14 de maio de 2012

O cão, a ave e o homem


Ele se distanciou de todos os amigos
Desde do início em muito se equivocou
Ele queria se esconder no seu maior abrigo
Ele não tinha medo do impossível
Ele correu um caminho reto
Foi em busca do mais lindo lugar
O céu, as pedras e o mar
Somente para poder conversar
Resolver tudo isso
Um novo rumo para se tomar
Havia demônios naquele lugar
Toda a anomalia e como raciocinar?
Tinha que ser naquele momento
De frente para o medo mas sem paralisar
O mar transpareceu até que sumiu
As pedras e tudo de lá
Um cão, uma ave e um homem
Ele sabia, não eram para ajudar
Ele tinha que fujir de lá
Mas não tinha decido
Só falara que iria se entregar
Que iria parar, que sedeira e não poderia mais estar
Ele, tomado pelo medo e o medo a se aproximar
Ele tentou se contornar
A ave estava alucinada pronta para atacar
O cão despertava medo e nem precisava se levantar
O homem parecia ser bom, parecia ser ladrão
Mas não tinha o que levar, por que se aproximar?
Muita agonia e mais uma vez ele iria fraquejar
Não tinha nada de bom
Que pudesse o amparar
Ele sabia que lhe fora permitido
Que chegasse aonde quisesse chegar
Ele correu de novo e agora para voltar
Voltou o mar, as pedras e tudo de lá
De volta para realidade decidiu
Um segredo que não pode revelar
Um acordo com o tempo
Um monte de coisa para desvendar

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