21 de junho de 2012

Antídoto

Na verdade não estou tentando nada
Só estou me permitindo algumas coisas sem exceder
Mesmo assim dizem não me reconhecer
Parei de buscar o que mais queria encontrar
Acabou de verdade, não vou mais me apaixonar
Eu encontrei o antídoto
Mas a ferida parece ainda está aberta
Isso não tem cura
Meus sonhos não tem pressa
Minhas vontades eu sacio onde menos se espera
Um gelo não refresca, no coração há frio e pedras
Eu não furei a orelha para impressionar
Nem cantei a música que fiz para a dor passar
Não bebi o álcool para provar que posso fazer
Se não, não teria bebido vinho escondido
Tem mais coisas que ninguém pode saber
Isso dói, principalmente olhar e não me ver
Querer falar e nunca me dizer
Eu não vou vencer
Eu sei, eu vou continuar a morrer
Ninguém vai perceber.

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