14 de junho de 2012

Livrai-me

Das caras santas de paz,
que me encontram por ai
Dos que transpiram alegria,
sorriso estampado, felicidade, ufania
Da cena deplorável de ternura ou amor
Livrai-me deste amor
Livrai-me do medo de ser sempre o que eu sou
Livrai-me de saber um pouco mais de quem já não me faz mais sentido pensar
Livrai-me das pessoas que me incitam a refletir e tentar
Livrai-me da as asas brancas uniformes
A qual não me deixa voar e chegar aonde quero chegar
Abençoa-me assim, e me veste de uma asa negra
Grande, forte que me leve aonde quer que eu queira
Também as canções que anjos venham cantar, me faça escutar
Livrai-me de toda vontade de pecar
De usar o meu corpo como outros fazem e gostam de se sujar
Mas sim, livrai-me do mundo pois eu não sou deste lugar
Me leva, me leva, me escuta, socorro, vem me libertar
Livrai-me.

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