31 de dezembro de 2012

Mudar (Part. 12)


Aqui, não encontrei a cura busquei
A paz que tanto implorei
A raiva ainda habita em mim
Eu estava muito mal
Ninguem podia me ouvir

Por isso também eu fugi
Não foi tão legal quanto pensei
As poucas coisas das quais aproveitei
Não foi um dia, nem um mês
Foi muito tempo, cada dia suportei

Quase me matei
Quase me afoguei
Quase me sufoquei
Este eu juro
Juro que eu tentei

Caí, sorrir, xinguei, briguei
Vibrei, brinquei, sair por aí
Fiquei, beijei, nadei
Fiz tudo o que queria
Em um dia, de uma só vez
Mudei!

O mundo me aceitou
Me perdi de minhas memórias
Nada de bom me restou
Desabafei um pouco da minha dor
O resto ficou
O resto se afeiçoou
A mim - a quem eu sou
Como tatuagens me marcou
E não vão sumir!

Um pouco mais de raiva, por favor
O obscuro se une ao escuro
Passa a habitar dentro de mim
Eu sinto medo as vezes
Mesmo assim consigo sorrir

De fato o mundo é o meu lugar
Aqui posso sair, ir para onde quiser
Sem pesar nem medir
Sem começo, nem meios e nem fins
Posso desejar todo mal
Até para quem sorrir pra mim
Posso se quiser
Fazer rosto de se redimir
Sem ser assim, posso fingir
Posso sumir, mesmo que liguem
Eu não vou me importar
Ninguém se importa
Mas eu não sou assim!

Agora, não há mais nada que possa ser feito
Este é o fim. E eu sei
Depois do fim existe um novo começo.


Quantas vezes vou ter que te pedir
Me cura, fica perto de mim
Nem precisa dizer nada
Apenas toca aqui
No meu coração
Aonde começou toda esta confusão
Se lembra de mim
Eu tenho muito medos
E isso mexe tudo em mim
Por isso eu fui embora
Mas agora estou aqui
E queria muito te pedir
MUDA a mim.

30 de dezembro de 2012

Retornar

Estava reclamando mais uma vez com Deus
Brigando, tentando me explicar
Falei que não perdoaria, que não abriria meu coração
Para mais ninguém habitar
Era que até então eu não queria
Ninguém sabe de muita coisa
Pois eu não consigo contar
Mas Deus sabe e não entendo
Porque Ele não vinha me ajudar
Então acho que escutei Ele falar
Disse bem assim:
Faz um caminho de volta
Então comecei a reparar
Que eu não estava com nada
Estava me sentindo superior a eles
Estava muito além deles, em ideias
Em termo de viver, tudo que eu fazia
Eles jamais iriam fazer
E estava achando que estava tão por cima
E percebi que não tem nada a ver
Que estou por baixo
Um anjo caído está por cima de mim
E eles não voam mais, pelomenos os que vi
Estou realmente preocupado
Eu não sei se vou viver
Quando tentei acabar de vez com minha vida
Somente pensei que assim não iria poder Te ver
Mas agora eu não quero mais
E ainda tem isso
Vou ter que reaprender
A te amar e a te conhecer
Eu não Te amo mais
E não tenho vergonha de dizer
Mas quero reaprender
Quero retornar
Mas não sei como
Mas de alguma maneira vou tentar.

29 de dezembro de 2012

Deixo para traz

Deixo para traz alguns segredos
Como se nunca tivessem existido
como se eu mesmo não tivesse feito

Deixo para traz minha raiva e meu medo
Pelo menos tento, tirá-los do meu peito
Mede do meu antigo amor
Raiva do mesmo, do meu Grande Eu Sou

Deixo os planos fracassados
Os Olhos cansados
Os sonhos atrapalhados
O céu nublado
O altar quebrado
E o meu mau nescessário

Deixo para ver se vejo algo novo acontecer

28 de dezembro de 2012

Apenas eu

Me perdoe por agora ser assim
Não me importar tanto com os outros
Antes pensar completamente em mim
Se vou me dar bem, se vou conseguir
Bem, não estou realmente pedindo perdão
Mas bem que queria não ser mais assim
Isto é, voltar a si, voltar para mim
Apenas eu?
Eu sozinho?
Não, eu não vou conseguir.

27 de dezembro de 2012

Eu letal

Uma visita que fui fazer
Não muito longe
Aliás muito perto
Em mim, sim, fui lá me ver
E me conhecer
E descobrir que sou letal
Que não apenas finjo que sou mal
Mas eu sou mal
Eu jugo o tempo todo
Quem está na frente
E quem mal vejo o rosto
Sou capaz de assassiná-lo
Sem me arrepender
Sem tirar-lhe a vida
Sem ninguém perceber.

26 de dezembro de 2012

Nostalgia 2/2

Mas sabe o que é?
Eu estava muito mal
O mau era eu e eu fazia para mim
Eu podia sorrir, não podia mentir
E nem gosto!Não podia regredir
Não podia definhar
Não! Não era para eu me afastar

Na verdade não passo de um fraco
E o meu Fracasso a me consumir
Eu não quero ficar assim
Eu preciso ser curado
Esta dor tem que sair de mim
Eu fracassei de todas as maneira que um filho pode errar!
E eu não sabia, nem sentia vontade de voltar
Eu não queria, sentia raiva até pensar
Mas deixa pra lá
Estou na merda
E Ei! você não pode me ajudar
Mas teimo acreditar com todas as forças
Que Você é real!

Mas não tenho certeza se vai me salvar
Se vai me curar...

25 de dezembro de 2012

Nostalgia 1/2

Quando eu consegui chegar no fundo
No obscuro do escuro
Que me vi em solidão
No inferno!

Sem mais nada de bom
Dentro do meu coração

Quando eu consegui acabar
Com todas as formas de amar
Até se apaixonar
Simplesmente para não me enganar
E novamente deixar minha mente se entregar

Quando eu decidi que o prazer é bom
Que o mundo é bom
E o que eu quero e o que eu faço
Independente se é certo ou se é errado é bom…

Eu senti saudade, e é verdade
Eu não esperava por isso
Eu aliás já havia me esquecido!

Mas eu tinha não só uma paz
Eu tinha muito mais
Eu tinha um Amigo
Um melhor amigo
Que falava e andava comigo
Que me escutava 
Se importava e me levava consigo
E Eu o deixei, e eu sei que não se faz isso.

24 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 7

Cap. 7 
Fatalidade ou Solidão


E ele foi, sem esperança
Cansado a sangrar
Sem medo, foi ao mais alto lugar
Abriu os braços sem olhar para os lados
Tentava se imaginar
Tentava se encarar
Sim, eu consigo, eu vou me jogar
Não havia ninguém por perto
E o dragão não o deixava recuar
Só mais um passo e tudo vai acabar
Deixa toda escuridão de depois da meia noite te dominar
Vai para o seu lugar
Anjo negro podes...
Espere! Não! Eu não vou pular
Eu não vou desistir
Eu suporto até sangrar
Cai fora, vai para outro, em outro lugar
Você só quer mais um alimento
Eu não vou me matar!
O dragão saiu do coração
Com olhos vermelhos como sempre estão
E ele continuou, solitário, de preto
Reverenciando a solidão.

23 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 6

Cap. 6 
A Voz do Dragão

Pode descansar
Tudo acaba esta noite
Você irá parar de sangrar
Até mesmo de andar
Poderá dormir e descansar
O dragão vai te destruir
Você só precisa deixar
Se permitir
Ou então terá que sangrar mais
Suar e enfrentar de cara
Raiva, ódio e rancor
E se libertar, como se não houvesse saída
Se jogar de qualquer um belo lugar
Matando o dragão, se matar
E não permitir, ele te perturbar

22 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 5

Cap. 5 
A voz da Consciência

Não tem como fugir
Não tem como se libertar de si
Precisa lutar, encarar todo este mal
Precisa-se se libertar
Não há como escapar
Poderoso dragão
Tão forte e impossível de matar
Por que decidiu entregar
Seu corpo para um dragão habitar
Não ver que não tem como escapar
As noites todas serão quentes
E todas você verá passar
Não dormirá, não descansará
Até o belo dia em que o dragão conseguir te matar

21 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 4

Cap. 4 
O Remédio

Andando, cansando, chorando
Derramando sangue e suor por onde passava
Ele tinha todos os caminhos
Mas nenhum caminho o ajudava
Ódio, raiva, raiva e raiva
Rasga sua consciência
Isso nunca se repara
Nada se trata de um passado que morreu
Estava tudo vivo ali, ele ia sangrando e suando
Podia sentir, não acabava ali
Precisava de prazer
Algo para diminuir toda raiva
Que o dragão despertava na hora de dormir

20 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 3

Cap. 3 
O Dia Místico

Era noite, assustado abriu os olhos
Olhou para todos os lados
Sem óculos via tudo embaçado
Era claro os olhos do mal
Que o chamava para sair dali
Acordar e o seguir
Um espírito, qualquer coisa de outro mundo
Um mundo quase desconhecido
Quase invisível
Ele deveria ir, deveria seguir
Continuava acordado
E os olhos convidava-o para sair
Sem nada a perder decidiu ir

19 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia noite 2

Cap. 2 
A Dor

Sangue nos olhos, vermelhos transparecia o ódio
Não era por um acaso que esta só
Vestia-se de preto mesmo fazendo sol
Tatuado por completo, não na pela
Mas no coração
Tinha algumas feridas, sentia dor
Apertava as mãos
E ia, sem ter para onde ir
As vezes corria, sentia que nunca ia chegar
Assoviava isso fazia acalmar
O dragão que em um dia místico
Dominou seu coração
Cada vez mais a despertar

18 de dezembro de 2012

Fábula: Depois da Meia Noite 1

Cap. 1 
O Andante

Em meio as cores embaçadas do forte sol
Um cara de caráter solitário se destacou
Andando pela rua parecendo está desvinculado
De todas sociedade e humanidade
Não é o que parecia, mas o que ele sentia
Como ele se via
Não que se importasse
Era sempre assim, dia após dia
Onde nada para ele valia
Tudo iria acabar um dia
Tudo explodiria
Todos morreriam
Ele assim ia

17 de dezembro de 2012

Prelúdio de Mudar


Do muito que vivendo aprendi
Uma refez todo o meu curso
Me desfazendo, me reconstruí
Não sou mais aquele que vivia por aí
Eu aprendi!
Descobrir que mudar é uma reação que acontece
Dependente do tempo e do lugar onde se está
Que tudo que se foi 
Talvez, nunca tenha chance de voltar
Que acontece muitas coisas
Em poucos dias e números
E as vezes é difícil raciocinar
Por isso Mudar
Sempre que puder
Mas nunca se deve forçar
Tem que acontecer
Afinal, nada mais é como antes costumava ser!

16 de dezembro de 2012

Revelação #6 - Vida


Encontrar a saída para tudo isso, é complicado
Necessário disfarçar e fingir um bocado
E parecer ser sã, pelo menos tentar
Bem, tudo é uma questão de esperar
Eu acredito, tudo vai melhorar
Vou esperar, Deus vai me salvar
Ele Virá, me acolherá, me abraçará
Soprará mais uma vez em minhas narinas ar
Poderei respirar, poderei novamente adorar
Levantar minhas mãos e até Te beijar...
Meus amigos também, espero todos lá
Tudo vai melhorá
E quem sabe até de viver poderei gostar

15 de dezembro de 2012

Revelação #5 - Espiritual

Quando ando e vou olhando
Me deparo com tantas coisas
Um mundo tão amplo que vai além das moscas
De Pombas e de pessoas, mas de pessoas
E de mãos e olhos também
Que fixam em mim
Querem me levar daqui
Ah o espiritual!
Todos podem conhecer
Alguns demônios se revelam sem querer
Anjos passam como fogo, ufania de se ver
E tem tantas coisas a mais
Tipo vozes, tipo alguns sinais
Tudo isso é real, dava medo
Mas agora não dá mais
O espiritual as vezes vem como cheiro
Na maioria com formas uniformes
As vezes só a presença
Mas sempre estão por aqui
Sempre livres
Sempre perto de mim

14 de dezembro de 2012

Revelação #4 - Vingança

Para toda agonia que brota
Para toda raiva que certamente alguém causou
Para todo mau que alguém despertou
Vingança!

-Bem aventurado quem tem sede e fome de justiça-

Sabe a luz do sol?
O olhar cheio de esperança?
Um sorriso belo dado por uma criança?
É tão simples e tão bom
E eu gosto de tudo isso, é verdade

Sabe quem é o meu pior inimigo?
Ninguém gostaria de saber
Mas certamente eu poderia ao menos dizer
De um grande ex-amigo
Que está sempre do meu lado
E não sei como consigo
Vive comigo
Me causa todo mau, raiva e agonia
Eu poderia matá-lo, é verdade
Mas morreria junto, eu sei
Vou continuar a odiá-lo
Mas sempre desejar toda sorte e bem

13 de dezembro de 2012

Eu sei que não há


A soma de todas as coisas que me incomodam
É essa triste ferida que me corta e fica a sangrar
Nunca se fecha, a ponto de me matar
Que me faz passar as noites a pensar
Um motivo pra as pessoas serem assim
Eu sei que não há
Não há beleza em quem não sabe falar
Dizer com verdade, sem se esconder
Se mostrar.
É complicado! É complicado
Acabo, perco créditos
Com os menores motivos
Basta vacilar comigo
Eu não esqueço, vivo a somar
As vezes penso que julgo demais
A verdade é que eu sempre espero mais

12 de dezembro de 2012

Arriscar 4/4

O mundo de fato é o meu lugar
Eu posso fazer o que quiser
Sem muito me preocupar
Sem muito me culpar
Sem muito questionar
Como é nem como será
Logo após a hora de tudo acabar
Devo me arriscar?
Devo agir como bem querer e pensar
Estava pensando
E acho que é realmente o meu lugar
Mas depois e se viver sem me questionar
Como saber como vai acabar?
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