Estou despencando lentamente
Não meu corpo, minha alma sente
Sinto frio de repente
Ando meio assustado
Meio descontente
Não consigo dormir
Não sou muito convincente
Sinto isso nos olhares
Quando eu falo
E me julgam em mente
Se mente, se é drama ou tende
Sim, sinto que estou despencando
Tudo isso estar acabando
Ninguém estar do meu lado
Me abraçando
Falta pouco e vou morrer
Já cansei de dizer
Estou chegando lá e eu vou fazer.
31 de janeiro de 2013
30 de janeiro de 2013
Contei
Em um acesso de raiva
Disse tudo o que tinha vontade de dizer
Que não sou feliz e nem tento ser
Que não curto a vida e não me importo se eu morrer
Que não sei porque nasci
Os outros tem que aprender
A me suportar, ninguém vai me entender
Não vou me explicar
Não vou tentar dizer
Contei mesmo, falei tudo
Agora é só esperar acontecer.
Disse tudo o que tinha vontade de dizer
Que não sou feliz e nem tento ser
Que não curto a vida e não me importo se eu morrer
Que não sei porque nasci
Os outros tem que aprender
A me suportar, ninguém vai me entender
Não vou me explicar
Não vou tentar dizer
Contei mesmo, falei tudo
Agora é só esperar acontecer.
29 de janeiro de 2013
Olhos Tontos
De cabeça baixa
Língua descontrolada
Na minha boca
Ninguém sabe de nada
Cabeça esquentada
Talvez até por nada
E os olhos, os olhos tontos
Eles ainda desejavam
Giravam e procuravam
Língua descontrolada
Na minha boca
Ninguém sabe de nada
Cabeça esquentada
Talvez até por nada
E os olhos, os olhos tontos
Eles ainda desejavam
Giravam e procuravam
28 de janeiro de 2013
O Amor
O ponto evacuado
Correram foram para todos os lados
Me vi tão só, de braços cruzados
De olho para o mar
Um farol a iluminar
A mente a pensar
O que é amar
Por que falam de amor
Como se fosse sagrado
um bom costume que todos abandonou
Mas é isso, não é?
E o que ficou
Será que Ele já se acostumou
Sem mim também
Será que sente dor
Será que é mesmo imortal
E que me criou?
Me sinto confuso
Como sempre estou
Um pouco triste
Mais um dia e não voltou
Correram foram para todos os lados
Me vi tão só, de braços cruzados
De olho para o mar
Um farol a iluminar
A mente a pensar
O que é amar
Por que falam de amor
Como se fosse sagrado
um bom costume que todos abandonou
Mas é isso, não é?
E o que ficou
Será que Ele já se acostumou
Sem mim também
Será que sente dor
Será que é mesmo imortal
E que me criou?
Me sinto confuso
Como sempre estou
Um pouco triste
Mais um dia e não voltou
27 de janeiro de 2013
Engano
Debaixo do chuveiro
De olhos fechados
Sendo limpado
Não de todos os pecados
Mas do bocado
Mal intencionado
Que me engana sendo enganado
Por que não é fácil
Ser restaurado
Nem ser curado
Por isso eu falho
E não me sinto culpado
Inocente ou um coitado
Apenas atrapalhado
De olhos fechados
Sendo limpado
Não de todos os pecados
Mas do bocado
Mal intencionado
Que me engana sendo enganado
Por que não é fácil
Ser restaurado
Nem ser curado
Por isso eu falho
E não me sinto culpado
Inocente ou um coitado
Apenas atrapalhado
26 de janeiro de 2013
Raiva contida e falsa tentativa
Eu não sou assim!
Eu não era assim!
Por que estou assim!
Eu não queria que fosse assim!
Nem queria que estivesse assim!
Eu queria acabar com isso!
Com uma palavra
Perdão
Mas que partisse do coração
Não dos dedos das mãos
Que digitam e não sei a emoção
E nunca se revelarão!
Isso me incomoda
Por isso me escondo e fecho a porta
E deixo a raiva me guiar
Como quem me abraça
Ainda peço para me beijar
E se quiser, vem e vamos lá
Vamos nos deitar
E se juntar e nunca mais nos separar
Mas eu vou acabar
Com isso, em mim, em algum lugar.
Eu não era assim!
Por que estou assim!
Eu não queria que fosse assim!
Nem queria que estivesse assim!
Eu queria acabar com isso!
Com uma palavra
Perdão
Mas que partisse do coração
Não dos dedos das mãos
Que digitam e não sei a emoção
E nunca se revelarão!
Isso me incomoda
Por isso me escondo e fecho a porta
E deixo a raiva me guiar
Como quem me abraça
Ainda peço para me beijar
E se quiser, vem e vamos lá
Vamos nos deitar
E se juntar e nunca mais nos separar
Mas eu vou acabar
Com isso, em mim, em algum lugar.
25 de janeiro de 2013
Suicídio
Um dia eu vou
Não sei para onde
Sem direção
Com a mais forte sensação
Na contra mão
Ou no alto prédio então
Longe da confusão
Perto da escuridão
Sem a minha razão
Eu vou
Sem nenhum amor
Por mim ou por qualquer autor
Para além da ação, a reação
A perfeição, paz e solução
A mais bela junção
Da minha alma
O meu desejo
A conclusão
Não sei para onde
Sem direção
Com a mais forte sensação
Na contra mão
Ou no alto prédio então
Longe da confusão
Perto da escuridão
Sem a minha razão
Eu vou
Sem nenhum amor
Por mim ou por qualquer autor
Para além da ação, a reação
A perfeição, paz e solução
A mais bela junção
Da minha alma
O meu desejo
A conclusão
24 de janeiro de 2013
Resquícios de condenação
E lá vem ela mais uma vez
Trazendo toda antipatia que há
Como um Chinigami vem para me atormentar
Estou sofrendo resquícios de condenação
O inferno se aproxima de mim
Estou sempre tenso sabendo o meu fim
Eu plantei e devidamente, eu colhi
Todo que deixei brotar dentro de mim
Espero que não seja bem assim
E se for leve-me de pressa
Sem que eu possa sentir
23 de janeiro de 2013
Vestes pretas
Todos os dias
os dias me trazem suas cargas negativas
Seja tédio, seja dor de cabeça, de dente
Sei lá, só sei que tente a me incomodar
Me levam seriamente a pensar
Que hoje tenho que vestir preto
Luto da minha ufania
Tão pequena e repentina
Tão delicada e sumidiça que se vai
Assim tão fácil.
Já disse:
Todos estão me perdendo
Em diferentes níveis, todos estão
Sem perceber, sutilmente
Todos estão
22 de janeiro de 2013
Quando
Toda vez que pronuncio sobre a minha dor
Sobre ôdio ou rancor
Sobre raiva ou falta de pudor
Toda vez que eu escrevo contra o amor
Que falo o que nunca falo
O que penso e o que eu acho
Quando desejo que as coisas não sejam assim
Me contorcendo de ogonia
Desejando sumir
Não é porque desejo que alguém possa me ouvir
21 de janeiro de 2013
Antes de quase morrer
Ontem,
Antes de quase morrer
Pensei em tantas coisas
Pensei em tantas coisas
Em nuenhuma supliquei para viver
Não pedi nenhuma ajuda
Nem de Deus se quer saber
Deixei a dor me retorcer
Gritei e chorei quando não suportava mais
Me joguei no chão e pulei
Desabei, não desmaie, só me deitei
Me engasquei e também me queimei
Corrir pela casa e era madrugada
Não foi dessa vez
A dor foi amenizada
Não sei porque nem para quê
Não sei porque nem para quê
Pelo menos já sei como será
Antes de morrer
Antes de morrer
16 de janeiro de 2013
Decidir (Part. 1)
Ouço um som
Conhecido - eu acho.
Vem de longe
Vem de cima
Um tanto abafado
Os anjos começaram a cantar
Tocaram todos os seus instrumentos
Sinto que estou prestes a me salvar
Fecho os olhos
Tento, tento, tento falar
Perco fácil a concentração
Simplesmente forcei a confusão
Não sei mais como perdoar
Estava muito atoa
Mas decidi me reencontrar
Sinto que minha vida começou de novo
Antes mesmo de me matar
Tudo novo para se contar
Tudo novo deve estar
OK, eu vou tentar.
Conhecido - eu acho.
Vem de longe
Vem de cima
Um tanto abafado
Os anjos começaram a cantar
Tocaram todos os seus instrumentos
Sinto que estou prestes a me salvar
Fecho os olhos
Tento, tento, tento falar
Perco fácil a concentração
Simplesmente forcei a confusão
Não sei mais como perdoar
Estava muito atoa
Mas decidi me reencontrar
Sinto que minha vida começou de novo
Antes mesmo de me matar
Tudo novo para se contar
Tudo novo deve estar
OK, eu vou tentar.
15 de janeiro de 2013
Alguém quer me escutar?
Alguém quer me escutar por doze horas?
Tudo o que tenho a falar
Tudo o que está preso
E me sufoca e já vai me matar
Alguém pode me escutar
Estou pensando seriamente
E não imagino hora e lugar
O tempo é todo meu e eu vou justificar
Antes, preciso desabafar
Tudo o que tenho a falar
Tudo o que está preso
E me sufoca e já vai me matar
Alguém pode me escutar
Estou pensando seriamente
E não imagino hora e lugar
O tempo é todo meu e eu vou justificar
Antes, preciso desabafar
14 de janeiro de 2013
Contrato esgotado
Eu vou morrer!
Pasme, mas eu tenho que dizer
O contrato chegou ao fim
E eu não cumprir
Eu não me redimi
Eu não sei se ainda há tempo para mim
Mas já me avisaram
O crente, feio e fanático
Mas...
Não estou com medo
Nem assustado
Apenas aguardando
No que vai dar este contrato esgotado
O cão, o homem, a ave e o mar
Todos os demônios
A presença de Deus
Eu também estava lá
Tudo aconteceu muito rápido
O tempo de me desviar
Larguei a tua mão
E outras que diziam me sustentar
Não estarão aonde vou estar
Eu não sei, mas é triste
Como minha história tende acabar
Pasme, mas eu tenho que dizer
O contrato chegou ao fim
E eu não cumprir
Eu não me redimi
Eu não sei se ainda há tempo para mim
Mas já me avisaram
O crente, feio e fanático
Mas...
Não estou com medo
Nem assustado
Apenas aguardando
No que vai dar este contrato esgotado
O cão, o homem, a ave e o mar
Todos os demônios
A presença de Deus
Eu também estava lá
Tudo aconteceu muito rápido
O tempo de me desviar
Larguei a tua mão
E outras que diziam me sustentar
Não estarão aonde vou estar
Eu não sei, mas é triste
Como minha história tende acabar
13 de janeiro de 2013
Evitar
Tem coisas que eu não consigo evitar
Eu não consigo mesmo!
Quando dou por mim, já fui e sumi
Eu não sei porque sou assim
Eu não sei ser diferente de mim
É estranho
Eu erro com os limites que coloco para mim
Eu abro os olhos e voltei de novo para ali
É estranho, é muito estranho
Se eu erro, peco contra mim
Eu não consigo mesmo!
Quando dou por mim, já fui e sumi
Eu não sei porque sou assim
Eu não sei ser diferente de mim
É estranho
Eu erro com os limites que coloco para mim
Eu abro os olhos e voltei de novo para ali
É estranho, é muito estranho
Se eu erro, peco contra mim
12 de janeiro de 2013
Continua...
As coisas são assim
A mão que me segurava não vejo mais por aqui
Antes eu achava que amava
Agora eu percebi
Vi que o amor...
O amor não é para mim
Nem as histórias
A mais bela com certeza não terá um começo
O que dirás do fim?
Estou bem assim!
A mão que me segurava não vejo mais por aqui
Antes eu achava que amava
Agora eu percebi
Vi que o amor...
O amor não é para mim
Nem as histórias
A mais bela com certeza não terá um começo
O que dirás do fim?
Estou bem assim!
11 de janeiro de 2013
O Sangue dos Pulsos
Eu tive um sonho belo
Não tinha flores nem espelhos
Nem olhos verdes mas algo vermelho
O Sangue dos Pulsos que corriam escorrendo
Eu me lembro de tudo
Foi a luz do dia de muita raiva
Alguém ia se casar, eu estava bem vestido
Como se eu que fosse celebrar,
O ódio de novo a me dominar
Sinto raiva agora de pensar
Peguei uma faca e comecei a me cortar
Foi um suicídio, eu vi tudo e achei muito lindo
Não senti pena de mim, me senti feliz
Tudo chegou ao fim
O céu se abriu pra mim
Eu entrei como se fosse o dono dali
Acordei! Eu me senti tão bem assim
Não tinha flores nem espelhos
Nem olhos verdes mas algo vermelho
O Sangue dos Pulsos que corriam escorrendo
Eu me lembro de tudo
Foi a luz do dia de muita raiva
Alguém ia se casar, eu estava bem vestido
Como se eu que fosse celebrar,
O ódio de novo a me dominar
Sinto raiva agora de pensar
Peguei uma faca e comecei a me cortar
Foi um suicídio, eu vi tudo e achei muito lindo
Não senti pena de mim, me senti feliz
Tudo chegou ao fim
O céu se abriu pra mim
Eu entrei como se fosse o dono dali
Acordei! Eu me senti tão bem assim
10 de janeiro de 2013
O Inimigo do amor
Descobrir por aí quem é o inimigo do amor
Ele sempre andou e comigo habitou
Na minha mente, nasceu da minha dor
Da traição que alguém me causou
Me levou me conquistou
Com sua escuridão me conquistou
Me tirou todo o amor, que tinha
Até por mim, até pra ter motivo pra seguir
E vive aqui, não sei se vai ir, se vai sair
Não vou pedir, nem esperar, vou deixar
Pode me levar, pode me dominar
Pode se espalhar, já aprendi a caminhar
Pois, o inimigo do amor não é o ódio que brotou
É o medo que de mim ninguém expulsou.
9 de janeiro de 2013
Dedos giratórios
As vezes eu acho que eu penso muito diferente
Ou eu sou louco ou o mais dos consciente
Acho que não sou louco
Pois deixo sempre para lá
Nunca penso em dar o retorno
Meu olho aberto, tonto e absorto
Eu as vezes me sinto solto
E nem me importo com os dedos giratórios
E os vultos e os rostos pensativos
Refletir nem sempre é preciso
Por isso sempre penso
Fazer somente o que for possível!
Ou eu sou louco ou o mais dos consciente
Acho que não sou louco
Pois deixo sempre para lá
Nunca penso em dar o retorno
Meu olho aberto, tonto e absorto
Eu as vezes me sinto solto
E nem me importo com os dedos giratórios
E os vultos e os rostos pensativos
Refletir nem sempre é preciso
Por isso sempre penso
Fazer somente o que for possível!
8 de janeiro de 2013
Não vai acabar
As coisas espirituais tendem a me matar
Estou começando lentamente a odiar todas
Todas que eu costumava a amar
Mas vai demorar, até chegar lá
Mas e se isso tudo não mudar
Tudo vai me acabar
Me deixar no chão, como se fosse meu lugar
Eu as vezes começo a me desesperar
Só de pensar, só de achar que isso não vai acabar
Mas tem que acabar!
Acho que eu mesmo farei tudo isso parar
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