18 de julho de 2013

Acervo de decepções


Um monte de nós presos na minha garganta
Me sufocando, me matando, me confundindo
Me submetendo de frente a um belo precipício
Tão bonito onde possa realizar meu notório suicídio

Sem mais delongas, ou pequenas afrontas
Que se encontra por aí, nada muda, tudo continua assim
O lado escuro tomando conta de mim
Como o obscuro que tenta me persuadir
Me iludir, me levar para longe de mim
Me fazer esquecer que um dia eu sorri

Tão certo assim, como esse mal mal que brotou em mim
Eu vou prosseguir, em direção ao precipício
O belo precipício que escolhi, para me extinguir
Para me libertar e sair daqui.

17 de julho de 2013

Todo Seu


Ai meu Deus, que aflição
O meu coração se aperta
Sem razão ou com razão
Eu perco a noção
Caminho para escuridão
Me afogo em contradição
Sou todo Seu
Sou todo Seu
Sou todo Seu
E Teus olhos não percebem?
E Tua mão não me toca?
Estou morrendo 
E me parece que não se importa
Me olha. Agora

8 de junho de 2013

Vidas Vazias 3 x 3

Vejo as luzes passar pelas janelas
Olho para tudo como alguém que espera
Qualquer coisa boa
Que me deixe a toa
Ou que inicie uma guerra
Entre mim e as mazelas
Que me aprisionam
E que me velam

Meu coração anda assustado
Solitário, limpo e sem pecados
Como um pobre otário
Longe de estar apaixonado

As luzes, passam rápido
Mas sou eu quem está apressado
Aí corro desajeitado
Me aventuro entre os carros
Sofro um bocado
por não morrer atropelado
Por viver por esses rastros
Que me levam para baixo
Para trás
Para longe dos seus braços

7 de junho de 2013

Vidas Vazias 2 x 3

Não sou o culpado deste inferno
Estou certo de que não sou
Apenas continuei
Não foi eu que comecei

Eu sei quem foi
Eu a culpo
Eu a julgo
Eu a odeio por fazer
Acabar com minha fé
A única coisinha que me mantia de pé

E vai pagar
Pensa que no final vai se salvar
Mas não vai
Se eu afundar
Então, certamente
Ela também afundada estará

6 de junho de 2013

Flores

Sinto medo do espaço apertado
Olho assustado para todos os lados
Busco de onde vem sons arrastados
Estaria mal assombrado
Se for isso é culpa das flores
Que se despejaram sobre mim
No cemitério, sim, foi alí
Cores pareceram assustadores
Vermelho, amarelo, verde do caule
Caindo sobre mim! 
Eu paralisado nem consegui fugi

5 de junho de 2013

Vidas Vazias 1 x 3

Estamos sonhando?
A vida é uma marcha?
Então, para onde estamos indo?
Quem está nos guiando?
Ou nos puxando para onde?
Seria empurrando ou segurando-nos?
Vai ficar tudo bem?
No final, poderemos comemorar?
E este vazio, vai se acabar?

4 de junho de 2013

Atitude impensada

Não basta apenas se arrepender
Envolve muito mais
Tudo tem que se resolver

Eu não sei aonde isso vai
Ou se alguém vai morrer

Uma atitude impensada
Pode levar o mundo a perder
Gente a sofrer
Outro a se fuder
E mais um a simplesmente reconhecer
Que o certo é o melhor
E tudo pode ser

3 de junho de 2013

Sonharei contigo

Sonhe comigo
Sonharei contigo
Tenha uma boa noite
E um sonho bonito
Onde nada é depressivo
E os amigos são amigos
Se o abraço for bem forte
Eis que será um abraço bem quisto
Sonhe que não há maldição
Que estamos felizes
Após vencer as confusões
Acorde e volte
Pro seu tudo turvo-retorcido
E fingido

2 de junho de 2013

Intenções

O que cada um esconde de podre de si
Na cara rosada ou assustada
No olhar carihoso ou no rosto absorto

O tempo vai mostrar

O que o coração tanto quer expressar
O que a boca não diz
Mas a alma tende escancarar

Se quer xingar
Gritar
Ou só sucessegar
Deixar tudo para lá
Sem muito se irritar
Com os outros
O que eles vão pensar
Se esquecer o disface e se publicar

O tempo vai revelar

Cada pessoa
Intenção, as fraquezas das emoções
O caráter sem noção

Eu vou esperar

1 de junho de 2013

Desculpe!

Desculpa, sinto muito, imploro pelo seu perdão
Não sei o que me deu, talvez teria sido uma confusão
causada por minha mente
Infecção noturnas nascidas no meu coração

Até hoje não encontrei chão para minha queda
Não sou como você que se desviou e só quer viver
Só quero acabar logo com isso e morrer
Pode ser?

Vendi minha alma por tão barato
Na verdade sempre achei que não tinha muito valor
A sua foi um preço mais alto, eu acho
Sem solidão, sem tormentos e espíritos da escuridão

No final, eu e você vamos para o inferno
Já me conformei, não vou lutar contra isso
Mas não quero mais um inimigo
Não preciso disso, estou meio constrangido
Um pouco arrependido
Puto também, aliás eu fui traído por um amigo
Desculpe, é isso.

28 de maio de 2013

O cara que não venceu #2

Me abrace forte
Veja o espírito de morte
Que me morde o pescoço
E não deixa nenhum corte
Que me acompanha aonde vou
Como um shinigami vai aonde estou

Mesmo que seja mentira
Diga, diga que me ama e que me admira
Fale sussurrando no meu ouvido
Diga que sempre vai estar
Quando eu precisar vai estar comigo

Não deixo perceberem o quanto estou perdido
por onde eu tenho andado
Os becos que tenho ido
Pra saber se eu consigo, um pouco, um pouco de alívio
Sem pensar em suicídio, sem lamentar os meus resquícios
E aqui estou eu
Um romântico anti-romances, um reles andante
O cara que não venceu

27 de maio de 2013

O cara que não venceu #1

Um romântico anti-romances
Que se perde em memórias
de gritos abafados e respiração ofegante
De um reles andante
Que busca por um pouco de histórias amorosas
Sejam sujas, sejam puras
Sejam minhas agora

Agora a cor do céu
O design frontal de pistas
E pircing transversal
Não me encantam mais
Beleza não é tudo
Não me importa
Ou tanto faz

Tire a meia
O short curto
Os óculos e os olhos do meu
Tire tudo e eu a máscara
Te dou todos os beijos
Quentes, secos, envolventes
Meu corpo colado com o seu
Tire e sinta-se como eu

26 de maio de 2013

A batalha 3 de 3

As emoções expludindo
Desta vez, desta vez não é comigo
Nem com um inimigo
Eu sinto o seu respirar
Mesmo longe, sinto sua alma gritar
Muita agonia
O que fazes por querer
Terás que receber
Então, volto a pensar em você
Como nunca deveria deixar de ser
Olhos limpos
Sorrisos críticos
Timbres e gestos...
Eu não sei como vai ser
Você perdeu a batalha
E eu torcia por você
Eu acreditei em suas mentiras
Com elas você me conquistou
Confiei, acreditei, e não pestanejei
Mas você perdeu e eu também

25 de maio de 2013

A batalha 2 de 3

Você perdeu
E seus olhos me olham assustados
Desespero, não me diga o que fazer
O que dizer, onde ir, o que devo saber
Como devo fazer, pra quem e por que
Tudo será dito e esquecido
Pois não escuto os tons persuasivos
Finjo que ligo, me faço de entretido
Mas não respondo, nem replico
E não sei por que, ainda penso em você

24 de maio de 2013

A batalha 1 de 3

Às vezes penso nela
Como se eu fosse ela
E por ela penso
Imagino a sua dor
A sua derrota
Suas ironias mortas
Suas dores que pouco lhe importam
Pois até se esquece que sofre
Que nada tem nessa vida
Que pensa que vive
Escondendo as cicatrizes
De um corpo desejado-rejeitado

23 de maio de 2013

Disfarçar


Não quis sorrir, mas fez assim
E assim é e por ser assim
Se ferra, se quebra, se fere
Não consegue e nunca vai conseguir
Ser alguém que tem um eu
Que se achou onde se perdeu

Mestre do disface
E do - está tudo ok.
E - agora não, da próxima vez talvez
Que nunca vai chegar
Que nega sem ocilar

Que contém a lágrima que vem
Que concorda com todos
Na verdade com ninguém
Que sabe o que quer
Se esconde de todos
Que podem te conhecer

22 de maio de 2013

Desejo 2x2

Talvez eu nunca seja feliz
Dure até envelhecer 
E não seja como sempre quis

Talvez eu nunca encontre ninguém 
E nunca descubra o amor

De vez em quando eu oro sem fé
Não implorando cura nos momentos de dor

De repente, desconheço quem eu sou
Sujo a minha mão ambicionando todo o sabor
Do beijo, do cheiro e da cor
A beleza, delicadeza, nelas o oposto de quem sou

Então eu insisto, esperando a ajuda do Senhor
Que por uma sábia razão não concede os meus desejos
Antes, me ensina pela dor.

21 de maio de 2013

Desejo 1x2

Apesar de todo esforço que não foi pouco
E de ter feito de tudo para nada ser assim
E de segurar tantas emoções passando por cima de mim
Correndo para lá e para cá por um preço miserável
Que depois não cobre nem o que eu gasto para me divertir
Depois das coisas que eu vi e ouvi e decobri
E fingir não saber e mais uma vez eu me feri
Descobrindo que o amor é cheio de interesses
E ninguém me quer 
A não ser os que já um tempão torcem por mim
Os que se lembram que eu existo, e que sabem o que eu sinto
Pois já me conhecem de cair e de sorrir
Pois bem! Fecho os olhos buscando um modo de me redimir
E penso que depois de tanto tempo e de nada que aconteceu
O melhor está por vir.

20 de maio de 2013

Decidir [Part. 5]

Este frio do tempo
Poças d'água da chuva que volta e passa
Essas luzes amareladas dos postes e das casas
Essa música triste no meu cel e fone de ouvido

Eu só, triste e em conflito
Meio esquisito
Com anéis e cordões nada bonitos
Com raiva de tudo
Até do mundo que até aqui tem me recebido

Muito confuso disso tudo que tem acontecido
Eu aqui, ainda meio perdido
Um tanto emudecido, um pouco esquecido
Nada arrependido, de certo modo, um alívio
Decidido!

Eu não quero voltar atrás
Ainda que dias iguais e repetitivos
Alguns desdém, outros mais depressivos
O Céu, inferno e o infinito
Me querem longe, o mais longe possível
Assim como tudo
Sinto que até os meus queridos amigos

Eu sei o quanto detestável a minha voz é
Mas não precisa ficar e me escutar
Não preciso dizer nada ou desabafar
Tudo o que eu sinto, fica comigo
Assim consigo forças para continuar
Para outro lugar
De paz eterna
De nada para se preocupar.

19 de maio de 2013

Nada e Tudo


Já que ninguém pergunta
Eu mesmo vou dizer
Como me sinto
Não estou bem se quer saber

Nada aqui é
Mas tudo pode ser
Ando meio confuso
Sem rumo para percorrer


Algo que vive a me corroer
Não que aconteceu, 
mas que pode acontecer
Um oceano de ideias, 
sonhos e planos
Não posso e não quero me perder

Sinto vontade de desistir
Por outro lado quero insistir
Inspirar outras pessoas 
Fazê-las acreditar
Que tudo é possível
Por um passo a mais
Caminho contrário do suicídio
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