Mas tinha algo na minha garganta que prendia todo meu ar
A culpa dos meus erros não me deixou continuar
Ela precisava escutar, eu não conseguia falar
Ela com lágrima no olhar e eu buscando outras palavras
Para conseguir Te apresentar
Eu conseguir fazer com que ela refletisse um pouco de Deus
Mas não em tudo o que Ele nos concedeu
Mas foi bom lembrar deste amor
O amor que vale muito acreditar
Que não tem fingimento, desrespeito
Ou que um dia venha acabar
Esse amor tão difícil de interpretar
Tão distante de tudo o que já vi
Ou posso imaginar
Vou esperar em Deus que cuide dela
De tal maneira que como disse e desejo
Encontre forças para perdoar

14 de julho de 2012

Um momento de trégua


Não foi por querer, eu fiz sem perceber
Parei quando mais precisava continuar
Tentei não refletir muito, outras coisas a me ocupar
O tempo estava lá, algum para me exercitar
Outro para trabalhar, um para cantar
Este era de manhã, logo ao acordar
E tinha lá também meu tempo para bipolarizar
Mas permaneci no meu lugar
Não saí de casa e do trabalho para o meu lar
Ela não me ligou, nem se preocupou
Um momento de trégua faz bem, sem precisar
É inevitável não errar
Chorar eu não consigo, assim como não posso amar
Não dou meu coração não vou mais sangrar
Meu coração é só meu e de Deus se ainda Ele aceitar
Nesse momento não mudou nada
A trégua logo vai acabar
Volto a ter para mim, do jeito que eu quiser
Você volta a insistir e eu finjo você não existir.

13 de julho de 2012

Estou outorgando


Se não deu certo nem vingou
Me traiu, mentiu, falhou, me assombrou
Me assustou e espantou de mim o amor
Me cansou e entediou, me fartou
Nem sei mais quem eu sou
Mas já sei de que lado estou
Só piorou, já dou louvor
E erro sem pudor, como vive um e outros
Como estão os que são completamente soltos
Queria voltar a ser um louco
Outra vez, de novo e de novo
Minha bebida, o seu amor
Minha comida, o seu amor
Pensei, já acabou, não tem mais lugar para descer
Cansei de me esconder
O que eu mais preciso é morrer
Mas não assim
Por isso estou outorgando, faça de mim, parte de Ti.

10 de julho de 2012

Você Partiu


Ela disse que me ama
Me abraçou forte, me beijou
Falou pouco dela, não me faltou do seu amor
Sempre dizia como gostava de mim
Era muito, do tamanho do mundo
Abria os braços, bem assim, oh!
Ela morreu, me deixou aqui
Sem se despedir se foi
Nunca te esqueci
Demorei para acreditar que
Você partiu
Pra mim, não morreu, iria voltar
Esperei tantos dias e cansei de aguardar
Os dias se tornaram frios
As lágrimas vinham
Os dias se tornaram hardcore, tudo escuro
Estava de luto e o som do rock
E nunca voltou, não sei explicar
Você morreu, mas nunca esqueci
O que mais gostava de ouvir de você
Eu te amo e tal
Você partiu, não se despediu, não deu chau.

9 de julho de 2012

Pensamentos a me levar


Há contas para pagar
Trabalhos para terminar
Um monte de coisa para imaginar
Para idealizar e agradar
Não tenho tempo para amar
Mal tenho tempo para me auto avaliar
E saber que estou cada dia afundar
Não tenho mais como aturar
Qualquer voz ou mão a me tocar
E a cuca dói, me desequilibrar
Resta pouco e sobra um monte de ar
Eu não quero mais respirar
Todo este cansaço me deixou desanimado
Alguém quer levar minhas dores
Ou a minha cabeça?
Alguém quer meu coração?
Depois dela todas elas outras pareceram poucas
Poucas até na beleza simples de andar
Todas elas, mas com ela me recuso de ficar
Não vou dizer que foi ruim
Ruim foi ela não se dar todo o respeito pra me agradar
Diante de tal situação o que posso pronunciar?
Vou rir para não chorar!
Eu não vou chorar nem se eu tentar
Foi bom, sem nenhuma intenção de amar
Depois senti algo espiritual
Bem, isso é normal
Está tudo ligado, o normal, o espiritual, o meu  eu carnal
Agora só existe o natural
pensamentos a me levar
Meu coração dói, dói muito mesmo
E mesmo que pareça que não
Mas não quero pensar, estou desanimado
Afundando, cansado de respirar
Só quero não me importar.

6 de julho de 2012

Muito longe de mim

Foi o amor que me formou e fez de mim o que eu sou
E prometo odiá-lo enquanto existir
Eu vou conseguir viver assim
Essa raiva presa em mim
A simples necessidade de me libertar ao sumir
Andar a noite por ai, vou me vingar
Preciso reagir, mudar as coisas de lugar
E dizer mais uma vez: Não me reconheci
Preciso concordar, dessa vez era eu, foi eu sim
Estou preso, eu mesmo me prendi
Esse medo de morrer por não querer admitir
O amor é tudo! mas não para mim
Eu poderia passar a vida assim
Deixa tudo aqui, eu vou ali
Vou provar mais uma vez que o amor caiu
Depois que me feriu e me dividiu
Estar muito, muito longe de mim.

5 de julho de 2012

Omisso e reprimido


Sinto de perto traição
Dessa vez não sou eu e nem é comigo
Não sei porque, as coisas passaram a ter sentido
A certa, a bela, a livre e descolada
A séria que quer coisa séria
A desempedida louca muito tarada
Aquela inteligente que sabe tudo, vive de estudo
Só não sabe como ganhar um cara
Omissos em tudo no que se fala
Reprimidos, algo que logo se repara
Eu meio convicto, me mantenho escondido
O mais esquisito, sem nenhum compromisso
Sem falar de amor e de romantismo
Sempre querem minha boca, não me queixo disso
Sorrindo, barba, nada, nada de muitos amigos
O mais impressionante é que eu também vivo
E como todos, eu também finjo
E corro perigos, e disfarço, finjo não ter visto.

4 de julho de 2012

Tais insônias


Deito em mais uma tentativa de dormir
Por um momento senti meu corpo cair de um alto prédio
Eu não morri, infelizmente continuo aqui
Pensando acordado o que a vida tem a me servi
Ouvi gatos brigarem e eu fora de mim
Me jogando para todos os cantos
Aquela poderosa agonia a me consumir
A minha parede negra voltou, está aqui
Me jogando para todos os cantos
Idéias não me deixam dormir
Carros roncando na rua, que inferno!
É sempre assim.
Como eles entram e por que se puseram ali?
Demônios e insônia, de que prédio eu caí?
Tentando dormir, tocando em mim mesmo
Eu mesmo pedi pra mim e pra mim
Eu me dei o que eu queria, mas eu queria dormir
Ganho de amasso de jogar para os cantos
De cansaço e de caí, infelizmente não morri, dormi.

2 de julho de 2012

Existe amor


Eu sou um frustrado com histórias de amor
As minhas se tornaram contos de horror
Levo-as todas comigo, vivas em mim
Eu sou o que elas me tornou
Tranquei meu coração, para nunca mais acreditar
Que existe amor, onde começou?
Não me enaltece, não me serve, me perturba de lembrar
Odeio ouvir falar que aconteceu e funcionou
Me pergunto até quando, pois desacreditei do amor
Me tornei orgulhoso, um fraco é o que sou
Por não acreditar que existe amor
Por não admitir, por não conseguir...
Me tire daqui, joguem uma bomba em mim
Preciso sumir, vai me trair, vai me iludir
Não vai olhar e ver que estou aqui
Não vou dar mais nenhuma chance
Existe amor, mas não pra mim.
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