3 de abril de 2013

E vou


Deixo os meus pés me levar
Eu quero sair daqui
Ir para outro lugar
Onde ninguém possa me escutar
Quando eu mentir
Ou quando eu xingar
E até querer gritar
Tentando me libertar da dor
Tentando explicar o que não dá
O que eu nunca vou perdoar

2 de abril de 2013

Flutuar


Minha mente vagueia em pensamentos
De momentos, de segredos, alegrias
Pornografias, de sangue e lágrimas
De medo e de marés baixas

Vou nos momentos mais doces do cerne
De louvor, de momentos de amor e de perdão
De uma forte emoção
Uma triste ilusão
Causada por uma puta paixão

Lembro-me de quando começou a confusão
A da minha mente e razão
Lembro-me do ódio e do ponto inicial
O primeiro pecado
O último abraço
E o vôo que me levou para baixo

1 de abril de 2013

Tédio


Eu poderia rir
Eu poderia sair para me divertir
Eu poderia gritar para fazer uma galera me escutar
Mas prefiro ficar aqui
Em meu lugar
Vendo as horas passar
Deixando o tédio me inspirar
Sim, eu poderia 
Mas é, eu vou ficar.

20 de março de 2013

Declínio

Eu eu estou esperando
Esperando algo que ainda eu não sei se vai acontecer
Desde que a minha fé se foi, que acabou
Desde o dia que deixei de acreditar em histórias de amor

Mas, eu estou esperando
Vou continuar, vou acreditar que um dia vai chegar
Com todo este sentimento de declínio
Com meu insight autoquírio

Esperarei intensamente
Renovo, paz, ar, vida, uma boa sensação
Alegria, uma nova paixão, uma absorção, um perdão.

19 de março de 2013

Decidir [Part. 3]

De repente tudo muda aqui dentro
Por lugar, pessoas, espíritos
Por questão de tempo
De resquícios acumulados
Transformados nos piores sentimentos

Eu sei, tudo está caindo
Em parte sinto o céu se abrindo
O chão também e eu, eu estou indo

Desde o início eu já sabia
Mas eu tentei, eu me esforcei
E até o fim eu acrediditei
Eu sonhei, desejei, te busquei
Eu chorei e me desesperei
Eu fui e voltei, depois eu me cansei
Eu fiz a escolha
Eu decidi, eu não queria
Mas acabou assim

As coisas espirituais me pertubam
As naturais estão morrendo
As celestias me rodeiam
Eu sinto uma forte agonia
As vezes sinto paz, mas muita antipatia

O altar ficou sujo e profanado
Minha alma se escureceu
Trevas, poço-lado, descaso
Sujo-empoeirado, artifícies imaginários
Demos-relicários, frustrado-inevitado
Certo ou errado, verdadeiro ou falso?
Dono de todos os verbos
Deste o meu passado

Doentio, furtado, traumatizado
O corpo sem pele, o fato dos fatos
Anjos revoltados, escolhidos desleichados
Pastores problemáticos, amigos aluados e desviados
Demônios , águas, Paz, escolhas, confusões
Resgate, sexo, ridículo, impulssiovo
Eu estou, vou assim, eu já decidi

18 de março de 2013

Não me importa

Para mim, isso não importa mais
Gente evita, gente nem olha nos meus olhos
Mente, omite, prefere nem comentar
Isso não me importa mais
Eu não ligo!
Não mais pra isso
Para mim, essa ferida já morreu
Se um dia me correu
Não me importa mais
Mas ninguém percebe

17 de março de 2013

Testamento

Pronto já estou acabando de fazer tudo
Tudo que eu tinha que fazer por aqui
Mais ninguém para conhecer
Para cativar, acariciar, irritar
Mas nada para comprar
Um livro para sair
Um monte de coisa para decidir
Para quem vai, que vai cuidar
Quando eu fugir daqui
Algo para escrever, novo
Atestando o que cada um deve merecer
Por grau de parentesco
Amizade e importância e valor
Pronto, já está perto
O que deveria fazer por aqui
Maio que finalizou

16 de março de 2013

A Minha Escolha


Sinto a morte me abraçar
Aperto no coração
E um pouco de falta de ar
Confusão, solidão
Vontade de me matar
Em tudo que eu penso
De tudo que eu quero
Das coisas que eu sonho
Das escolhas e planos
Isso não pode falhar!
Eu escolho o caminho das sombras
Ao invés o de amar
Eu esqueço toda afronta
Eu já posso transladar
Daqui, dali e de todo lugar!

15 de março de 2013

Depressiando a vida #3


Estava pensando na morte
Contando as horas, apostando a sorte
Veneno, como será aqui dentro?
Que gosto, desce rápido, lento ou escorrendo?

Estava buscando um motivo para viver
Um que seja, ter só para ter
Ter uns dias a mais, sem ter que emagrecer
Sem dente para doer, sem gente para me interromper

Mas no mais, quer saber!
Estou contente, pois já decidi e vou fazer

14 de março de 2013

Depressiando a vida #2


Prédios altos, passarelas, praias e pedras
Não consigo visualizar, sangue ou mal-estar
Mas assim será, não no mergulho, no mar no fundo
Não na corda amarrada dando várias voltas
Não! Nada disso! Não agora

Sobre as portas, fechem elas
Fechem todas, do quarto do banheiro
Na cama ou no chuveiro, lágrimas escorrendo
Todos já estão sabendo
Pois os olhos escutam, andam e não falam o que quer

13 de março de 2013

Depressiando a vida #1


Vou observar tudo
de um outro ponto de vista diferente
De ida, sem volta, em outra hora, não agora
Se vida certa ou vida torta - pouco importa!
A hora está próxima. Tudo vai mudar

Não!
Aqui, nada mais pode ficar
Assim, aqui, pra mim, como está
Como poder desenrolar, subitamente, de repente
Mas  não em qualquer lugar

12 de março de 2013

A solidão continua

Estava aqui
No meu coração
A minha paz
E agora aflição
E a solidão
Que é tudo de mim
Em minhas mãos
Sem mais nada para repartir
Nada de interessante
Nada de muito intrigante
Nada de especial
Nada além do meu mal

10 de março de 2013

Será assim?

Essa Frieza me assusta, muito
Não sei o que há comigo
Não quero falar com mais ninguém
Ninguém, ninguém, ninguém
Mas se eu puder preservar todos
Perto de mim, por todo tempo
E se eu conseguir, sei que terei quem chore
Assim que perceber que já não estou mais aqui
Não que eu queira que seja assim
Mas ficarei feliz se alguém antes de dormir
Se lembrar de mim
E pensar que gostava realmente de mim
Eu não vou ver nada disso
Mas estarei agora mesmo satisfeito
De saber que será assim.

9 de março de 2013

Fraco, frágil, desanimado

Os meus ombros estão cansados
O meu corpo está meio encurvado
Não deveria, mas como nunca
Me sinto fraco

Os meus olhos estão fechados
E minhas mãos calejadas
O meu sorriso, abafado
Me sinto frágil

O meu coração está, está calado
Os meus pés, lentos e mancados
E minha mente atordoada
Me sinto desanimado

8 de março de 2013

Não vai chegar

Eu sei do que eu preciso
E ninguém mais além de mim sabe
Falei para Deus, mas Ele educadamente
Ele não respondeu
E quanto mais eu quero
Mais tendo me afundar
E pergunto mais uma vez
E por que não eu?
E não a minha vez?
Agora eu sei,
Não vai chegar
Mesmo que peça e chegue implorar

7 de março de 2013

Paranóico

Coisas acontecem aqui dentro
No meu âmago, na parte surreal
Surtos de coisas que não são assim
Mas comigo acontecem, duvido mim
Vozes, imagens, olhares
Tudo inexplicavelmente é
Como é não sei dizer
O que sei é muito triste
A mais real imagem de como eu vou ir


6 de março de 2013

Lembrete


Vou sair, não volto cedo
Não sei como está o trânsito
Não sei como vai ser
Eu vou ali
Vou tentar fazer valer
A minha vida
O dia que amanhecer
Vou fugir
Vou subir na pedra
E tentar me reconhecer
Tentar falar um pouco
Como louco vou correr
Mas não vou desaparecer
Eu volto logo
Escrevi só para saber

5 de março de 2013

Outra história


E quando algo acontece
Algo que nem mesmo eu esperava acontecer
Bem, não era exatamente o que eu queria 
O que  eu gostaria mesmo era: morrer e renascer

Para ser de verdade, como sempre sonhei em fazer
Não quero me esconder, não quero emagrecer
Não quero mais lembrar que eu preciso acordar
Não quero nunca mais me apaixonar
Não para me ter que me arrepender

Outra história, eu quero, uma com menos azar
Outra, onde meus sonhos possam se realizar
Sem ter que implorar tanto
E minhas orações possam me vingar

Por que? 
Eu não vou descansar, eu não vou ter sucego

Sabe minhas asas? 
Pois bem! Elas foram cortadas
Eu não posso voar!
Não consigo me libertar

Por isso a escuridão veio a mim
Com confusão, com seu poder
Infectou meu coração, me abraçou, me deu as mãos
Me levou de mim e estou assim
Pra sorrir, eu tenho que fingir
E eu não quero isso, me tira daqui!
Outra história, eu quero, eu quero existir.

4 de março de 2013

Ponto de Partida parte 2

Eu não sei como começou
Mas sei quem começou
E o culpo, por quase tudo
Todos os dias, a todo segundo
E sei, que se eu tentar mais uma vez
Irei falhar, por que não fui quebrado
Eu fui rachado e vasos assim
Deixa toda água vazar
Nada transborda, eu sei.

Mas, olha, se você quiser concertar
Me restaurar, refazer tudo isso
Eu terei que me quebrar
Fazer tudo de novo
Voltar de lá de longe
Do Ponto de partida 
Do início
Onde éramos bons conhecidos

3 de março de 2013

Ponto de Partida parte 1


Descendo de novo
Seis dias e se  afastando outra vez
Um portão enumblecido
Vaga lembrança de ser alguém
Que fez acontecer
Algo que mexeu em tudo
No curso, ânimos e rumos
Na espiritualidade
E toda divindade e potestade
Como se o selo tivesse rompido
O primeiro, o início
O Ponto de partida
O beco sem saída
A perda da paz
O tédio da vida

2 de março de 2013

Esperando por mim



Os dias estão correndo mais uma vez
Parece está apressado
Até acho que esteja mesmo talvez
Tudo acontece, e sinto que alguém está aí
Em algum lugar, esperando por mim
Talvez uma visita, um beijo ou uma briga
Talvez para uma eternidade
Talvez só uma curtida, coisa proibida
Os dias vão, e não tenho certeza se estou indo
Estou vivendo, estou existindo
Estou simplesmente curtindo
Na medida que me é possível
Os dias vão e são agora assim
Passam apressados e vão até por cima de mim
Mas, por por pior que tudo pareça
Os dias também tem seu fim.

1 de março de 2013

Eu quero tentar de novo

Se tudo der certo
E se Deus me ajudar
A não pensar em matar
Em qualquer lugar que não seja no mar
É melhor então eu retornar
É, voltar mesmo
Para Deus, para tudo Seu
Acho que é isso que quero mesmo
Que preciso, que espero
Um lugar para eu me reencontrar
Vai ser bom, eu vou gostar.
Mas tem um problema
E preciso de um motivo para continuar

27 de fevereiro de 2013

Como me sinto

Quando eu decidi
Eu não pensei em fugir
Eu não pensei em me sair
Eu queria prosseguir
Eu iria arriscar
Entregar tudo e sem parar
Eu não pensei em abandonar
Eu não queria
Eu queria continuar
Aconteceu! E Ei! Olha para cá!
Me vê
Eu não tenho nada para abençoar
Como me senti,
nunca vou conseguir explicar
Não foi eu que errei!
Não sou eu que precisa se desculpar
Por isso até agora eu digo não!
Eu não vou voltar
Mas e se você estiver tentando falar
Já me afastei tanto e não consigo te escutar
E mal acreditar
Eu faço um esforço, pouco
Pelo menos entoar
Um louvor que nós costumávamos nos relacionar
E agora, quer saber como me sinto
Um Pedro só que afogado no mar
Como se naquela hora
Você não tivesse aparecido
Sabe, para me resgatar.
E não sei se vai voltar

25 de fevereiro de 2013

O meu mundo

Eu fiz um mundo perfeito
Onde tudo era muito bonito
E tudo devidamente direito
Eu fiz os animais e ruas e becos
Seres de todos os tipos
E um personagem parecido comigo
E quando eu fui dormi
Sonhei que estava ali
No mundo que eu criei
Falando coisas que antes digitei
Tudo que escrevi e descrevi
Estava eu olhando admirando
Fui incrível, eu senti
Poderia até ficar ali
Mas acordei

23 de fevereiro de 2013

Eu quero paz!

Então não me olha mais OK!!!
Vai embora, fecha porta
E não volta dessa vez
Como dizer que odeio
Se não tenho coragem
Com amenizar isso
Se me toma o peito
Me arrancou uma boa parte?
Que droga!
Está foda! E cada dia está mais!!!
Eu quero paz
Você me tira a paz
Você não sabe
E nunca vai saber
Mas quando eu morrer
Vai ser inteiramente por causa de você!!

17 de fevereiro de 2013

[In]Satisfeito

Fiz mesmo!
Mal feito feito
Me perdi nos meus erros
Nem sei mais sorrir direito
Estou puto e insatisfeito
Muito mal com tudo isso
E não é mais um exagero
Eu olho o céu
Livre, me sinto preso
Agora
O que há de errado com meus dedos?
Giram e apontam feio
Acabou mas não estou satisfeito

16 de fevereiro de 2013

Doença

Então fica por isso mesmo
Eu assim, sempre doente
Sem poder falar
Sem poder andar
Dificuldade de respirar
Sem conseguir me levantar
Emagrecendo e sem poder enxergar
O que a vida tem para me dá
Então, ainda tem lugar para afundar?
Ou agora vai me curar

15 de fevereiro de 2013

Para ir

Um show de rock
Um álcool nobre
Um abraço forte
Ou uma fumaça
De leve e bem rápida
Um grito para incomodar
Um monte de palavras
Palavras para digitar
Não desabafar
Se quiser escrevo no blog
Eu não preciso conversar
Palavras para inventar
Liberar ideias
E não me afundar

14 de fevereiro de 2013

Refrão

Andando por aí
Ou voltando para cá
Pessoas que me param
Que vem me abraçar
Sempre me perguntam
Por onde eu vou
E por que não estou lá
Isso não me irrita
Mas enjoa escutar
Esse refrão que inventaram
Que mal consegue me contrariar

13 de fevereiro de 2013

Longe

É bom que eu esteja longe
Assim vão descobrir
Que as coisas podem ser feitas
Como se eu nunca estivesse ali
Até porque um dia desses
como já disse, vou repetir
Eu vou sumir
Não sei se vou só fugir
Eu se vou dormir
Mas eu vou sim
É bom que esteja longe de mim

12 de fevereiro de 2013

"Z"

Eu fiz um silêncio fúnebre
Na hora de fazer amor
E beijar loucamente
Quando cheguei eu disse já vou
Menina que ler quadrinho de herói
E se cossa como se tivesse saco
Menina que endoida
Me deixando muito louco
Quase não se move
Nem se comove
Nem parece se importar
Eu no meu silêncio fúnebre
Não respondo a nada que me perguntar

11 de fevereiro de 2013

Como seria?

Como seria se Tati ainda fosse minha amiga?
A minha menina preferida
O melhor colo para repousar?
Como seria se ainda eu sentisse Deus
O ouvisse e pudesse todos os dias abraçar?
Como seria se ainda eu fosse daqueles
que de olhar diz se apaixonar
como seria se daqui a dois dia eu acertar
Mudaria ou continuaria
Tudo como está

10 de fevereiro de 2013

"Y"

Ela não sabe me amar
Pensa muito errado de mim
Não sabe como posso agradar
Ela não pode ser assim!
Não pode me menosprezar
Será que sou tão feio
Será que ela acha
que não vou fazer direito
rs Me deixa tentar
Na verdade eu não preciso disso
Eu sei me virar
Muito bem, nem pode imaginar

9 de fevereiro de 2013

Gesto deduzido 2-2

Vai chegar
Sem demorar
Eu não estarei lá
Eu vou odiar
Eu não quero escutar
Muito menos falar
Eu não quero!!!
lálálálálálálálálálálálá
E agora estou imaginando
Minha vontade é de gritar
Mas...
AHHHHHHHHHHHHH
Porra! Foda-se
Me deixe raciocinar!
Isso!
Eu não vou estar lá.

7 de fevereiro de 2013

Gesto deduziido 1-2

Isso corroe a minha mente
A minha alma não tem paz
Eu sinto o gosto da traição
Os meus olhos buscam o chão
Minha boca chama as mãos
Os meus dedos - os dos pés
Contorcem na confusão
Ore por mim pois eu preciso
Estou doente
Estou sendo oprimido
Já pensei em me dá um sumiço
E talvez com um suicídio
Eu não sei de onde vem
Mas eu sei que está comigo
A dor daquele gesto deduziido

6 de fevereiro de 2013

Deus, dança comigo

Pai, você é meu Pai ainda não é?
Deus, eu sinto muito que eu fiz com você
Te insultei das mínimas maneiras
E não quis a Ti me render
Tentei desacreditar
Mas é mais forte
É mais louco
Não era assim minha maneira de amar
É estranho, sonhos são para avisar?
Me vi dançando, no chão e no ar
Queria que fosse verdade
As vezes eu sinto mesmo
Um pouquinho de saudades
Pai, dança comigo?
Vamos girar?
Deitar na grama
Sentir o vento soprar
Deus, eu não quero acordar.

5 de fevereiro de 2013

"X"

Eu não sei como explicar
Isso não ia me afetar
Eu sei, não deveria procurar
Eu sabia o que iria achar
Todos os dias
Isso não vai mudar
Um belo dia
Vou ter que me acalmar
O que fazia antes
Para me controlar?

4 de fevereiro de 2013

Decidir [Part. 2]

Pode ser asssim?
Deixo essas ideias
E este mal caminho
A promiscuidade
A infantilidade
O negativismo
O minimalismo

Deixo a noite e as sombras do dia
Deixo de lado as más companhias
Deixo a raiva que ainda habita em mim
Deixo as feridas
As que doem
As que sangram
As que marcaram
As que sempre volta ferir

Deixo meu pensamento falso
Acompanhado de alguma mentira
Disfarçando uma atitude
Que não falei a alguém ainda
Que me confunde e desequilibra
Que traz toda esse desejo de morte
Mas não abala nem a minha sorte
Ou a pouca paz que me resta

Deixo tudo, me desprendo do mundo
E decido!
Hoje vou dormir
E se amanhã eu acordar
Vou tentar mais uma vez
E todos os dias conseguir
E se errar, vou recomeçar
Sem perder o foco
Sem me iludir
E no fim de tudo
Deixo a mim, fujo daqui
Aprendo a resistir
E o sigo para sempre
Pode ser assim?

3 de fevereiro de 2013

O Lado Vil #3

Nada de novo por aqui
Foda-se tudo!
Eu realmente preciso ir
Foda-se o amor e todos esses casais
Que quando passam se beijam
Alguns ainda olham pra mim
Acho que se perguntam
Por que está só por aqui
Vai a merda e não me olhe assim!
Que droga!
Gente estúpidas não sabem nem fingir
Fodam-se todos
Eu realmente preciso sair daqui.

2 de fevereiro de 2013

O Lado Vil #2

É certo que ninguém precisa se importar
Na verdade é melhor assim
Só faço questão de uma pessoa
Uma única, que não vejo mais perto de mim
Por isso vou franzir
Por isso vou suspeitar
Por isso vou fugir e sair de mim

1 de fevereiro de 2013

O lado Vil #1

Por favor, não se afaste tanto assim de mim
Estou preste a morrer, então fique e sorria
Sorria como se não houvesse amanhã
E me faça rir, quero levar boas lembranças comigo.
Mas tá foda! Não ver? Tá foda demais!!
Enquanto este mau existir
Não vou poder simplesmente esquecer
E do nada começar a rir
Assim como você
Que assim como eu
Não soube o que fazer
Mas consegue se entreter e viver
Sem pensar muito em morrer

31 de janeiro de 2013

Céu caído

Estou despencando lentamente
Não meu corpo, minha alma sente
Sinto frio de repente
Ando meio assustado
Meio descontente
Não consigo dormir
Não sou muito convincente
Sinto isso nos olhares
Quando eu falo
E me julgam em mente
Se mente, se é drama ou tende
Sim, sinto que estou despencando
Tudo isso estar acabando
Ninguém estar do meu lado
Me abraçando
Falta pouco e vou morrer
Já cansei de dizer
Estou chegando lá e eu vou fazer.

30 de janeiro de 2013

Contei

Em um acesso de raiva
Disse tudo o que tinha vontade de dizer
Que não sou feliz e nem tento ser
Que não curto a vida e não me importo se eu morrer
Que não sei porque nasci
Os outros tem que aprender
A me suportar, ninguém vai me entender
Não vou me explicar
Não vou tentar dizer
Contei mesmo, falei tudo
Agora é só esperar acontecer.

29 de janeiro de 2013

Olhos Tontos

De cabeça baixa
Língua descontrolada
Na minha boca
Ninguém sabe de nada
Cabeça esquentada
Talvez até por nada
E os olhos, os olhos tontos
Eles ainda desejavam
Giravam e procuravam

28 de janeiro de 2013

O Amor

O ponto evacuado
Correram foram para todos os lados
Me vi tão só, de braços cruzados
De olho para o mar
Um farol a iluminar
A mente a pensar
O que é amar
Por que falam de amor
Como se fosse sagrado
um bom costume que todos abandonou
Mas é isso, não é?
E o que ficou
Será que Ele já se acostumou
Sem mim também
Será que sente dor
Será que é mesmo imortal
E que me criou?
Me sinto confuso
Como sempre estou
Um pouco triste
Mais um dia e não voltou

27 de janeiro de 2013

Engano

Debaixo do chuveiro
De olhos fechados
Sendo limpado
Não de todos os pecados
Mas do bocado
Mal intencionado
Que me engana sendo enganado
Por que não é fácil
Ser restaurado
Nem ser curado
Por isso eu falho
E não me sinto culpado
Inocente ou um coitado
Apenas atrapalhado

26 de janeiro de 2013

Raiva contida e falsa tentativa

Eu não sou assim!
Eu não era assim!
Por que estou assim!
Eu não queria que fosse assim!
Nem queria que estivesse assim!
Eu queria acabar com isso!
Com uma palavra
Perdão
Mas que partisse do coração
Não dos dedos das mãos
Que digitam e não sei a emoção
E nunca se revelarão!
Isso me incomoda
Por isso me escondo e fecho a porta
E deixo a raiva me guiar
Como quem me abraça
Ainda peço para me beijar
E se quiser, vem e vamos lá
Vamos nos deitar
E se juntar e nunca mais nos separar
Mas eu vou acabar
Com isso, em mim, em algum lugar.

25 de janeiro de 2013

Suicídio

Um dia eu vou
Não sei para onde
Sem direção
Com a mais forte sensação
Na contra mão
Ou no alto prédio então
Longe da confusão
Perto da escuridão
Sem a minha razão

Eu vou
Sem nenhum amor
Por mim ou por qualquer autor
Para além da ação, a reação
A perfeição, paz e solução
A  mais bela junção
Da minha alma
O meu desejo
A conclusão

24 de janeiro de 2013

Resquícios de condenação


E lá vem ela mais uma vez
Trazendo toda antipatia que há
Como um Chinigami vem para me atormentar
Estou sofrendo resquícios de condenação
O inferno se aproxima de mim
Estou sempre tenso sabendo o meu fim
Eu plantei e devidamente, eu colhi
Todo que deixei brotar dentro de mim
Espero que não seja bem assim
E se for leve-me de pressa 
Sem que eu possa sentir

23 de janeiro de 2013

Vestes pretas

Todos os dias
os dias me trazem suas cargas negativas
Seja tédio, seja dor de cabeça, de dente
Sei lá, só sei que tente a me incomodar
Me levam seriamente a pensar
Que hoje tenho que vestir preto
Luto da minha ufania
Tão pequena e repentina
Tão delicada e sumidiça que se vai
Assim tão fácil.
Já disse:
Todos estão me perdendo
Em diferentes níveis, todos estão
Sem perceber, sutilmente
Todos estão

22 de janeiro de 2013

Quando

Toda vez que pronuncio sobre a minha dor
Sobre ôdio ou rancor
Sobre raiva ou falta de pudor

Toda vez que eu escrevo contra o amor
Que falo o que nunca falo
O que penso e o que eu acho

Quando desejo que as coisas não sejam assim
Me contorcendo de ogonia
Desejando sumir

Não é porque desejo que alguém possa me ouvir

21 de janeiro de 2013

Antes de quase morrer

Ontem,
Antes de quase morrer
Pensei em tantas coisas
Em nuenhuma supliquei para viver
Não pedi nenhuma ajuda
Nem de Deus se quer saber
Deixei a dor me retorcer
Gritei e chorei quando não suportava mais
Me joguei no chão e pulei
Desabei, não desmaie, só me deitei
Me engasquei e também me queimei
Corrir pela casa e era madrugada
Não foi dessa vez
A dor foi amenizada
Não sei porque nem para quê
Pelo menos já sei como será
Antes de morrer

16 de janeiro de 2013

Decidir (Part. 1)

Ouço um som
Conhecido - eu acho.
Vem de longe
Vem de cima
Um tanto abafado
Os anjos começaram a cantar
Tocaram todos os seus instrumentos
Sinto que estou prestes a me salvar
Fecho os olhos
Tento, tento, tento falar
Perco fácil a concentração
Simplesmente forcei a confusão
Não sei mais como perdoar
Estava muito atoa
Mas decidi me reencontrar
Sinto que minha vida começou de novo
Antes mesmo de me matar
Tudo novo para se contar
Tudo novo deve estar
OK, eu vou tentar.

15 de janeiro de 2013

Alguém quer me escutar?

Alguém quer me escutar por doze horas?
Tudo o que tenho a falar
Tudo o que está preso
E me sufoca e já vai me matar
Alguém pode me escutar

Estou pensando seriamente
E não imagino hora e lugar
O tempo é todo meu e eu vou justificar
Antes, preciso desabafar

14 de janeiro de 2013

Contrato esgotado

Eu vou morrer!
Pasme, mas eu tenho que dizer
O contrato chegou ao fim
E eu não cumprir
Eu não me redimi
Eu não sei se ainda há tempo para mim
Mas já me avisaram
O crente, feio e fanático
Mas...
Não estou com medo
Nem assustado
Apenas aguardando
No que vai dar este contrato esgotado

O cão, o homem, a ave e o mar
Todos os demônios
A presença de Deus
Eu também estava lá
Tudo aconteceu muito rápido
O tempo de me desviar
Larguei a tua mão
E outras que diziam me sustentar
Não estarão aonde vou estar
Eu não sei, mas é triste
Como minha história tende acabar

13 de janeiro de 2013

Evitar

Tem coisas que eu não consigo evitar
Eu não consigo mesmo!
Quando dou por mim, já fui e sumi

Eu não sei porque sou assim
Eu não sei ser diferente de mim
É estranho
Eu erro com os limites que coloco para mim
Eu abro os olhos e voltei de novo para ali
É estranho, é muito estranho
Se eu erro, peco contra mim

12 de janeiro de 2013

Continua...

As coisas são assim
A mão que me segurava não vejo mais por aqui
Antes eu achava que amava
Agora eu percebi
Vi que o amor...
O amor não é para mim
Nem as histórias
A mais bela com certeza não terá um começo
O que dirás do fim?
Estou bem assim!

11 de janeiro de 2013

O Sangue dos Pulsos

Eu tive um sonho belo
Não tinha flores nem espelhos
Nem olhos verdes mas algo vermelho
O Sangue dos Pulsos que corriam escorrendo
Eu me lembro de tudo 
Foi a luz do dia de muita raiva
Alguém ia se casar, eu estava bem vestido
Como se eu que fosse celebrar,
O ódio de novo a me dominar
Sinto raiva agora de pensar
Peguei uma faca e comecei a me cortar
Foi um suicídio, eu vi tudo e achei muito lindo
Não senti pena de mim, me senti feliz 
Tudo chegou ao fim
O céu se abriu pra mim
Eu entrei como se fosse o dono dali
Acordei! Eu me senti tão bem assim

10 de janeiro de 2013

O Inimigo do amor


Descobrir por aí quem é o inimigo do amor
Ele sempre andou e comigo habitou
Na minha mente, nasceu da minha dor
Da traição que alguém me causou
Me levou me conquistou 
Com sua escuridão me conquistou
Me tirou todo o amor, que tinha
Até por mim, até pra ter motivo pra seguir
E vive aqui, não sei se vai ir, se vai sair
Não vou pedir, nem esperar, vou deixar
Pode me levar, pode me dominar
Pode se espalhar, já aprendi a caminhar
Pois, o inimigo do amor não é o ódio que brotou
É o medo que de mim ninguém expulsou.

9 de janeiro de 2013

Dedos giratórios

As vezes eu acho que eu penso muito diferente
Ou eu sou louco ou o mais dos consciente
Acho que não sou louco
Pois deixo sempre para lá
Nunca penso em dar o retorno
Meu olho aberto, tonto e absorto
Eu as vezes me sinto solto
E nem me importo com os dedos giratórios
E os vultos e os rostos pensativos
Refletir nem sempre é preciso
Por isso sempre penso
Fazer somente o que for possível!

8 de janeiro de 2013

Não vai acabar


As coisas espirituais tendem a me matar
Estou começando lentamente a odiar todas
Todas que eu costumava a amar
Mas vai demorar, até chegar lá
Mas e se isso tudo não mudar
Tudo vai me acabar
Me deixar no chão, como se fosse meu lugar
Eu as vezes começo a me desesperar
Só de pensar, só de achar que isso não vai acabar
Mas tem que acabar!
Acho que eu mesmo farei tudo isso parar

7 de janeiro de 2013

Me deixe dormir


Olha eu de nove aqui
De olhos tão abertos
A noite passada foi assim
Estou meio puto
Meio com raiva
Meio assim assim
Acho que vou me levantar
Acho que vou tomar um ar
Saber se essas ideias saem de mim

Quando estou assim
Sem conseguir dormir
Não é por ansiedade que senti
Muito menos um café que eu bebi
A chuva desabou
Caiu em cima de mim
Me encharcou
Não foi tão bom assim
Me desculpa então
Me perdoe! Se é isso que quer ouvir
Eu errei, não queria que fosse assim
Agora me deixe em paz, me deixe dormir

6 de janeiro de 2013

Um pouco triste


Sabe, a noite passada
Eu não conseguir dormir
Estava tão confuso
Parecia que o mundo ia me engolir
Estava pensando
Sem ninguém pensando em mim
Estava um pouco triste
Pensando que não iria conseguir
Conseguir dormir na noite a seguir
Pois nada muda em mim

5 de janeiro de 2013

Dias perfeitos

Eu aprendi a ter paciência
Com este tempo
Que não passa
que se arrasta,
A mim não diz nada
Aqui não muda nada
Não me restaura
Nem me pára

Dias perfeitos nunca virão
Cada dia tem sua pequena dose de confusão
Cada hora que passa
Algo foge de minhas mãos
E eu sei, não voltarão.

4 de janeiro de 2013

Baixa expectativa

Meu sangue ele não pulsa pelo meu corpo
Ele ferve em constante ebulição
Minhas mãos se contorce
De raiva, doce emoção
Minha mente vai longe
Em frações e transformações
Eu não sei como vai ser daqui para frente
Apenas estou indo
Não estou parado
Estou seguindo em frente
Meio carente, mas sem me importar
E também muito o que contar
Preciso de um bom e doce lugar
Onde eu possa parar
Pensar e começar a planejar
Como será

3 de janeiro de 2013

Pessoas são assim

Eu gosto de estar e de ficar sozinho
As vezes é o melhor
Na verdade mesmo, comecei a gostar
Na verdade mesmo, comecei a me apaixonar
Ficar sozinho é o melhor

Cada dia crescer
Todo tempo aprender
Pessoas são assim
Eu não posso fazer nada
Se não, me isolar dentro de mim

Hipócritas, egoístas, egocêntricas
Invejosas, traiçoeiras, manipuladoras
Acusadoras, letais, farsantes, e tem muito mais
Mas por quê?

Isso me faz pensar
Que ser sozinho é melhor
Que não se pode confiar
Que buscar um grande amor é tentar a sorte
Mas ser sozinho é a certeza que vai funcionar

2 de janeiro de 2013

Você vai cair

Tudo está indo bem
Você aprendeu a andar
E muito rápido correr
E quanto mais você gira
Quanto mais você acelera
E parece abraçar o invisível
E quando você pensa
Que você é capaz de já fazer o impossível
Quando seus braços estão tão abertos
Quanto os braços do meu Amigo
E que você acha que já pode fazer...
Não queria, mas devo te dizer
Você vai cair
Porque para aprender tem que ser assim
Andar lentamente e ir
Correr velozmente e seguir
Sem olhar para traz, sentir
A paz que o vento traz, assim
E cair, e levantar e aprender
Que se arranhar, voltar e tentar
E se ferir, logo vai passar
Mas depois de andar, correr e girar
Você precisa pular, antes é preciso aprender
Saber se levantar
Antes aprender a cair e se ferir.

1 de janeiro de 2013

Estranho


Baseado no que ouvi dos outros
Falando para mim
Para eu tentar fazer direito
Para me corrigir...
Eu sou estranho!
Eu penso estranho
Eu ando estranho
E eu falo, olho e canto estranho
As vezes rou as unhas
-Para não ser mais estranho
Querendo ser
Não por querer mas porque sou
Talvez por isso ainda não tenho uma namorada
Talvez eu só não estou com nada
E todas aquelas pessoas estão erradas
E eu não sou estranho.

31 de dezembro de 2012

Mudar (Part. 12)


Aqui, não encontrei a cura busquei
A paz que tanto implorei
A raiva ainda habita em mim
Eu estava muito mal
Ninguem podia me ouvir

Por isso também eu fugi
Não foi tão legal quanto pensei
As poucas coisas das quais aproveitei
Não foi um dia, nem um mês
Foi muito tempo, cada dia suportei

Quase me matei
Quase me afoguei
Quase me sufoquei
Este eu juro
Juro que eu tentei

Caí, sorrir, xinguei, briguei
Vibrei, brinquei, sair por aí
Fiquei, beijei, nadei
Fiz tudo o que queria
Em um dia, de uma só vez
Mudei!

O mundo me aceitou
Me perdi de minhas memórias
Nada de bom me restou
Desabafei um pouco da minha dor
O resto ficou
O resto se afeiçoou
A mim - a quem eu sou
Como tatuagens me marcou
E não vão sumir!

Um pouco mais de raiva, por favor
O obscuro se une ao escuro
Passa a habitar dentro de mim
Eu sinto medo as vezes
Mesmo assim consigo sorrir

De fato o mundo é o meu lugar
Aqui posso sair, ir para onde quiser
Sem pesar nem medir
Sem começo, nem meios e nem fins
Posso desejar todo mal
Até para quem sorrir pra mim
Posso se quiser
Fazer rosto de se redimir
Sem ser assim, posso fingir
Posso sumir, mesmo que liguem
Eu não vou me importar
Ninguém se importa
Mas eu não sou assim!

Agora, não há mais nada que possa ser feito
Este é o fim. E eu sei
Depois do fim existe um novo começo.


Quantas vezes vou ter que te pedir
Me cura, fica perto de mim
Nem precisa dizer nada
Apenas toca aqui
No meu coração
Aonde começou toda esta confusão
Se lembra de mim
Eu tenho muito medos
E isso mexe tudo em mim
Por isso eu fui embora
Mas agora estou aqui
E queria muito te pedir
MUDA a mim.

30 de dezembro de 2012

Retornar

Estava reclamando mais uma vez com Deus
Brigando, tentando me explicar
Falei que não perdoaria, que não abriria meu coração
Para mais ninguém habitar
Era que até então eu não queria
Ninguém sabe de muita coisa
Pois eu não consigo contar
Mas Deus sabe e não entendo
Porque Ele não vinha me ajudar
Então acho que escutei Ele falar
Disse bem assim:
Faz um caminho de volta
Então comecei a reparar
Que eu não estava com nada
Estava me sentindo superior a eles
Estava muito além deles, em ideias
Em termo de viver, tudo que eu fazia
Eles jamais iriam fazer
E estava achando que estava tão por cima
E percebi que não tem nada a ver
Que estou por baixo
Um anjo caído está por cima de mim
E eles não voam mais, pelomenos os que vi
Estou realmente preocupado
Eu não sei se vou viver
Quando tentei acabar de vez com minha vida
Somente pensei que assim não iria poder Te ver
Mas agora eu não quero mais
E ainda tem isso
Vou ter que reaprender
A te amar e a te conhecer
Eu não Te amo mais
E não tenho vergonha de dizer
Mas quero reaprender
Quero retornar
Mas não sei como
Mas de alguma maneira vou tentar.

29 de dezembro de 2012

Deixo para traz

Deixo para traz alguns segredos
Como se nunca tivessem existido
como se eu mesmo não tivesse feito

Deixo para traz minha raiva e meu medo
Pelo menos tento, tirá-los do meu peito
Mede do meu antigo amor
Raiva do mesmo, do meu Grande Eu Sou

Deixo os planos fracassados
Os Olhos cansados
Os sonhos atrapalhados
O céu nublado
O altar quebrado
E o meu mau nescessário

Deixo para ver se vejo algo novo acontecer

28 de dezembro de 2012

Apenas eu

Me perdoe por agora ser assim
Não me importar tanto com os outros
Antes pensar completamente em mim
Se vou me dar bem, se vou conseguir
Bem, não estou realmente pedindo perdão
Mas bem que queria não ser mais assim
Isto é, voltar a si, voltar para mim
Apenas eu?
Eu sozinho?
Não, eu não vou conseguir.

27 de dezembro de 2012

Eu letal

Uma visita que fui fazer
Não muito longe
Aliás muito perto
Em mim, sim, fui lá me ver
E me conhecer
E descobrir que sou letal
Que não apenas finjo que sou mal
Mas eu sou mal
Eu jugo o tempo todo
Quem está na frente
E quem mal vejo o rosto
Sou capaz de assassiná-lo
Sem me arrepender
Sem tirar-lhe a vida
Sem ninguém perceber.

26 de dezembro de 2012

Nostalgia 2/2

Mas sabe o que é?
Eu estava muito mal
O mau era eu e eu fazia para mim
Eu podia sorrir, não podia mentir
E nem gosto!Não podia regredir
Não podia definhar
Não! Não era para eu me afastar

Na verdade não passo de um fraco
E o meu Fracasso a me consumir
Eu não quero ficar assim
Eu preciso ser curado
Esta dor tem que sair de mim
Eu fracassei de todas as maneira que um filho pode errar!
E eu não sabia, nem sentia vontade de voltar
Eu não queria, sentia raiva até pensar
Mas deixa pra lá
Estou na merda
E Ei! você não pode me ajudar
Mas teimo acreditar com todas as forças
Que Você é real!

Mas não tenho certeza se vai me salvar
Se vai me curar...

25 de dezembro de 2012

Nostalgia 1/2

Quando eu consegui chegar no fundo
No obscuro do escuro
Que me vi em solidão
No inferno!

Sem mais nada de bom
Dentro do meu coração

Quando eu consegui acabar
Com todas as formas de amar
Até se apaixonar
Simplesmente para não me enganar
E novamente deixar minha mente se entregar

Quando eu decidi que o prazer é bom
Que o mundo é bom
E o que eu quero e o que eu faço
Independente se é certo ou se é errado é bom…

Eu senti saudade, e é verdade
Eu não esperava por isso
Eu aliás já havia me esquecido!

Mas eu tinha não só uma paz
Eu tinha muito mais
Eu tinha um Amigo
Um melhor amigo
Que falava e andava comigo
Que me escutava 
Se importava e me levava consigo
E Eu o deixei, e eu sei que não se faz isso.

24 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 7

Cap. 7 
Fatalidade ou Solidão


E ele foi, sem esperança
Cansado a sangrar
Sem medo, foi ao mais alto lugar
Abriu os braços sem olhar para os lados
Tentava se imaginar
Tentava se encarar
Sim, eu consigo, eu vou me jogar
Não havia ninguém por perto
E o dragão não o deixava recuar
Só mais um passo e tudo vai acabar
Deixa toda escuridão de depois da meia noite te dominar
Vai para o seu lugar
Anjo negro podes...
Espere! Não! Eu não vou pular
Eu não vou desistir
Eu suporto até sangrar
Cai fora, vai para outro, em outro lugar
Você só quer mais um alimento
Eu não vou me matar!
O dragão saiu do coração
Com olhos vermelhos como sempre estão
E ele continuou, solitário, de preto
Reverenciando a solidão.

23 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 6

Cap. 6 
A Voz do Dragão

Pode descansar
Tudo acaba esta noite
Você irá parar de sangrar
Até mesmo de andar
Poderá dormir e descansar
O dragão vai te destruir
Você só precisa deixar
Se permitir
Ou então terá que sangrar mais
Suar e enfrentar de cara
Raiva, ódio e rancor
E se libertar, como se não houvesse saída
Se jogar de qualquer um belo lugar
Matando o dragão, se matar
E não permitir, ele te perturbar

22 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 5

Cap. 5 
A voz da Consciência

Não tem como fugir
Não tem como se libertar de si
Precisa lutar, encarar todo este mal
Precisa-se se libertar
Não há como escapar
Poderoso dragão
Tão forte e impossível de matar
Por que decidiu entregar
Seu corpo para um dragão habitar
Não ver que não tem como escapar
As noites todas serão quentes
E todas você verá passar
Não dormirá, não descansará
Até o belo dia em que o dragão conseguir te matar

21 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 4

Cap. 4 
O Remédio

Andando, cansando, chorando
Derramando sangue e suor por onde passava
Ele tinha todos os caminhos
Mas nenhum caminho o ajudava
Ódio, raiva, raiva e raiva
Rasga sua consciência
Isso nunca se repara
Nada se trata de um passado que morreu
Estava tudo vivo ali, ele ia sangrando e suando
Podia sentir, não acabava ali
Precisava de prazer
Algo para diminuir toda raiva
Que o dragão despertava na hora de dormir

20 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 3

Cap. 3 
O Dia Místico

Era noite, assustado abriu os olhos
Olhou para todos os lados
Sem óculos via tudo embaçado
Era claro os olhos do mal
Que o chamava para sair dali
Acordar e o seguir
Um espírito, qualquer coisa de outro mundo
Um mundo quase desconhecido
Quase invisível
Ele deveria ir, deveria seguir
Continuava acordado
E os olhos convidava-o para sair
Sem nada a perder decidiu ir

19 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia noite 2

Cap. 2 
A Dor

Sangue nos olhos, vermelhos transparecia o ódio
Não era por um acaso que esta só
Vestia-se de preto mesmo fazendo sol
Tatuado por completo, não na pela
Mas no coração
Tinha algumas feridas, sentia dor
Apertava as mãos
E ia, sem ter para onde ir
As vezes corria, sentia que nunca ia chegar
Assoviava isso fazia acalmar
O dragão que em um dia místico
Dominou seu coração
Cada vez mais a despertar

18 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 1

Cap. 1 
O Andante

Em meio as cores embaçadas do forte sol
Um cara de caráter solitário se destacou
Andando pela rua parecendo está desvinculado
De todas sociedade e humanidade
Não é o que parecia, mas o que ele sentia
Como ele se via
Não que se importasse
Era sempre assim, dia após dia
Onde nada para ele valia
Tudo iria acabar um dia
Tudo explodiria
Todos morreriam
Ele assim ia

17 de dezembro de 2012

Prelúdio de Mudar


Do muito que vivendo aprendi
Uma refez todo o meu curso
Me desfazendo, me reconstruí
Não sou mais aquele que vivia por aí
Eu aprendi!
Descobrir que mudar é uma reação que acontece
Dependente do tempo e do lugar onde se está
Que tudo que se foi 
Talvez, nunca tenha chance de voltar
Que acontece muitas coisas
Em poucos dias e números
E as vezes é difícil raciocinar
Por isso Mudar
Sempre que puder
Mas nunca se deve forçar
Tem que acontecer
Afinal, nada mais é como antes costumava ser!

16 de dezembro de 2012

Revelação #6 - Vida


Encontrar a saída para tudo isso, é complicado
Necessário disfarçar e fingir um bocado
E parecer ser sã, pelo menos tentar
Bem, tudo é uma questão de esperar
Eu acredito, tudo vai melhorar
Vou esperar, Deus vai me salvar
Ele Virá, me acolherá, me abraçará
Soprará mais uma vez em minhas narinas ar
Poderei respirar, poderei novamente adorar
Levantar minhas mãos e até Te beijar...
Meus amigos também, espero todos lá
Tudo vai melhorá
E quem sabe até de viver poderei gostar

15 de dezembro de 2012

Revelação #5 - Espiritual

Quando ando e vou olhando
Me deparo com tantas coisas
Um mundo tão amplo que vai além das moscas
De Pombas e de pessoas, mas de pessoas
E de mãos e olhos também
Que fixam em mim
Querem me levar daqui
Ah o espiritual!
Todos podem conhecer
Alguns demônios se revelam sem querer
Anjos passam como fogo, ufania de se ver
E tem tantas coisas a mais
Tipo vozes, tipo alguns sinais
Tudo isso é real, dava medo
Mas agora não dá mais
O espiritual as vezes vem como cheiro
Na maioria com formas uniformes
As vezes só a presença
Mas sempre estão por aqui
Sempre livres
Sempre perto de mim

14 de dezembro de 2012

Revelação #4 - Vingança

Para toda agonia que brota
Para toda raiva que certamente alguém causou
Para todo mau que alguém despertou
Vingança!

-Bem aventurado quem tem sede e fome de justiça-

Sabe a luz do sol?
O olhar cheio de esperança?
Um sorriso belo dado por uma criança?
É tão simples e tão bom
E eu gosto de tudo isso, é verdade

Sabe quem é o meu pior inimigo?
Ninguém gostaria de saber
Mas certamente eu poderia ao menos dizer
De um grande ex-amigo
Que está sempre do meu lado
E não sei como consigo
Vive comigo
Me causa todo mau, raiva e agonia
Eu poderia matá-lo, é verdade
Mas morreria junto, eu sei
Vou continuar a odiá-lo
Mas sempre desejar toda sorte e bem

13 de dezembro de 2012

Eu sei que não há


A soma de todas as coisas que me incomodam
É essa triste ferida que me corta e fica a sangrar
Nunca se fecha, a ponto de me matar
Que me faz passar as noites a pensar
Um motivo pra as pessoas serem assim
Eu sei que não há
Não há beleza em quem não sabe falar
Dizer com verdade, sem se esconder
Se mostrar.
É complicado! É complicado
Acabo, perco créditos
Com os menores motivos
Basta vacilar comigo
Eu não esqueço, vivo a somar
As vezes penso que julgo demais
A verdade é que eu sempre espero mais

12 de dezembro de 2012

Arriscar 4/4

O mundo de fato é o meu lugar
Eu posso fazer o que quiser
Sem muito me preocupar
Sem muito me culpar
Sem muito questionar
Como é nem como será
Logo após a hora de tudo acabar
Devo me arriscar?
Devo agir como bem querer e pensar
Estava pensando
E acho que é realmente o meu lugar
Mas depois e se viver sem me questionar
Como saber como vai acabar?

11 de dezembro de 2012

Arriscar 3/4

Estava falando com eddy
Que estou pensando em tentar
Algo novo agora,
Algo que não pode falhar
Estou pensando em me arriscar
Em um caminho limpo
Um que eu costumava andar
Pensar menos na morte
E tentar me alegrar
Viver sem apostar minha sorte
E suar mais e trabalhar
É só um palpite, uma ideia,
Vários e vários planos
Eu vou arriscar

10 de dezembro de 2012

Arriscar 2/4

Por tanto tempo já andei
Buscando feito louco a paz
A liberdade e não encontrei
Tentei, mudei, fui, voltei
E me arrisquei
Fui onde ninguém poderá imaginar
Eu poderia estar morto
Eu poderia não sair de lá
Mas fui
Tudo para me encontrar
E me perdi mais
E até penso que morri
Mas ainda estou aqui

9 de dezembro de 2012

Arriscar 1/4

Vou começar algo novo
Vou tentar, vou arriscar
Se eu começar a diminuir
A frequência de sorrir
A ponto de não esboçar
sentimento de alegria
E de bem estar
Se alguém iria notar
Se alguém iria reparar
É que já deu!
Eu não quero mais interpretar
Eu não sou assim
Mas não quero que se preocupem
Ao olharem para mim.

8 de dezembro de 2012

Ela e eu

Olhos abertos, fechando querendo dormir
VEJA SÓ! Encontrei quem deu início ao meu fim
Ela voltou, agora está aqui
Nós tínhamos brigado, cada um para o seu lado
Conversamos muito, eu estava tão cansado
Mas meus olhos estavam vidrados
Meu coração não estava acelerado
Muito menos apaixonado
Eu estava certo que era ela
Perguntei, questionei...
Ela confessou, era ela do outro lado
Foi inacreditável como aconteceu
Não havia como eu saber
Mas isso não importa
Tudo continua como costuma ser
Ela e eu, não temos nada, nada a ver!

7 de dezembro de 2012

Todas as feridas

Dias iguais, dias normais
Pensamentos superficiais
Artifíceis sentimentais
Longe de mim
Querer que chegue o fim
Eu já sei como vai ser
Não vai ser o melhor, eu vi
Eu ouvi alguém falando assim:
Larga tudo, segue a mim!
Pensei no ouro, pensei, na minha canção
Lembrei de todas as feridas do meu coração
Relembrei da promessa e da Sua mão
Mais forte foi a dor que congelou meu coração
Eu já disse que agora não
Mas já faz tempo
E não sei se mudo a minha opnião.

6 de dezembro de 2012

Conselho

E se vc parasse fingida ou propositalmete
De de se imporatar com pessoas que não se importam com vc.
Que fingem não te ver, mesmo vc insistindo
Fazem não te perceber

E se vc deixasse para lá?
E quem sabe de verdde até não se importar?

Não importa quantidade
Mas a qualidade das suas amizades
Meu conselho, é este
Vive e se importa pra quem se importa com você
E não pra quem vive te pedindo pra o esquecer.

5 de dezembro de 2012

Mesmo vazio

O vazio dos lugares
Quando se junta com o vazio do meu coração
Não sei porque, não sei explicar
Mas eu tenho uma boa sensação
Sabe o silêncio que não deve ser ser quebrado
O fim de tarde só, depois de um dia animado
Um pôr do sol, sentado no gramado
É isso, é isso eu acho!

Este vazio inesperado
Que vem de um pensamento
Ou de um bocado
Ou de repente, ou quase sempre
Sem querer, quando menos espero
Está aqui, eu posso até ver

Mas tudo bem
Estou aprendendo a viver
Sem nada para preencher
E esta sensação
Traz outra conotação
Mesmo vazio eu posso viver

4 de dezembro de 2012

Minhas mentiras


Agora não existe mais dor
Raiva ou qualquer tipo de rancor
Eu sou extremamente feliz
E amo a todos daqui, de perto de mim
Como amo a mim, é, é assim
E também não penso mal de ninguém
E desejo somente o bem
Estou em paz, extrema paz
Estou bem, pensamentos limpos
Mãos limpas, coração limpo
Sorriso sem nenhuma maldade no olhar
Esqueci o escuro, deixei para lá
Estou aqui, aprendi a amar
Estou curado de todas as feridas
Alguém fez cicatrizar
Eu não julgo mais ninguém
Para ninguém me julgar
Não atiro mais pedras por que eu também estou propício a errar
Resumindo, estou perfeitamente bem
Bem como nunca pensei em estar.

3 de dezembro de 2012

Nova sensação

Ah a minha alma cansada
Viver sem Deus é uma droga!

Bem, essa sensação é nova, novíssima
Uma sensação da perda do controle
Do controle na minha vida
Como se eu não tivesse o domínio da direção
Não estou falando coisas espirituais
Muito pelo contrário, o natural dos naturais
Deus controla tudo e tal, isso é legal
Mas de repente, com as pernas que vou
Alguém acha pouco para mim
Diz que quer me apontar uma direção
Na verdade preciso de uma mão
Mas ninguém vai me dar
Eu vou ter que andar
Mas alguém acha pouco
E o que vem me falar
Quer me seduzir
Tenta me persuadir
Me fazendo refletir, que as coisas não são bem assim
Eu mudo todo meu mundo
Como quem se muda daqui para loge de mim
E acha pouco, e me leva consigo
Sem saber o que sinto
Sem se importar com meu pequeno momento de alegria
Tão raro, tão rápido...
E mais uma vez eu vou
Ainda que tenha que mudar meu mundo
E tudo.

2 de dezembro de 2012

Quem irá

Logo logo tudo vai mudar
O meu coração poderá se curar
As minhas feridas cicatrizar
Sem lágrimas, nem sangue, nem falta de ar
Acho que me tornei um tanto insensível
Quando percebi que as pessoas tendem a não se importar
Tem que haver um interesse qualquer
Mas quem vai se alegrar
Quando eu me alegrar
E chorar se eu chorar
E lavar os meus pés, se me sujar
Me acender uma luz todas as vezes que me desviar
Ir para o escuro
O lugar onde mais gosto de estar
Quem irá comigo definhar, se eu chamar
Quem me levará de volta para o meu lugar?
...

1 de dezembro de 2012

Escrever



As veze é nescessário fugir daqui
Ir para um mundo que ninguém conhece
Um caminho que só eu sei ir
Onde tudo acontece, acontece como eu decidir
Se vai ser noite e o mistério descobrir
Se no silêncio um grito assustado se ouvir
se dos sonhos vários portais vão se abrir
Se haverá um personagem
Mas estou falando simplesmente de mim
Escrever é tipo assim
No lugar que eu quiser eu posso ir
Eu vou querer e tudo será assim
É mais que imaginação
É a necessidade de se libertar daqui.
© Leo: Apenas Leo 2012 | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis