Não quero que um caso vá e venha outro
Se de repente não vier ninguém
Se eu ficar só eu vou ficar bem
Vou estar muito melhor
O problema é se sempre faltar
Aí vai ser muito ruim, vai ser péssimo
Tenho medo de algum dia
Eu ser surpreendido e que saibam
O motivo da roupa preta a noite
E um boné e a mudança de fisionomia
Olhar para todos os lados
Se esconder até das típicas vias
Os becos são mais seguros
Se não passa carros, ônibus
E tem os altos muros
Muros largos e altos me lembram
Ao apocalipse, isso me dá medo
Mas eu nunca paro, sou um alucinado
Sem pudor e sem freio
Ninguém vem na real, sou eu que vou
Eu sei que quando estou só estou melhor
Mas e se sempre me faltar
E se nunca mais eu encontrar um caso
Aí vai ser ruim, vai ser péssimo.
29 de abril de 2012
24 de abril de 2012
Megalomaníaco
A cada dia que se passa eu descubro mais coisas
Eu me torno mais forte e mais poderoso
Menos carnal e mais espiritual
Ou diria até, mais equilibrado e menos desajeitado
Hoje estou mais ávido
Daqui a pouco tempo não consigo imaginar
O tamanho do nível que vou estar
Tenho tantos segredos que se eu ousasse citar
Para os outros seria loucura, ninguém iria acreditar
Acho que não preciso mais respirar
Nem beber água, preciso de algo novo
Algo que não foi dito no plano
E tem gente que sabe só de olhar nos meus olhos
E tem gente que nem desconfia ainda que esteja
O mais perto de mim, gente que perdeu a visão
Que cavou e se encontrou com seu horror
Fechou todas as portas, paralisou
Comecei com um acordo
Um homem, um cão e uma ave de rapina
Foi uma grande decisão a ser tomada
Eu fazia ideia aonde iria acabar
E a mim foi concedido chegar aonde eu quisesse chegar
A dor e a coragem de decidi parar
A finalidade era uma eternidade assim que me preparar
Assim que estiver pronto
Para tudo que ainda tem pra mim
O plano continua e pretendo levar até o fim.
21 de abril de 2012
Uma fresta de luz (2/2)
Uma fresta de Luz brilhou
Passou por entre toda raiva e rancor
De todas a decepções relacionada a amor
Do ódio que em mim brotou
Me tocou
Me levantou
Me fortaleceu
Estava lá eu
Abaixo do chão
Cercado por inúmeras prisões
Caído, perdido e sem visão
Esquecido, doente...
Bem, ainda estou
Mas...
Uma fresta de luz brilhou
Me fez me sentir vivo
Me abriu um sorriso
Me deu um pouco de alegria
Momento de ufania
Espero que dure um pouco mais
Estou me sentindo tão bem
Louco para sair por ai
Correr, abrir os braços
Gritar bem alto
Me encontrar
Abraçar meu Deus
Matar esta saudade
E se pudesse nunca mais voltar para lá
Abaixo do chão
Preso na mente
Ferido nos pés
Fraco nas mãos
Triste nos olhos
Vazio no coração
Mas é apenas
Uma fresta de luz.
Passou por entre toda raiva e rancor
De todas a decepções relacionada a amor
Do ódio que em mim brotou
Me tocou
Me levantou
Me fortaleceu
Estava lá eu
Abaixo do chão
Cercado por inúmeras prisões
Caído, perdido e sem visão
Esquecido, doente...
Bem, ainda estou
Mas...
Uma fresta de luz brilhou
Me fez me sentir vivo
Me abriu um sorriso
Me deu um pouco de alegria
Momento de ufania
Espero que dure um pouco mais
Estou me sentindo tão bem
Louco para sair por ai
Correr, abrir os braços
Gritar bem alto
Me encontrar
Abraçar meu Deus
Matar esta saudade
E se pudesse nunca mais voltar para lá
Preso na mente
Ferido nos pés
Fraco nas mãos
Triste nos olhos
Vazio no coração
Mas é apenas
Uma fresta de luz.
20 de abril de 2012
Uma fresta de luz (1/2)
Abaixo do chão
Preso na mente
Ferido nos pés
Fraco nas mãos
Triste nos olhos
Vazio no coração
Em busca do Desconhecido
A paz, um sentimento ou sensação
Estou caído, entre prédios perdido
Ar poluído, pouca respiração
Abaixo do chão
Uma fresta de luz
Do sol ou de Deus
Do mal que me moeu
Do ódio que nasceu
Não sei como aconteceu
Me dê sua mão
Me tira do chão
Me mostra Tua Glória
Me dá uma visão
Me manda um sinal
Me inspira uma canção
Me cura em segredos
Me dá uma paixão
Me revela Tua face
Me mate e me ressuscite
Me tire daqui
Me ensine a sorrir...
18 de abril de 2012
Eu preciso gritar
Estou abafado, sufocado, entalado
Um grito estagnado na minha garganta
Se formou pois não tinha como falar
Estava olhando para o mar de lembranças
Enquanto via o tempo se fechar
Fechei todas as janelas
Que deixavam os pingos de chuva me molhar
O caminho se ia e eu não sabia como evitar
E chorei,
aliviou a vontade de gritar
Mas senti
tanta raiva
E entendi,
falta pouco e parte da dor vai acabar
Tudo vai
mudar, tudo vai mudar
O coração batendo mais que aceleradamente
E sem
saber como começar
Mas antes
eu preciso gritar
Liberta a
alma
Foi isso
que ouvi falar
Estou com
tanta raiva que mal consigo respirar
Estou
atordoado, eu preciso gritar
Eu preciso
berrar, eu vou pirar
Tenho que
fazer silêncio para não assustar
Estou
pirando de verdade, preciso logo acabar
Resolvido!
Vou falar, vou falar tudo
Mas antes
disso eu vou gritar.
17 de abril de 2012
Culpado
Até que se prove o contrário: Culpado!
Sim, culpado apesar de estar completamente desarmado
Muito perdido e um tanto fraco
Preso é claro, mas quem não está?
Não existem inocentes em nenhum lugar
Quem pode me julgar
Nem de mim eu posso falar
Quanto mais...
Quanto mais o tempo passa mais eu descubro
Que eu não gosto de flores e cada dia detesto mais
Se forem vermelhas, bonitas e até se forem negras
Se tiver um espinho e me der o prazer de me espetar
Posso levar comigo e guardar até que venha a murchar
Sim, culpado porque eu quis vim por aqui
Eu tinha toda direção e aparentemente uma multidão
Que iria caminhar comigo e me servir
Eu, culpado por não saber conter o choro
Por me irar além de me vingar
Por pensar que não sabia amar e é agora que não sei
Já disse uma vez, mas vou repetir
Não darei meu coração até para quem merecer
E eu sei, eu sou culpado por isso
Isto é, estas flores só de espinho em mim
A me espetar e me ferir, ferir, ferir.
16 de abril de 2012
Escrachado
Não é que eu me sinto só
Eu me sinto mesmo é rejeitado
Os planos de Deus são diferentes dos meus
E eu tento ir do meu jeito
E cada vez mais escrachado
Por que é muito mais rápido
Do modo que eu quero
Da meneira que eu vou e faço
Mas não está rolando
Não sei se isso faz parte dos Teus planos
Aliás está tudo demorando
O que sei é que já avisei
Não vou mais mais dar meu coração
Até para quem mereça, não vou!
Estou com tanta raiva e meio sem noção
Eu preciso descontar em alguém
E desta vez não vai ser em mim mesmo
Senhor, mas por favor faça tudo do seu jeito.
15 de abril de 2012
Dor
Ainda me lembro de tudo que você me falava
Posso lembrar até o tom das tuas palavras
Ainda posso me ver chorar naquele mesmo lugar
Sangrar um pouco seria melhor que lamentar
O tempo todo, nunca esqueço
E sei que isso nunca vai acabar
Um silêncio eterno
E a vontade de regogitar
Aliás deixa pra lá, tanto tempo faz
Tantas horas já se foram, tantas coisas eu já perdi
Vou fingir que já esqueci
Vou dizer até para mim
Que não existe dor
Não tem como mudar
Não tem como seguir
Não tem como arrancar isto de mim
14 de abril de 2012
O fim
Três, dois, um, zero
Pronto, acabou!
Nem mais uma chance se quer para o que se chama de amor
Deixe-me viver agora um pouco o rancor
Minha doce e momentânea alegria já passou
Acabou!
Eu acho isso perfeito, isto é, ninguém está me vendo
Ninguém sabe, ninguém faz ideia
E ninguém percebe que está me perdendo
Nem minha mãe, imagino que meus peixes
Então me deixem emagrecer mais
Vou me vestir bem e cortar o cabelo
Vou continuar a me admirar diante do espelho
Vou continuar fingindo que estou bem
Eu sei, eu já conseguir disfarçar melhor
Mas agora tanto faz, é o fim
Não posso voltar atrás
Quero agora ficar sozinho
Quem sabe encontro a paz.
12 de abril de 2012
Outra vez
Eu queria fugir para bem longe
Onde não tivesse mais ninguém saturado de mim
Eu queria conhecer um outro lugar
Onde eu pudesse recomeçar, outra vez
Eu queria o meu Pai, como antes
Eu quero mesmo mesmo
aprender a viver a gostar de estar
A vivenciar tudo quanto eu sonhar
Explorar o desconhecido
Desvendar este homem que não morreu está vivo
Queria um novo sopro em minha narina
Como se estivesse acabado de receber a vida
Se eu saber onde se esconde
Ou onde te encontrar...
Dizem que estás em mim
Mas já começo a duvidar
Eu saberia se estivesse tão perto
Mas eu sei que longe não está
Pois Ontem quando eu orei
De novo te sentir me abraçar
Isto é, outra vez
Por isso queria recomeçar
Mas teria que ser longe de tudo daqui
Longe de mim e deste lugar.
10 de abril de 2012
Mal feito, feito
Eu só queria uma expressão
Uma palavra que fosse tão forte
a ponto de remover de mim
toda minha culpa
e todo o peso do meu coração
Desculpas, mil desculpas
Eu estou aqui a implorar
Perdão, eu não sei me perdoar
O que dizer? O que gritar?
Como acalmar esse sentimento tão ruim
Que me toma assim
Que não veio por um acaso
Vem com mais um pouco de fardo
E desaba sobre mim
É o mal que eu faço
Feito somente contra mim
Ainda que envolva outros mais
Mal feito, feito
Mas feito cuidadosamente
De modo que só eu possa sentir.
8 de abril de 2012
Agora não!
Eu não sei bem como explicar
Tudo começa na minha mente
Aquela opinião veemente de não querer voltar
Eu digo que não sei como
Que esqueci o caminho, cansei, errei, fraquejei
Mas é porque eu sei com uma límpida sutileza
Agora não! Eu não estou pronto
Isso é muito sério
Preciso saber com quem contar
Geralmente quem me pede para voltar
Com certeza, a mais absoluta certeza
Não sabe nem onde eu vou estar amanhã
Assim que a noite chegar
Não sabem quase nada de mim
Nem sabem ao certo porque eu decidi me sair
Então, por favor, me poupem
Eu não quero e não vou me permitir ouvir
Eu quero ter com quem contar
Não é alguém que cuide de mim
É alguém que esteja lá e queira me ouvir
Por isso sem a mínima condição
Por isso repito: agora não!
E tem mais, que se dane o que se passa no meu coração.
5 de abril de 2012
Sombra
Vontade de pedir perdão
Mas não sei como começar
Se pirei, se chorei em demasia
Não preciso me explicar
Não preciso esclarecer o porque
Não preciso dizer pois não vou fazer
É que ela ainda estar aqui
O tempo todo bem perto de mim
Quando penso em caminhar
Se cogito em de novo tentar
Me distraio com ela
Mas é ela que me chama e me segue
Minha sombra, meu mau, minha dor
Meu erro, meu maior vacilo
Eu quero mesmo pedir perdão
E se tentar até consigo
Mas ela vai voltar
E continuar a caminhar comigo.
4 de abril de 2012
Céu Belo
As vezes me perco em pesamentos
fico imaginando mil coisas
penso em estrelas cadentes
Águas vivas e caravelas
Nos perfumes mais doces e mais ásperos
Nos sonhos de terror e suas escadas sem fim
Nas noites que passou e que não consegui dormir
Procuro uma maneira, mas não consigo descobrir
Como acabar com todos os meus medos
Terei mesmo que enfrentar e se fujir
E se for pego, e se eu cair, e se se sofrer e se for o fim?
Daí começo a lembrar de coisas que não vivi
Uma mão que me levanta
E me leva, me tira daqui
Não sei como é o seu rosto, nem consigo imaginar
Mas eu amo a sua voz que só me pede para ficar
Me dizendo, não vá, não vá
Mas eu já fui e às vezes dói não querer voltar
E ainda fico a recordar, daquele lugar
Um céu belo, um belo lugar para se estar, para se morar
Bem, quando isso acabar eu quero voltar para lá.
3 de abril de 2012
Céu de Bronze
Existe uma força inexplicável
No toque das pontas do dedo
Nas palavras ditas com convicção
Cheias de sentimentos ditas com o coração
A última vez que senti um poder sobrenatural
Não foi quando me prostrei e busquei
Foi da forma mais informal
Foi exatamente quando comecei a entender
E a me convencer do que tinham a me mostrar
Eu entendi tudo e contra quem me voltar
Foi ai que escutei uma pessoa orar
Não era exatamente para mim
Mas não poderia deixar de compreender e ouvir
Fazia menção em expelir
Todo e qualquer Céu de bronze dali
Dizia para não se entender
falava como os anjos costuma dizer
Mas eu entendi tudo o que ouvi
E comecei a sentir como se um milhão de demônios
Estivessem brocando a minha cabeça para fugir
Como no lugar dava para ver o céu
Não deixei de olhar
Estava tudo escuro como agora está
Depois disso, nada mudou
Tinham muito mais a dizer
E eu ouvi pois tinha muito a aprender.
2 de abril de 2012
Céu Nublado
Quando ou se eu for dormir
E se amanhã eu acordar
Pelo menos nas próximas quatro horas
Se qualquer coisa não me dar
Um bom motivo para eu me alegrar
Loucamente a ponto de rir e querer me abraçar
Vou desejar que o céu escureça logo
Que as flores murchem
Que as cores sumam
Que as vozes se calem
Que venha a lua e traga a noite
Que nem faça calor, faça frio
Que eu tenha mesmo medo
E em meio ao medo e frio tenha arrepio
E neste silêncio, rodeado de cores negras
De noite, sem qualquer perfume de flores
Ao olhar para cima quero ver
O céu nublado, mas que não chova
Se chover, terei uma sensação boa
Um motivo para me alegrar
Ainda que na pele caia uma única gota
Quando ou se eu for dormir
Vou sentir vontade de me abraçar e até rir
1 de abril de 2012
Mudar (Part. 4)
Para quem ainda tem esperança:
Brigue de verdade
Lute ainda que apanhe muito e até sangre
E se cair levante
De preferência não conte com ninguém
Como vai ser muito difícil, conte com poucas pessoas
Mas acredite que é possível chegar aonde você quer chegar
No mais, lute para mudar
Lutar para mudar
é nada mais do que enfrentar o
Como você é e como você gostaria de ser
E você vai vencer, até porque se algo acontecer
E se por qualquer motivo você sair e perder
Você vai mudar
Talvez deseje até mesmo se igualar ao inverso
Imagino que vai se angustiar, se irar
E quem sabe comece a fazer de tudo que não se pode
Isto é pecar
Na tentativa de mudar e se desistir
Vai parecer que a saída é se isolar, se entristecer
Amar ser mais quem é você, ou quem você pensa que é
Se estiver com sorte e se o dia for ruim
é melhor que fique no quarto de luzes apagadas
Escutando qualquer música que te faça sentir muito mais ruim
Estou falando isso, pois comigo acontece assim
O pior de tudo é se desejar desabafar
Eu tenho certeza que a culpa não vai deixar
Assim, prenda o choro, guarde tudo só para si
Vai começar a doer muito
Vai começar a ficar insuportável
Mas não chore
Bem, como eu dizia...
mudar é a luta de como você é ou estar
contra quem você quer ser, como você quer ficar
E se leu até aqui, meu último conselho
é que lute mesmo para mudar
mas não desista, nem saia
O inverso é o ruim até começar a gostar.
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