31 de dezembro de 2012

Mudar (Part. 12)


Aqui, não encontrei a cura busquei
A paz que tanto implorei
A raiva ainda habita em mim
Eu estava muito mal
Ninguem podia me ouvir

Por isso também eu fugi
Não foi tão legal quanto pensei
As poucas coisas das quais aproveitei
Não foi um dia, nem um mês
Foi muito tempo, cada dia suportei

Quase me matei
Quase me afoguei
Quase me sufoquei
Este eu juro
Juro que eu tentei

Caí, sorrir, xinguei, briguei
Vibrei, brinquei, sair por aí
Fiquei, beijei, nadei
Fiz tudo o que queria
Em um dia, de uma só vez
Mudei!

O mundo me aceitou
Me perdi de minhas memórias
Nada de bom me restou
Desabafei um pouco da minha dor
O resto ficou
O resto se afeiçoou
A mim - a quem eu sou
Como tatuagens me marcou
E não vão sumir!

Um pouco mais de raiva, por favor
O obscuro se une ao escuro
Passa a habitar dentro de mim
Eu sinto medo as vezes
Mesmo assim consigo sorrir

De fato o mundo é o meu lugar
Aqui posso sair, ir para onde quiser
Sem pesar nem medir
Sem começo, nem meios e nem fins
Posso desejar todo mal
Até para quem sorrir pra mim
Posso se quiser
Fazer rosto de se redimir
Sem ser assim, posso fingir
Posso sumir, mesmo que liguem
Eu não vou me importar
Ninguém se importa
Mas eu não sou assim!

Agora, não há mais nada que possa ser feito
Este é o fim. E eu sei
Depois do fim existe um novo começo.


Quantas vezes vou ter que te pedir
Me cura, fica perto de mim
Nem precisa dizer nada
Apenas toca aqui
No meu coração
Aonde começou toda esta confusão
Se lembra de mim
Eu tenho muito medos
E isso mexe tudo em mim
Por isso eu fui embora
Mas agora estou aqui
E queria muito te pedir
MUDA a mim.

30 de dezembro de 2012

Retornar

Estava reclamando mais uma vez com Deus
Brigando, tentando me explicar
Falei que não perdoaria, que não abriria meu coração
Para mais ninguém habitar
Era que até então eu não queria
Ninguém sabe de muita coisa
Pois eu não consigo contar
Mas Deus sabe e não entendo
Porque Ele não vinha me ajudar
Então acho que escutei Ele falar
Disse bem assim:
Faz um caminho de volta
Então comecei a reparar
Que eu não estava com nada
Estava me sentindo superior a eles
Estava muito além deles, em ideias
Em termo de viver, tudo que eu fazia
Eles jamais iriam fazer
E estava achando que estava tão por cima
E percebi que não tem nada a ver
Que estou por baixo
Um anjo caído está por cima de mim
E eles não voam mais, pelomenos os que vi
Estou realmente preocupado
Eu não sei se vou viver
Quando tentei acabar de vez com minha vida
Somente pensei que assim não iria poder Te ver
Mas agora eu não quero mais
E ainda tem isso
Vou ter que reaprender
A te amar e a te conhecer
Eu não Te amo mais
E não tenho vergonha de dizer
Mas quero reaprender
Quero retornar
Mas não sei como
Mas de alguma maneira vou tentar.

29 de dezembro de 2012

Deixo para traz

Deixo para traz alguns segredos
Como se nunca tivessem existido
como se eu mesmo não tivesse feito

Deixo para traz minha raiva e meu medo
Pelo menos tento, tirá-los do meu peito
Mede do meu antigo amor
Raiva do mesmo, do meu Grande Eu Sou

Deixo os planos fracassados
Os Olhos cansados
Os sonhos atrapalhados
O céu nublado
O altar quebrado
E o meu mau nescessário

Deixo para ver se vejo algo novo acontecer

28 de dezembro de 2012

Apenas eu

Me perdoe por agora ser assim
Não me importar tanto com os outros
Antes pensar completamente em mim
Se vou me dar bem, se vou conseguir
Bem, não estou realmente pedindo perdão
Mas bem que queria não ser mais assim
Isto é, voltar a si, voltar para mim
Apenas eu?
Eu sozinho?
Não, eu não vou conseguir.

27 de dezembro de 2012

Eu letal

Uma visita que fui fazer
Não muito longe
Aliás muito perto
Em mim, sim, fui lá me ver
E me conhecer
E descobrir que sou letal
Que não apenas finjo que sou mal
Mas eu sou mal
Eu jugo o tempo todo
Quem está na frente
E quem mal vejo o rosto
Sou capaz de assassiná-lo
Sem me arrepender
Sem tirar-lhe a vida
Sem ninguém perceber.

26 de dezembro de 2012

Nostalgia 2/2

Mas sabe o que é?
Eu estava muito mal
O mau era eu e eu fazia para mim
Eu podia sorrir, não podia mentir
E nem gosto!Não podia regredir
Não podia definhar
Não! Não era para eu me afastar

Na verdade não passo de um fraco
E o meu Fracasso a me consumir
Eu não quero ficar assim
Eu preciso ser curado
Esta dor tem que sair de mim
Eu fracassei de todas as maneira que um filho pode errar!
E eu não sabia, nem sentia vontade de voltar
Eu não queria, sentia raiva até pensar
Mas deixa pra lá
Estou na merda
E Ei! você não pode me ajudar
Mas teimo acreditar com todas as forças
Que Você é real!

Mas não tenho certeza se vai me salvar
Se vai me curar...

25 de dezembro de 2012

Nostalgia 1/2

Quando eu consegui chegar no fundo
No obscuro do escuro
Que me vi em solidão
No inferno!

Sem mais nada de bom
Dentro do meu coração

Quando eu consegui acabar
Com todas as formas de amar
Até se apaixonar
Simplesmente para não me enganar
E novamente deixar minha mente se entregar

Quando eu decidi que o prazer é bom
Que o mundo é bom
E o que eu quero e o que eu faço
Independente se é certo ou se é errado é bom…

Eu senti saudade, e é verdade
Eu não esperava por isso
Eu aliás já havia me esquecido!

Mas eu tinha não só uma paz
Eu tinha muito mais
Eu tinha um Amigo
Um melhor amigo
Que falava e andava comigo
Que me escutava 
Se importava e me levava consigo
E Eu o deixei, e eu sei que não se faz isso.

24 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 7

Cap. 7 
Fatalidade ou Solidão


E ele foi, sem esperança
Cansado a sangrar
Sem medo, foi ao mais alto lugar
Abriu os braços sem olhar para os lados
Tentava se imaginar
Tentava se encarar
Sim, eu consigo, eu vou me jogar
Não havia ninguém por perto
E o dragão não o deixava recuar
Só mais um passo e tudo vai acabar
Deixa toda escuridão de depois da meia noite te dominar
Vai para o seu lugar
Anjo negro podes...
Espere! Não! Eu não vou pular
Eu não vou desistir
Eu suporto até sangrar
Cai fora, vai para outro, em outro lugar
Você só quer mais um alimento
Eu não vou me matar!
O dragão saiu do coração
Com olhos vermelhos como sempre estão
E ele continuou, solitário, de preto
Reverenciando a solidão.

23 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 6

Cap. 6 
A Voz do Dragão

Pode descansar
Tudo acaba esta noite
Você irá parar de sangrar
Até mesmo de andar
Poderá dormir e descansar
O dragão vai te destruir
Você só precisa deixar
Se permitir
Ou então terá que sangrar mais
Suar e enfrentar de cara
Raiva, ódio e rancor
E se libertar, como se não houvesse saída
Se jogar de qualquer um belo lugar
Matando o dragão, se matar
E não permitir, ele te perturbar

22 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 5

Cap. 5 
A voz da Consciência

Não tem como fugir
Não tem como se libertar de si
Precisa lutar, encarar todo este mal
Precisa-se se libertar
Não há como escapar
Poderoso dragão
Tão forte e impossível de matar
Por que decidiu entregar
Seu corpo para um dragão habitar
Não ver que não tem como escapar
As noites todas serão quentes
E todas você verá passar
Não dormirá, não descansará
Até o belo dia em que o dragão conseguir te matar

21 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 4

Cap. 4 
O Remédio

Andando, cansando, chorando
Derramando sangue e suor por onde passava
Ele tinha todos os caminhos
Mas nenhum caminho o ajudava
Ódio, raiva, raiva e raiva
Rasga sua consciência
Isso nunca se repara
Nada se trata de um passado que morreu
Estava tudo vivo ali, ele ia sangrando e suando
Podia sentir, não acabava ali
Precisava de prazer
Algo para diminuir toda raiva
Que o dragão despertava na hora de dormir

20 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 3

Cap. 3 
O Dia Místico

Era noite, assustado abriu os olhos
Olhou para todos os lados
Sem óculos via tudo embaçado
Era claro os olhos do mal
Que o chamava para sair dali
Acordar e o seguir
Um espírito, qualquer coisa de outro mundo
Um mundo quase desconhecido
Quase invisível
Ele deveria ir, deveria seguir
Continuava acordado
E os olhos convidava-o para sair
Sem nada a perder decidiu ir

19 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia noite 2

Cap. 2 
A Dor

Sangue nos olhos, vermelhos transparecia o ódio
Não era por um acaso que esta só
Vestia-se de preto mesmo fazendo sol
Tatuado por completo, não na pela
Mas no coração
Tinha algumas feridas, sentia dor
Apertava as mãos
E ia, sem ter para onde ir
As vezes corria, sentia que nunca ia chegar
Assoviava isso fazia acalmar
O dragão que em um dia místico
Dominou seu coração
Cada vez mais a despertar

18 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 1

Cap. 1 
O Andante

Em meio as cores embaçadas do forte sol
Um cara de caráter solitário se destacou
Andando pela rua parecendo está desvinculado
De todas sociedade e humanidade
Não é o que parecia, mas o que ele sentia
Como ele se via
Não que se importasse
Era sempre assim, dia após dia
Onde nada para ele valia
Tudo iria acabar um dia
Tudo explodiria
Todos morreriam
Ele assim ia

17 de dezembro de 2012

Prelúdio de Mudar


Do muito que vivendo aprendi
Uma refez todo o meu curso
Me desfazendo, me reconstruí
Não sou mais aquele que vivia por aí
Eu aprendi!
Descobrir que mudar é uma reação que acontece
Dependente do tempo e do lugar onde se está
Que tudo que se foi 
Talvez, nunca tenha chance de voltar
Que acontece muitas coisas
Em poucos dias e números
E as vezes é difícil raciocinar
Por isso Mudar
Sempre que puder
Mas nunca se deve forçar
Tem que acontecer
Afinal, nada mais é como antes costumava ser!

16 de dezembro de 2012

Revelação #6 - Vida


Encontrar a saída para tudo isso, é complicado
Necessário disfarçar e fingir um bocado
E parecer ser sã, pelo menos tentar
Bem, tudo é uma questão de esperar
Eu acredito, tudo vai melhorar
Vou esperar, Deus vai me salvar
Ele Virá, me acolherá, me abraçará
Soprará mais uma vez em minhas narinas ar
Poderei respirar, poderei novamente adorar
Levantar minhas mãos e até Te beijar...
Meus amigos também, espero todos lá
Tudo vai melhorá
E quem sabe até de viver poderei gostar

15 de dezembro de 2012

Revelação #5 - Espiritual

Quando ando e vou olhando
Me deparo com tantas coisas
Um mundo tão amplo que vai além das moscas
De Pombas e de pessoas, mas de pessoas
E de mãos e olhos também
Que fixam em mim
Querem me levar daqui
Ah o espiritual!
Todos podem conhecer
Alguns demônios se revelam sem querer
Anjos passam como fogo, ufania de se ver
E tem tantas coisas a mais
Tipo vozes, tipo alguns sinais
Tudo isso é real, dava medo
Mas agora não dá mais
O espiritual as vezes vem como cheiro
Na maioria com formas uniformes
As vezes só a presença
Mas sempre estão por aqui
Sempre livres
Sempre perto de mim

14 de dezembro de 2012

Revelação #4 - Vingança

Para toda agonia que brota
Para toda raiva que certamente alguém causou
Para todo mau que alguém despertou
Vingança!

-Bem aventurado quem tem sede e fome de justiça-

Sabe a luz do sol?
O olhar cheio de esperança?
Um sorriso belo dado por uma criança?
É tão simples e tão bom
E eu gosto de tudo isso, é verdade

Sabe quem é o meu pior inimigo?
Ninguém gostaria de saber
Mas certamente eu poderia ao menos dizer
De um grande ex-amigo
Que está sempre do meu lado
E não sei como consigo
Vive comigo
Me causa todo mau, raiva e agonia
Eu poderia matá-lo, é verdade
Mas morreria junto, eu sei
Vou continuar a odiá-lo
Mas sempre desejar toda sorte e bem

13 de dezembro de 2012

Eu sei que não há


A soma de todas as coisas que me incomodam
É essa triste ferida que me corta e fica a sangrar
Nunca se fecha, a ponto de me matar
Que me faz passar as noites a pensar
Um motivo pra as pessoas serem assim
Eu sei que não há
Não há beleza em quem não sabe falar
Dizer com verdade, sem se esconder
Se mostrar.
É complicado! É complicado
Acabo, perco créditos
Com os menores motivos
Basta vacilar comigo
Eu não esqueço, vivo a somar
As vezes penso que julgo demais
A verdade é que eu sempre espero mais

12 de dezembro de 2012

Arriscar 4/4

O mundo de fato é o meu lugar
Eu posso fazer o que quiser
Sem muito me preocupar
Sem muito me culpar
Sem muito questionar
Como é nem como será
Logo após a hora de tudo acabar
Devo me arriscar?
Devo agir como bem querer e pensar
Estava pensando
E acho que é realmente o meu lugar
Mas depois e se viver sem me questionar
Como saber como vai acabar?

11 de dezembro de 2012

Arriscar 3/4

Estava falando com eddy
Que estou pensando em tentar
Algo novo agora,
Algo que não pode falhar
Estou pensando em me arriscar
Em um caminho limpo
Um que eu costumava andar
Pensar menos na morte
E tentar me alegrar
Viver sem apostar minha sorte
E suar mais e trabalhar
É só um palpite, uma ideia,
Vários e vários planos
Eu vou arriscar

10 de dezembro de 2012

Arriscar 2/4

Por tanto tempo já andei
Buscando feito louco a paz
A liberdade e não encontrei
Tentei, mudei, fui, voltei
E me arrisquei
Fui onde ninguém poderá imaginar
Eu poderia estar morto
Eu poderia não sair de lá
Mas fui
Tudo para me encontrar
E me perdi mais
E até penso que morri
Mas ainda estou aqui

9 de dezembro de 2012

Arriscar 1/4

Vou começar algo novo
Vou tentar, vou arriscar
Se eu começar a diminuir
A frequência de sorrir
A ponto de não esboçar
sentimento de alegria
E de bem estar
Se alguém iria notar
Se alguém iria reparar
É que já deu!
Eu não quero mais interpretar
Eu não sou assim
Mas não quero que se preocupem
Ao olharem para mim.

8 de dezembro de 2012

Ela e eu

Olhos abertos, fechando querendo dormir
VEJA SÓ! Encontrei quem deu início ao meu fim
Ela voltou, agora está aqui
Nós tínhamos brigado, cada um para o seu lado
Conversamos muito, eu estava tão cansado
Mas meus olhos estavam vidrados
Meu coração não estava acelerado
Muito menos apaixonado
Eu estava certo que era ela
Perguntei, questionei...
Ela confessou, era ela do outro lado
Foi inacreditável como aconteceu
Não havia como eu saber
Mas isso não importa
Tudo continua como costuma ser
Ela e eu, não temos nada, nada a ver!

7 de dezembro de 2012

Todas as feridas

Dias iguais, dias normais
Pensamentos superficiais
Artifíceis sentimentais
Longe de mim
Querer que chegue o fim
Eu já sei como vai ser
Não vai ser o melhor, eu vi
Eu ouvi alguém falando assim:
Larga tudo, segue a mim!
Pensei no ouro, pensei, na minha canção
Lembrei de todas as feridas do meu coração
Relembrei da promessa e da Sua mão
Mais forte foi a dor que congelou meu coração
Eu já disse que agora não
Mas já faz tempo
E não sei se mudo a minha opnião.

6 de dezembro de 2012

Conselho

E se vc parasse fingida ou propositalmete
De de se imporatar com pessoas que não se importam com vc.
Que fingem não te ver, mesmo vc insistindo
Fazem não te perceber

E se vc deixasse para lá?
E quem sabe de verdde até não se importar?

Não importa quantidade
Mas a qualidade das suas amizades
Meu conselho, é este
Vive e se importa pra quem se importa com você
E não pra quem vive te pedindo pra o esquecer.

5 de dezembro de 2012

Mesmo vazio

O vazio dos lugares
Quando se junta com o vazio do meu coração
Não sei porque, não sei explicar
Mas eu tenho uma boa sensação
Sabe o silêncio que não deve ser ser quebrado
O fim de tarde só, depois de um dia animado
Um pôr do sol, sentado no gramado
É isso, é isso eu acho!

Este vazio inesperado
Que vem de um pensamento
Ou de um bocado
Ou de repente, ou quase sempre
Sem querer, quando menos espero
Está aqui, eu posso até ver

Mas tudo bem
Estou aprendendo a viver
Sem nada para preencher
E esta sensação
Traz outra conotação
Mesmo vazio eu posso viver

4 de dezembro de 2012

Minhas mentiras


Agora não existe mais dor
Raiva ou qualquer tipo de rancor
Eu sou extremamente feliz
E amo a todos daqui, de perto de mim
Como amo a mim, é, é assim
E também não penso mal de ninguém
E desejo somente o bem
Estou em paz, extrema paz
Estou bem, pensamentos limpos
Mãos limpas, coração limpo
Sorriso sem nenhuma maldade no olhar
Esqueci o escuro, deixei para lá
Estou aqui, aprendi a amar
Estou curado de todas as feridas
Alguém fez cicatrizar
Eu não julgo mais ninguém
Para ninguém me julgar
Não atiro mais pedras por que eu também estou propício a errar
Resumindo, estou perfeitamente bem
Bem como nunca pensei em estar.

3 de dezembro de 2012

Nova sensação

Ah a minha alma cansada
Viver sem Deus é uma droga!

Bem, essa sensação é nova, novíssima
Uma sensação da perda do controle
Do controle na minha vida
Como se eu não tivesse o domínio da direção
Não estou falando coisas espirituais
Muito pelo contrário, o natural dos naturais
Deus controla tudo e tal, isso é legal
Mas de repente, com as pernas que vou
Alguém acha pouco para mim
Diz que quer me apontar uma direção
Na verdade preciso de uma mão
Mas ninguém vai me dar
Eu vou ter que andar
Mas alguém acha pouco
E o que vem me falar
Quer me seduzir
Tenta me persuadir
Me fazendo refletir, que as coisas não são bem assim
Eu mudo todo meu mundo
Como quem se muda daqui para loge de mim
E acha pouco, e me leva consigo
Sem saber o que sinto
Sem se importar com meu pequeno momento de alegria
Tão raro, tão rápido...
E mais uma vez eu vou
Ainda que tenha que mudar meu mundo
E tudo.

2 de dezembro de 2012

Quem irá

Logo logo tudo vai mudar
O meu coração poderá se curar
As minhas feridas cicatrizar
Sem lágrimas, nem sangue, nem falta de ar
Acho que me tornei um tanto insensível
Quando percebi que as pessoas tendem a não se importar
Tem que haver um interesse qualquer
Mas quem vai se alegrar
Quando eu me alegrar
E chorar se eu chorar
E lavar os meus pés, se me sujar
Me acender uma luz todas as vezes que me desviar
Ir para o escuro
O lugar onde mais gosto de estar
Quem irá comigo definhar, se eu chamar
Quem me levará de volta para o meu lugar?
...

1 de dezembro de 2012

Escrever



As veze é nescessário fugir daqui
Ir para um mundo que ninguém conhece
Um caminho que só eu sei ir
Onde tudo acontece, acontece como eu decidir
Se vai ser noite e o mistério descobrir
Se no silêncio um grito assustado se ouvir
se dos sonhos vários portais vão se abrir
Se haverá um personagem
Mas estou falando simplesmente de mim
Escrever é tipo assim
No lugar que eu quiser eu posso ir
Eu vou querer e tudo será assim
É mais que imaginação
É a necessidade de se libertar daqui.

30 de novembro de 2012

Alguém a levou

Pronto, foi um dia para alegria
Já foi, já acabou
Estava pensando, uma boa forma de fazer terror
Aproveitar que meu sorriso já fechou
Minha alma sombria já voltou
Momento de alegria já acabou
Alguém mal interpretou
Alguém a levou
Eu poderia ficar mais um dia
Com minha repentina ufania
Sabe, a fresta de luz que brilhou
Que passou por toda mágoa e rancor?
Foi mais ou menos isso
Mas já acabou.

29 de novembro de 2012

Eu`gocéntrico

Eu, eu, eu.
Eu e mim, somente eu
Eu assim, eu sentir, eu vivi
Estou triste, olha pra mim
Estou aqui, volte em fim
Eu pensei, eu achei, eu entendi
Somente eu, nada mais além de mim
Eu, assim.
De mim, só pra mim
Chega de mim.
Acabe com isso
Foge daqui
Some daqui
Parte daqui
Tudo eu, só falo de mim
Não me suporto mais
Me tira de mim

28 de novembro de 2012

Assim não dá


Se para chamar a atenção teria que berrar
Vou passar despercebido
De modo que ninguém vai me notar
Porque eu não vou gritar
Eu não vou fazer absolutamente nada
Sem antes planejar
Eu simplesmente preciso parar e pensar
Eu não preciso mudar isso
Todos tem que aceitar isso
Sem cogitar que pode achar por mim
Eu não vou ouvir
Vou agradecer até por se preocupar
Por se importar, mas assim não dá
Eu não sou legal, não é?
Problema!
A não ser que eu queira, vai ser assim.

27 de novembro de 2012

Origem


Eu estava pensando exatamente isso
Deitado no meu quarto
Não me lembro, mas acho que meio surtado
Equivocado, embaralhado
Assustado com todos os fatos
Todos os do meu lado
Pareciam cansados
Fracos, desanimados
O que estava acontecendo
Com todos e comigo
Era o início
O meu Amigo, em mim assustado
Todos tinham razão
A razão da perfeita confusão
Eu sabia muito bem do que se tratava
Cada erro meu e cada lágrima
Não existes erros que não se possa corrigir
Eu pensei, os meus erros eu posso encobrir
Ninguém vai saber
Ninguém vai descobrir
Quem pode me julgar, não acredito tanto assim
Por isso vou lá, sem medo eu vou ir
Fui, voltei, e começou mais ou menos assim

26 de novembro de 2012

Enigmática amargura

Vishe, era para eu estar louco de alegria
Mas mesmo assim, insatisfeito
Mesmo tendo realizado um grande desejo
O que é isso que está habitando em mim
Parece ser uma enigmática amargura
Que nem eu mesmo posso definir
Aff, eu quero sair daqui
Quero que o tempo pare
E sirva completamente para mim
Ou então avance logo
De modo que me tire daqui
Mas estou cansado
Concluí que nada pode me distrair

25 de novembro de 2012

Inverno

Esperava que fosse melhor
O verão, a galera, o sol
Mas estou triste
Sinto dor, dó, me sinto só
Sinto que existe paz
E que existe amor
Mas não pra mim
Não por odiar a flor
Por se desviar
Por deixa-lo escapar
Sinto que posso acabar
Com este inverno
E Até sentir fome por me alegrar
Tudo iria mudar, não iria?
Eu teria uma chance para voltar
Deixaria?
Me soltaria, tiraria esse frio?
Voltaria?

24 de novembro de 2012

Asas

Que bom que ainda tenho asas
Mesmo caído, vivendo de raiva
Assim, sei que posso voar
Quando bem entender
Quiser sair deste lugar
Não está sendo nada fácil
Pensar mais nos outros
Menos nos meus peixes
Nos meus projetos
E nos meus planos secretos
Até nas minhas tristezas
E não ter certeza
Que vou alcançar
Todas as minhas ambições
Os mais altos, o meu lugar
Triste por não poder voar
Estou trabalhando muito
Nunca mais tive tempo pra beijar
E se eu voasse até lá?
E se eu despencar
Por isso raiva
Mas logo vai mudar

23 de novembro de 2012

Não serve mais para mim

Hoje quando acordei
Minha mente me levou a compreender
Algo que aconteceu
Alguém que me desonrou
Pesei duas vezes
Cautelosamente
E... Não serve mais para mim
Não quero mais ver perto ou por aí
Estou inconformado de não digerir
Algo tão visível que aconteceu
Que rolou por aqui
Sério, tô puto! Absurdo

Que raiva! que merda
Dei a xingar, falei todos os palavrões 
Sem me preocupar
O pior de tudo
Mais uma ferida
Que não vou querer tratar
Fecharei minha cara
E nada mais terá!
A não ser que adivinhe
O mal que veio me causar!

22 de novembro de 2012

Mudar (Part. 11)

Tudo isso é apenas o preludio do que há de vim
A mão que me sustentava, não está mais perto de mim
Eu reclamo por não sentir mais o seu amor
E as vezes repenso imaginando a sua dor
E tento fingir que nada é irreal
Mesmo com tudo espiritual, sobrenatural
Que acontece que vem sempre me fazer mal

Mudar, nunca vou cansar de ratificar
Vou falar compulsivamente
Tentar me explicar, me expressar

Eu preciso, eu desejo loucamente
Eu quero mudar, eu sonho em mudar
Eu não quero ser assim.
Você pode me escutar
Pode me ouvir
Pode usar o seu poder
E favorecer a mim
Pode me mudar?
Me ajuda, por que não vem me ajudar?
Pode reorganizar a ordem de tudo que sentir
As minhas feridas, pode afastar daqui
Do meu coração, pode fazer eu enxergar
Andar e voltar a falar, falar pra ti se conseguir?

É complicado, eu não luto mais contra o pecado
Eu vivo sem medo, muito descaso
Pouco animado, entediado, sem paz ao meu lado
Eu olho para tudo, para o mundo
O inferno está em mim
Brotou no meu coração
Por isso não vejo anjos por aqui?

Prelúdio do que há de vim
Paz que desejo, não há por aqui
Ajuda que eu suplico
Não pode me curar e me ouvir
Me muda, muda, MUDA-me.

21 de novembro de 2012

A Chama Apagada


Voltar ou Definhar?
Acho que nunca parei para pensar
Pela primeira vez sinto que isso tem que acabar
Já fiquei longe muito tempo
E nada muda neste lugar
Bem, o ódio as flores
A inocência vai
As roupas sem cores
E a consciência sem paz
O medo, o erro, a solidão
A chama apagada o vazio do coração
Olhos de sangue
De escuridão
Mãos sujas, mas tem nada não
Vã conversão
Repensar, pensar, achar um lugar
Responder se vai querer
Viver ou morrer.

20 de novembro de 2012

Silêncio 4/4

Assim, dando passos leves
Sorrateiros-flutuantes
Impressionante não acertar
Falhar tanto e não esbravejar
Não gritar aos quatro ventos
Desabafar
O mal
E não se perdoar!
O meu ato heroico
Ele não foi visto
O meu silêncio
Remoenndo arrependido
Não há como voltar
E concertar
Deixa tudo para trás
O acordo, o homem e os animais
O tempo me faz
Me calar
Vou me deitar
Fechar os olhos e me silenciar.

19 de novembro de 2012

Silêncio 3/4

Grita alto, berra, diz, me faz te ouvir
Faz barulho, me sacode
Puxa minha mão e me leva daqui
Ou simplesmente sussurra no meu ouvido
Liga, diz que sente falta de mim
Chora de preocupação
Se importe, não irei mais te trair
Fica comigo, se deite aqui
Fica do meu dado
Olha pra mim
Grita, não se cale assim

18 de novembro de 2012

Silêncio 2/4

Sempre vou, porém, aqui estou
Capaz de fazer o que eu bem entender
Sem querer ou só por que
Desperta desejo do mero aprender
E onde está a voz que mais gostava de Ouvir
Que pode me guiar e pode me tirar daqui
Eu não escuto mais
Ou nem tem se dirigido a mim
Por isso também eu sinto medo
E se este silêncio for até o fim?

17 de novembro de 2012

Silêncio 1/4

Para toda agonia da minha alma
E a raiva que toma até negar louvor
Pelo rancor de tudo que existe
Do que me refez e me moldou
A sombra que me persegue
E me segue aonde quer que estou
Onde vou não há paz
Há medo e horror
O silêncio que me sobra
O tom certo que entoou

16 de novembro de 2012

Reencontrar

Não importa o tempo ou espaço
Isso é certo, nós vamos nos reencontrar
Nos resgatar no que nos distanciamos
Não você  de mim, ou eu de você
Mas um do outro
Vamos nos abraçar
Recomeçar, voltar ao princípio
Ao início, onde eu sabia viver e amar
Vamos lá, vamos tentar
Sem Tate ou amizade que possa atrapalhar
Quando e em que lugar?
Se for só em mim, pra mim
De cá pra aqui
Irias querer assim?
seria bom e levaria até o fim?
Sem alarmar ou eu ter que anunciar
Que estou de volta e você no Seu lugar
Lugar que saíra pois eu não deixei ficar.
Podemos tentar?

15 de novembro de 2012

E o ódio leva a paz

A minha cansativa e perturbadora busca pela paz
O mundo pra mim é escuro e não tem nada de mais
A minha busca obscura pela paz
Minha busca do descanso e da mudança, busca da paz
Eu quero, eu preciso descansar
As vezes até penso que é só umas férias
As vezes é obvio não acreditar
O que está em meus ombros pesa pra caralho
Eu não suporto mais
Sabe as luzes vermelhas e azuis, rodando, causa terror
E eu preciso me sentir em paz
Eu volto atrás, tudo se refaz, as luzes me distrai
Meu olhar pisca mais, os meus dedos se contrai
As palavras nunca sai e o ódio leva a paz.

14 de novembro de 2012

Demônios

Eu era melhor nisso
Agora me sinto correndo perigo
A velha com cara de raiva
Tremendo os dentes, falando comigo?
A serpente dos meus sonhos
Rasteja tão veloz e sempre passa em minha frente
Parece que me defende
Mas antes do sonho acabar sempre ela me prende
A voz que parece ser de um amigo
Parece que parte da minha mente
Chama alto, de grito, assusta e de repente
E aparentemente nada foi, só minha mente
Mas quem me entende?
Ah e se eu falar que tem um cara lá
Em um lugar que só quer andar com um porrete
sujo, imundo, fedorento, magro e preso na parede
De onde eles vem eu não sei
Mas olham pra mim e as vezes rir
E as vezes parece ser de mim
Mas não estou nem aí
Não tenho medo, não deles
Mas bem que poderiam, sair, sei lá, sumir.

13 de novembro de 2012

Querer

Todos querem correr sem tropeçar e vencer
Sem errar, demasiadamente aprender
Ter toda sorte que o ares possa oferecer
Ter todas as bênçãos que os olhos possam querer
Ter o mundo nas mãos, sem deixar nem perder a razão
Eu também quero
E, olha, eu sei de uma coisa
O que eu quero, insistentemente eu posso ter
Do carro Uno verde, até o sol e o seu poder
Eu tenho todo esse querer, eu posso ter!
Eu posso vencer se eu querer
Sair de baixo desde cobertor e olhar para tudo
Tudo que o mundo tende a esconder
Para ninguém perceber
Que basta ter o querer.

EI!


EI!
Alguém pode me dizer o próximo passo
Para seguir e para viver
Para ir e tentar vencer
Para não desejar retroceder
Conquistar a todo novo amanhecer
Poderiam me dizer?
Ao menos escrever
Falar indiretamente
Como dizem por RT
Pode ser? 
Podem dizer se ao menos saber
Eu prometo não me importar 
Se machucar e doer
Não deixe para depois, podes esquecer
Preciso tanto disso e não sei o que fazer
Alguém pode me dizer?

12 de novembro de 2012

Um toque


O que foi isso?
Eu estava na chuva
O vento forte
E o silêncio da vida
Sem sorte, ainda sim de cabeça erguida
Não de mãos estendidas
Nem mente agradecida
De repente um toque
Não sei se em minhas mãos
Ou em meu duro coração
Mas foi bom, tudo acalmou
Acho que a minha raiva...
A raiva, acho que passou

11 de novembro de 2012

Odeio flores


Eu, escutando rock
De luto diria
E havia apenas 3 dias
A visão, agonia
Eram apenas flores brancas
Flores gordas
Flores fedorentas
E a morte chegou
Me assustei, estava caminhando
Mas não foi eu que tropecei
Muitas e muitas flores em mim
Senti vontade de cuspir
Queria tomar um banho
Precisava sair dali
Por isso ódio as flores
Eu odeio, de todos os aromas
De todas as cores.

10 de novembro de 2012

Alguém que não fosse eu

E se eu desejasse algo veementemente
Com muita força de vontade
Eloquentemente
E se eu lutar para ter
E ter a alegria de conquistar
Conquistando, incontrolavelmente festejar
Estava pensando e...
Não sei bem quantos estaria lá
Para compartilhar da minha alegria
Não sei se alguém iria se alegrar
Eu nem sei quem iria estar
No momento de desespero
Na hora que chorar
Faço ideia que é mais fácil se alegrar
Até prefiro, às vezes eu duvido
Mas além dos que estou ciente
Será que a minha conquista
O que eu queria seria capaz de alegrar
Alguém que não fosse eu
Estava pensando e acho que vou experimentar.

9 de novembro de 2012

Corpos


Acho que gosto deste contato
Tão próximos, colado
Gritos altos e abafados
Respiração quente, mexe, geme
Sente-se envolvente
Corpos grudados, suados, pelados
Boca, peito, deitado e excitado
Calor, curvas e olhos fechados
Pensamentos antecipados
Quase lidos ou adivinhados
Sentados, de pé, deitados
É, eu gosto deste contato.

8 de novembro de 2012

Onde me perdi


Vai dar tudo certo
Vou acreditar
Estava pensando em me restaurar
Fazer uma busca por aí
Me encontrar por onde me perdir
Cada peço quebrado colecionar
Lavar lá onde Deus mora
E deixar ele emendar
Não sei se ia dar certo
Mas eu sei o quanto Ele é bom nisso
Mas sinceramente não queria ir só
Mas não dá pra pedir para alguém vim comigo
É arriscado, não vou botar um amigo em perigo
Mas se eu estiver certo 
E se tudo ocorrer bem
Talvez seja o melhor
É acho que vou sim sair por aí
Correr atrás de mim
Ir em todos os lugares onde estive
Me procurar onde me perdi

7 de novembro de 2012

Tende a piorar

Mas é claro que estou com medo
Cada dia que passa fico mais assustado
As vezes catatônio e também paralizado
Medo de arriscar e dar tudo errado

Relaxe, você já pensou um bucado
Se der errado... PACIÊNCIA
Você tentou!

É, mas não posso mais tentar
Meu tempo é bem pouco
Não posso me dar o luxo de errar

Olha, você está ansioso
Não tem dormido e vomitado o que tem comido
Fica com isso só para você
Fala só só, porque acha que não vão te compreender

Isso não é verdade!
Tudo bem que estou cansado
Emagreci devido ao meu estado
Mas é que estou preocupado
Eu tenho jogado, apostando a sorte
Beijando a morte, sonhando acordado
Vivendo calado, obceno e dramático
Loucamente, varrido, sensível
Não tenho saído, na verdade mesmo
Não tenho me divertido
Ainda que sorrindo.

Bem, podemos parar?
Todas as vezes que nos falamos
Você tende a piorar
Então, relaxe mesmo, se não você vai pirar.

6 de novembro de 2012

Eu não sou feliz


Por um repentino momento de ufania
Dá até vontade de viver

Assim como quem está vivo
E tem medo de morrer
O pânico que vem é de não saber
Se vai ser bom ou se vai valer

Tentar jurar solenemente 
Que vou fazer algo de bom
E em seguida me contradizer
Eu não vou fazer
E nem vou dizer 
Não que sou feliz
Ou que gosto de viver

Eu não sou feliz
Eu não gosto de viver
Não que tenho o que reclamar
A vida é bela 
E outro gostaria de estar no meu lugar

Eu vejo o mar e tento me esquecer
Um pouco de leitura me leva a espairecer
O medo, o escuro, o obscuro
A alma atormentada, a frase cortada
A arte calada a mente engessada
A agonia estampada, a opressão saboreada
E o tempo, o trato, o pacto

Mas quero ressaltar
Não foi algo que aconteceu
Muito menos que eu fiz
Mas eu não sou feliz

5 de novembro de 2012

O trato com o Tempo


Comecei a parar para pensar
Que agora é a minha vez
A parte do trato que a gente fez
Minha parte é de quando o tempo acabar
Quando eu sentisse que não há mais lugar
De Voltar, sem pensar ou te questionar
Temos a data certa e o lugar onde devo estar
O que tenho que fazer e quem pode me ajudar
Mas que droga!
O tempo está passando
Não tem como não pensar em se afogar
Um acidente talvez, caí sem olhar por onde andar
Droga! não tem como evitar
Vou ter que fazer minha parte, vou ter que voltar.

4 de novembro de 2012

Bem vindo ao meu fracasso

Eu não tenho tudo o que eu quero
Muito menos tudo que eu preciso
Eu não me acho o melhor nem de longe
comparado aos que estão perto
Nem o mais bonito
Comparado aos meus amigos
Sou um cara um pouco sensível
As vezes alegre, confuso, acho que triste
Não sei se vivo ou apenas existo
Nada de muito valioso
Um pouco orgulhoso
Mas de humilde a
Desesperado, cansado, entediado
Muito dedicado a derrubar os obstáculos
Paralisado por um golpe baixo
Bem vindo ao meu fracasso

3 de novembro de 2012

Dilema

É como se eu não soubesse patinar
Deslizar livremente sentindo o ar passar
Todos os dias tenho ido, parando e voltando
Como se estivesse numa areia onde não há mar
Um caminho incerto que ao pisar pode até afundar
Isso me faz lembrar, do cão, a ave, o homem e eu lá
Mas não quero me lembrar, não quero cumprir o acordo
Muito menos revogar. Me sinto enjoado preciso regogitar
Só um pouco de ar... Não quero, não devo e nem vou pensar

2 de novembro de 2012

Distorção

Não foi de repente
Mas sutil e lentamente
Quase estagnada, paralítica, sorrateira
Mente sempre quente
Tudo pira, tudo sempre
Sim, a mente era para libertar
Mas tem medo, receios e muita mágoa lá
Tudo vai acabar
Ou eu morro, ou eu nasço de novo
Ou isso nunca vai parar
Está tudo distorcido
Tudo fora do lugar

1 de novembro de 2012

De pé

A vida é assim mesmo
Um dia a gente está meio caído
No outro animado, quem sabe
Mas nunca completamente de pé
Ou totalmente destruído
Dói cometer um pecado eu sei
Pior é ter ofendido
Não reconhecer
Não se arrepender
Não tentar um novo início
Por isso, nunca de pé completamente
Muito menos totalmente caído.

31 de outubro de 2012

O segredo revelado

E ele morre, amém
No final ele teve muita sorte, amém também!
Talvez logo logo, eu, eu mesmo
Eu beberei, das águas do rio de Deus
E serei fartamente saciado
Como se eu só tivesse feito o bem
Sem veritaserum
Eu me adiantarei
Confessarei os meus pecados
Serei no mais íntimo, limpo e libertado
O segredo revelado
Eu não sou mais puro
Fiz é pouco, ainda faço
Tenho deitado em diferente camas
Sem medo, me aventurado
Eu já falei mil vezes
Não adiantaria me julgar culpado
Sentindo-me desprezado
Por quem eu tenho gostado
E por tal que tem se voltado
Me deu dois simples selos
Infelizmente esqueci o seu abraço
Por isso eu fiz
E não me arrependo
Mas tão certo como os meus dias estão contados
Tão certo quanto a morte que está do meu lado
Eu vou me limpar desses percausos
E sim, eu beberei da água do Rio de Deus
Depois das lamparinas, azeite, óleo, sangue
Promessas, incensos, sacrifícios e consagrações
E me limparei para uma nova chance, amém.

30 de outubro de 2012

Enquanto espero


Tudo bem, se tem que ser assim eu aceito
Eu até concordo que é melhor do seu jeito
Eu espero, é, eu aguento
Só não demore muito
Não que eu vá sem você
Mas não quero ficar aqui parado
Eu vou conseguir
Mas é melhor que não seja assim
Então não demore, lembre de mim
Estou aqui
Eu vou esperar, vem me tirar daqui
Eu não vou sozinho
Relaxe, eu nem sei como ir

29 de outubro de 2012

Lágrima


De novo uma poeira em meus olhos
Coço até doer, ando desnorteado
Sem saber pra onde ir ou para quê
O que fazer com um nó na garganta
E a agora a borra lacrimosa
A música melancólica
A mente só
A cara sólida.

28 de outubro de 2012

Fantasmas


O tempo todo
Sério, a todo momento
É como se tivesse alguém a esquerda
Atrás de mim
Uma sombra negra
Que me tenta 
Que que quer chamar minha atenção
As vezes parece um acenão de mãos
Um corpo magricela
Ou um corpozarrão
Até que não estou muito assustado
Com tantos fantasmas ao meu lado
Mas sei lá
-chispa, chega, xô, vai pra lá!

27 de outubro de 2012

Oco


E sol nasce mais uma vez
Sorte, não, azar, eu sei.
Cheguei tão perto de me livrar de tudo
E louco, implorei para ficar
Fiquei, eu não lembro muito bem
Mas foi por conta de uma traição
Eu acho, estava afundando
E mais uma vez Deus estendeu sua mão
Me levantou, ele não me deixou
Mas agora estava pensando
Estou vazio como um vaso oco
Não faz sentido ficar, pode me levar

26 de outubro de 2012

Desequilibrado


O lado escuro do meu coração
Assustado, desta vez, qual opressão?
É que eu não faço mais nada de bom
Nada direito, mais atrapalho e mais defeitos
Eu nem sei mais, vou ficar calado
Em estado de choque
Sempre me fazendo de forte, porém frágil
Será que alguém imagina que tenho mil emoções
E as vezes fico desequilibrado?
Mas estou desesperado
Levo uma culpa como se tivesse assassinado
Um pequeno animal, sério, estou muito mal

25 de outubro de 2012

A culpa


O que eu percebo é que
Eu continuo vivendo tudo espiritual
Que o carnal não consegue me dominar
Que tudo que acontece vem pra me inspirar
Ou então me afundar
Eu começo a xingar
Cantar as músicas que me fazem chorar
Dou a pensar, neste meu azar
Fico com falta de ar
Me lembro que viver é se entediar
Prefiro morrer sem medo de dizer
Dá vontade de fumar ou beber
Mas não vou fazer
A noite é preferível
Insônia para me moer
A culpa até do que não fiz
Mas deixa, eu vou sobreviver

24 de outubro de 2012

Um Grito


Estou com muita vontade de gritar
Mas o que adiantaria, escrevendo, gritar aqui
Não faria barulho, ninguém iria me ouvir
Não que eu quisesse, eu só queria tirar isso de mim
Eu iria gritar e teria a doce sensação de me libertar
Não é como se limpar, ter os pecados perdoados
E levemente respirar, é passageiro
Mas seria melhor do que chorar
Puxo ar, dou a suspirar, estou no trabalho
Sentado, as vezes entediado, como iria gritar?
Deixa a dor como estar, se aumentar que exploda logo
E quem sabe isso vai passar.

23 de outubro de 2012

Esconderijo


E quando começa a ficar perigoso viver
O jeito é encontrar uma maneira de se afastar
Um esconderijo para se esconder
Um papel, uma caneta, uma ideia para ter o que fazer
Um bom livro, se a ideia faltar, terei o que ler
Mas está ficando muito arriscado
Não sei se é impressão, mas estou com a sensação de estar sendo observado
Olho para todos os lados e não sei de onde veio o som que assobiou
Estava andando e ouvir uma conhecida voz que me chamou
Não era ninguém, estou ficando com muito medo
Ou talvez, era alguém, um demônio talvez
Eu não sei, eu sei que terei que me esconder
Pois está perigoso demais viver.

22 de outubro de 2012

O Obscuro


Era noite
Um cara deitado na cama
Espremido como se sentisse dor
De capuz na cabeça
Olhos vigilantes
Um quarto de luzes apagadas
Uma mente infectada
Pensava e alimentava 
A dor que levava e a sua imensurável raiva
Nada de bom, tudo remetia uma falta
De um sentimento que nunca teve
De algo que não existiu mas sempre fez falta
E em meio ao quarto escuro
Ele buscava o obscuro
A solidão estava alí
A sua alma mais negra que sua pele
O ódio, o mal que vem lhe impedir
O obscuro lhe chama, ele vai
Tudo se confunde, nada passa, nada volta
Não é simples, eu me importo, não assim
E se acaba, mas nunca é o fim.

21 de outubro de 2012

O plano secreto Parte 3 FINAL


E se eu fizesse um ato heróico
Algo para chamar a atenção
De todos que me amam
Dos meus amigos e meus irmão
Eles veriam? Eles mudariam ou simplesmente continuaria
Levaria, deixaria tudo como está
Eu não presto pra mais nada
Mas queria Te ver, O Senhor iria me salvar?
Me diga, por favor, para onde eu vou?
O que vai ser de mim, é verdade, eu vou sucumbir?
Eu não posso morrer e simplesmente sumir
Eu queria mesmo é te ver, saber como é
Se é como na minha visão
Aquela fumaça gigante
De olhos fuminantes
E cabelos esvoaçantes
Seria assim, eu quero subir, eu quero estar aí
Eu preciso, isso seria bom pra mim
Vou planejar tudo direito depois vou agir

20 de outubro de 2012

O plano secreto Parte 2


Eu sinto sua falta,
parece ser tristeza, mas eu sei, é saudade
Eu sei que não posso voltar
Eu fiz um caminho contrário
E ninguém que eu espere vai me ajudar
Meu amiguinho, meu amor
Ele está louco, eu nem sei o que pensar
Minha amiga, sua menininha, também está perdida
Eu não sei, mas vou continuar a suplicar
Salve-os e me leve, por favor, me leve
Me deixe longe de todos
Isso tem que acabar
E se eu me sacrificar?
Todos continuariam a definhar
E se eu fizer como...
Iria funcionar?

19 de outubro de 2012

O plano secreto parte 1


Deus, me sinto... 
Extremamente cansado
Já te pedi cento e quarenta e quatro mil vezes
Que me leve
Me sinto o tempo todo estressado
Não deveria, pois o Senhor tem me cuidado
Tem abençoado a mim, minha família e quem tem estado do meu lado.
O Senhor Deus, O Senhor tem até afastado, toda doença
Toda peste e até os meus percausos
Tem me sustentado, mesmo quando tenho me voltado
Contra Ti, blasfemado, falando as coisas que penso
Pensando as coisas que sinto, que me faz esbravejar
Que as vezes me fazem querer tê-lo bem distante
O mais longe que eu possa imaginar
Mas não quero que continue assim
Sou capaz de virar as costa se olhar com amor pra mim.
Não, não assim.

18 de outubro de 2012

Eu decido


Que péssima sensação me acompanha o tempo todo
Uma mistura de mal estar com com um mal gosto
Como se o beijo fosse coisa proibida 
E minha cabeça estivesse gravemente ferida
Eu escuto rock para temporariamente me libertar
A fumaça que sai do meu ouvido
Vem da raiva que vive a me queimar
O sol não pode me esquentar
Nem este gelo me matar
Eu, somente eu decido
Como estou e como vou continuar.

17 de outubro de 2012

Seu mal


Sabe, eu não daria nada para voltar
Um dia, uma hora, um minuto
Nem se eu fosse parar no melhor lugar
Onde já estive, um show, um encontro ou meu lar
Eu não daria nem a poeira que veio no pé
Porque...
Isso tem acabar logo, já deu!
Isso tem que passar logo.
Alguém poderia me responder se só eu sou assim
Ou ninguém escreve pois odeia admitir
A dor, seu mal, algo que implica a sorrir.
Não faça nada por mim
Me deixe aqui
Estou indo
ninguém
Pode
ir

16 de outubro de 2012

Eu vou acreditar


Enquanto ainda me é dado dias de penitência
Enquanto ainda eu tenho que viver invocando paciência
E tenho que andar sem muito murmurar
E imaginar que tudo vai melhorar
Ainda preciso acreditar
Pensar positivo, e declarar, eu tenho um bom lugar
Em algum lugar, a paz que vou encontrar
Em algum lugar, um corpo quente pra me abraçar
Enquanto ainda eu sonhar, em alcarçar minhas promessas
E tanto faz se ninguém se importa ou se importar
Eu vou acreditar, e até prestigiarei meu pacto com Deus
Mas sei lá, eu vou acreditar.

15 de outubro de 2012

Não me ouve

Tem alguém aí?
Bem, eu de novo
Falando com o meu coração
Mas ele não responde
Ele não quer me ouvir
Eu falo para ele mudar tudo
Todos os meus sentimentos
Toda dor
Todo aperto que está aqui dentro
Toda raiva sem fundamentos
Tudo, todo desespero
Mas ele não quer
Eu nem sei mais ao menos
Se ele está, se ele mora aqui dentro

14 de outubro de 2012

E todos perdem

Nem tudo é como eu queria que fosse
Ou acontece como devia acontecer
Nada é como eu planejo para ser

Tantas regras, mas, não existem leis que prevaleçam
Existe um opinião confusa e uma mente enraivecida
Existe uma resposta para todas as minhas brigas

Tentam colocar na minha cabeça
Que as coisas tem uma ordem
Mas não existe padrões pra sutileza

Assim todos perdem e se fode
É ruim saber o resultado futuro
É pior não conseguir gritar os absurdos

13 de outubro de 2012

Tudo como está

Como dizer sem blasfemar?
Abrir meu coração porque preciso desabafar
Se serei compreendido, se poderá me ajudar
A verdade tem que ser dita
Até mesmo se faltar mãos pra digitar.
Um ponto inicial, antigo
E eu a farfalhar
Com toda enlouquência
Esta doença pode acabar
Um lado, dois casos, um salto
A saudade volta a atacar
Uma caneta, tinta azul
Meu caderno, meus sentidos dispersos
Vejo tudo como está

12 de outubro de 2012

Que tudo volte

Um novo sonho cairia bem
Uma revira-volta pra melhor também
Também o bem, sem pra quê, ou para alguém
Que me escute, não me insulte
Não me perturbe
Não me use para si
Por favor, Não assim 
Por toda dor
Que tudo me causou
Pela mão que molhou
Me consagrou
Que tudo mude
Que tudo volte
Que nasça sorte

11 de outubro de 2012

Liberdade 3

Sabe o que eu penso?
Que a vida é curtíssima
Que andar sozinho ás vezes vale mais
Que dançar e cantar é um dos caminho para paz
Que mentir é preciso, mas ninguém deve fazer
Que o amor é uma loucura que eu tenho que aprender
Se eu ando e alguém me diz que sou amuleto de sorte
Para todos e somente para alguém
Que a morte anda do meu lado e ela vai e vem
É de assustar mesmo uma velhinha que fala meio sem ar
Falando sem parar, segurando meu braço
Me impedindo de ir trabalhar
Depois me fazendo pensar
Que eu já a conhecia de algum lugar
Do inferno? Mas eu nunca estive lá
Me sentindo preso, preciso me libertar
Do caminho que fiz, qual pode acabar

10 de outubro de 2012

Liberdade 2


Me mate se no momento seguinte eu for me encontrar com você
Se finalmente, enfim, poderia te olhar, isto é… Te ver
Meu Senhor, e finalmente poderei resolver
Tudo que sinto, que me sufoca e me torna imprevisível
Liberdade, vem, fica aqui comigo
Saudade de tudo um pouco, até de tirar lodo do umbigo
De entrar na sua casa e na adoração o cheiro de Óleo Ungido
Liberdade, para onde eu estou indo?
E por que tanta agonía no espirito?
Me leve consigo se isso for preciso
Me dê um abrigo onde me sinta bem
Porém esteja bem protegido

9 de outubro de 2012

Liberdade 1


Caminhando distraído, cantando, assobiando
Olhando para meus pés cansando
Meus estómago roncando
Meus óculos embaçando
Meu ventre se apertando

A minha dor e raiva ninguém sente
-Quanto a isso, será que ele mente?
Eu as vezes leio mentes
É verdade, eu não disse tudo
Mas o pouco que contei, é verdade
Eu fiz, eu errei, eu até faria outra vez

Também não quero mais ser crente
Assim como não voltaria a ser inocente
Não deixaria minha transversal
Nem meu mundo virtual
Por nada que me prenda
Mas por qualquer coisa que me desse Liberdade
Cont…

8 de outubro de 2012

Pequenas coisas


Só algumas pequenas coisas e já estou indo
Isso, saindo daqui, voltando para ficar por aí
Mesmo assim, tenho que fazer algumas coisas aqui
Porque, acho que essa vida não dá mais para mim
Quando penso demais e quero sumir
Sei lá no fundo acho que tem solução
Esta triste solidão não é o meu fim
Mas e daí?
E se eu morrer, não iria me deixar realmente ir
Acho que temos uma história para contar
E… ela não acaba assim
Vem, fica pero de mim
Ou me espera estou chegando aí.

7 de outubro de 2012

O que ainda não vi

Chega, por favor, abre essas grades
Tira essas correntes de mim
Me liberta, eu quero sair daqui
Eu preciso muito disso
É mais que o desejo de morrer
De fujir, de sumir
É a sublime vontade de me corrigir
Encontrar a paz de existir
Mergulhar mais uma vez
Sair de mim
Entrar sem medo
No o que ainda não vi.

6 de outubro de 2012

Melhor assim

Os dias parecem se repetir
Sensação de não estar vivendo
Sensação de Dé-já-ví

Bem, olhem para mim
Eu já posso dormir
Me perguntaram se estou bem
E como iria mentir
"Estou melhor assim"
Por enquanto, ou até o fim

Horas voam e passam por cima de mim
Tudo corre alucinadamente, tudo foge daqui
Vamos por ali, o caminho certo é o que mais gente seguir
Tudo para iludir
Caras, vozes espirituais, nada, nada a mais
Fuja em quanto é tempo de fujir

5 de outubro de 2012

O Cativeiro

O cativeiro, o lobo, o louco
O pássaro assustado
Um pobre miserável
Apenas mais um coitado
O fraco, o feio, o problemático
O arrasado, insano, desligado
De alma confusa
Doente, muito carente
Sempre quente, sente tudo
Tudo em mente
Aqui, agora e eternamente

4 de outubro de 2012

O último elo

Oras bolas, tudo passa, bate e volta
Soca minha cara, horas não passam
Dor não se vai, dói de mais
O último elo que tinha guardado
Além das gavetas de roupas no armário
Dói, dói, dói muito em mim
Como pensaria em voltar
Em pelo menos sorrir?
Eu todo errado
Se eu quero, eu vou e faço
E nunca paro
Me dê espaço, não tire
Me dê muito abraço, me inspire
Não vá, por favor fique.

2 de outubro de 2012

Eu fiz

As coisas acontecem assim
Eu nem queria, tentei fugir
Mas foi ela que veio para cima de mim
Eu não queria fazer de novo
Eu disse para mim e para outros
Eu não vou fazer mais
Mas não deu
Eu fiz
Beleza, se renda, é hora de desistir
Continue assim, sem querer saber nomes
Nem cor, apenas uma curiosidade
O sabor
Esta se superou.

1 de outubro de 2012

Mudar (Part. 10)

Toma a minha mão, me ensine a andar
Se eu fechar os olhos, me deixaria tropeçar?
Me salve, estou prestes a cair e me quebrar
Me leve agora, depois não saberei aonde vou estar
Assim que a noite chegar
Assim que ouça alguém me chamar

Quanto tempo isso vai levar para acabar
Eu não sei, mas vou silenciosamente esperar
Não vou fazer nenhum esforço, tudo vai mudar
E se não me matar, com certeza vai me tornar
Muito mais forte do que os outros podem imaginar

Inferno ou céu, onde você vai parar?
Prefiro não endoidar
Mas insistem a me perguntar

Eu tenho que mudar?
Claro!De repente
Ou de maneira que ninguém possa notar

Deixe eu explicar
eu tive uma noite tensa
Deônios foram me visitar
Fui andar e ver o mar
E na pedras comeceia orar
Aí apareceu um homem
Parecia que queria me matar
Tinha um cachorro
Senti toda a maldade no olhar
E uma ave de rapina
Que veio do céu e queria me atacar
É verdade, lembro o dia, hora e lugar.
Eu estava orando, decidindo se iria me entregar
Eu não queria, mas tudo conspirava pra me arruinar
E conseguiram, me pressionaram, me senti torturado
Um fraco, um pato, um aborto do acaso

Agora não importa
Estou sem nada, sem escudo e sem espada
Apenas um preceito que chamo de mudar

Olhar pro céu e respirar
Sentir o vento tocar meu rosto
Fechar os olhos e ouvir o mar
Vestido de preto e rock a cantar
Sem cuidado pra viver, de arriscar, de ceder
Expirimentar de tudo que me seja lícito fazer
Mas não me impedir de nada, pra mudar
Não me impedi de nada, nem de cortar as asas
De voar, de repente de morrer de viver.

30 de setembro de 2012

Mudar (part.9)



Depois de tanto, tanto tempo
Chego a mais certa conclusão
De que mudar, não é simples
De que mudar é como voar
Abrir as asas e sem medo se arriscar
Talvez, planar bem leve e sentir o ar
E se não der ceto, não conseguir
Cair, se quebrar e se ferir
Mas se levantar!
Tenta, tentar, tentar até conseguir

As vezes paro para pensar
E não sei se você já pensou
Que... Que tudo um dia pode mudar?
Que todo o beijo que é negado
O abraço que é abafado
Pode surpreender-se com um nunca 
que cada dia fica mais perto de chegar?
Que tudo acaba
E eu também aprendi a negar
Por mais que eu queira me lançar nos braços
Ou dar um simples beijo
No rosto, ombro que seja
Eu não faço

Por isso também eu tenho medo
E se eu mudar, mudar tanto
Que nunca mais possa me achar
E se for assim, eu correr
Na intenção de encontrar
O lugar mais alto que eu possa estar
E quando encontrar
E quando chegar lá
E quando chegar a hora de me jogar
Não de me suicidar e me matar
Mas de abrir as asas e me arriscar
Será que iria lentamente planar
Ou mais uma vez, iria, cair, quebrar e me ferir?

22 de setembro de 2012

Um Abraço



Todos os dias
Todas as noites
Antes de dormir
Depois de todas as dores
Te peço, me abrace.
Minha oração
O mais sincero pedido do meu coração
Nunca rejeitado
Sempre aceito, pelo meu Deus
Meu Senhor, Meu amado
Meu lindo, meu tudo, meu gato
O único que imagina a dor que tenho enfrentado
E que sabe toda ira e raiva que tenho guardado
Que conhece meus passos
Meus caminhos, meus pecados
Eu não sei mais o que faço
Não me acostumei a viver sem Teu abraço


21 de setembro de 2012

Ninguém entende



O céu nublou
De nuvens roxas se encheu
Espere! Não era nada
Foi só o medo, a raiva
O ódio que me envolveu

Andei pelas ruas com fone no ouvido
Som estourava os tímpanos
Perdi os meus reflexos
O que há de errado comigo?
Prédios eram vultos
Vestido de preto, feio, me sentia bonito
Rápido ia como quem é perseguido
As vezes corria e parava
Mas esperava os carros parar nas vias

Gota de lágrimas no olhar
Embaçava a visão
Bloqueava as coisas boas de se pensar

Que chova Já!
Para de me enrolar!
Isso não vai passar
Eu fui traído
Ninguém entende
Eu vou me vingar
Eu vou surtar
Eu... Eu vou pirar

No mar fui batizado
E lá tentei me afundar
Corria feito louco
É difícil de falar

Acabei com tudo, destruí a estrada
Que não me levava a nada
Nada... nada
De medo, raiva e ódio que venha a vingar.
© Leo: Apenas Leo 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis