17 de abril de 2012

Culpado


Até que se prove o contrário: Culpado!

Sim, culpado apesar de estar completamente desarmado
Muito perdido e um tanto fraco
Preso é claro, mas quem não está? 
Não existem inocentes em nenhum lugar
Quem pode me julgar
Nem de mim eu posso falar
Quanto mais...
Quanto mais o tempo passa mais eu descubro
Que eu não gosto de flores e cada dia detesto mais
Se forem vermelhas, bonitas e até se forem negras
Se tiver um espinho e me der o prazer de me espetar
Posso levar comigo e guardar até que venha a murchar
Sim, culpado porque eu quis vim por aqui
Eu tinha toda direção e aparentemente uma multidão
Que iria caminhar comigo e me servir
Eu, culpado por não saber conter o choro
Por me irar além de me vingar
Por pensar que não sabia amar e é agora que não sei
Já disse uma vez, mas vou repetir
Não darei meu coração até para quem merecer
E eu sei, eu sou culpado por isso
Isto é, estas flores só de espinho em mim
A me espetar e me ferir, ferir, ferir.



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