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4 de abril de 2012

Céu Belo

As vezes me perco em pesamentos
fico imaginando mil coisas
penso em estrelas cadentes
Águas vivas e caravelas
Nos perfumes mais doces e mais ásperos
Nos sonhos de terror e suas escadas sem fim
Nas noites que passou e que não consegui dormir
Procuro uma maneira, mas não consigo descobrir
Como acabar com todos os meus medos
Terei mesmo que enfrentar e se fujir
E se for pego, e se eu cair, e se se sofrer e se for o fim?
Daí começo a lembrar de coisas que não vivi
Uma mão que me levanta
E me leva, me tira daqui
Não sei como é o seu rosto, nem consigo imaginar
Mas eu amo a sua voz que só me pede para ficar
Me dizendo, não vá, não vá
Mas eu já fui e às vezes dói não querer voltar
E ainda fico a recordar, daquele lugar
Um céu belo, um belo lugar para se estar, para se morar
Bem, quando isso acabar eu quero voltar para lá.

3 de abril de 2012

Céu de Bronze


Existe uma força inexplicável
No toque das pontas do dedo
Nas palavras ditas com convicção
Cheias de sentimentos ditas com o coração
A última vez que senti um poder sobrenatural
Não foi quando me prostrei e busquei
Foi da forma mais informal
Foi exatamente quando comecei a entender
E a me convencer do que tinham a me mostrar
Eu entendi tudo e contra quem me voltar
Foi ai que escutei uma pessoa orar
Não era exatamente para mim
Mas não poderia deixar de compreender e ouvir
Fazia menção em expelir
Todo e qualquer Céu de bronze dali
Dizia para não se entender
falava como os anjos costuma dizer
Mas eu entendi tudo o que ouvi
E comecei a sentir como se um milhão de demônios
Estivessem brocando a minha cabeça para fugir
Como no lugar dava para ver o céu
Não deixei de olhar
Estava tudo escuro como agora está
Depois disso, nada mudou
Tinham muito mais a dizer
E eu ouvi pois tinha muito a aprender.

2 de abril de 2012

Céu Nublado


Quando ou se eu for dormir
E se amanhã eu acordar
Pelo menos nas próximas quatro horas
Se qualquer coisa não me dar
Um bom motivo para eu me alegrar
Loucamente a ponto de rir e querer me abraçar
Vou desejar que o céu escureça logo
Que as flores murchem
Que as cores sumam
Que as vozes se calem
Que venha a lua e traga a noite
Que nem faça calor, faça frio
Que eu tenha mesmo medo
E em meio ao medo e frio tenha arrepio
E neste silêncio, rodeado de cores negras
De noite, sem qualquer perfume de flores
Ao olhar para cima quero ver
O céu nublado, mas que não chova
Se chover, terei uma sensação boa
Um motivo para me alegrar
Ainda que na pele caia uma única gota
Quando ou se eu for dormir
Vou sentir vontade de me abraçar e até rir
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