28 de maio de 2012

O sinal

No momento mais conturbado
No segundo mais crítico-inanimado
Exatamente quando pauso as estrelas cadentes
As que são vistas lá no céu
Mas que partem da minha mente
Vem um vento que me derruba e me prende
Com cara de pessoas boas
Que dizem o que sentem
E me falam coisas morais e decentes
Por um momento eu escuto mas me pergunto
Por que elas mentem
Parecem apenas permutar
Dizem o que tem e espera o que tenho a contar
Eu não vou falar
Vou morrer com este segredo
Eu não quero confessar
Eu fiz o mal
Da mesma forma que planejei o sinal
Disse que ao cair da estrela iria dormir
Antes não sabia que haviam tantas assim
Bem, eu orava muito antes
Depois fiquei fraco até que caí
Mas ainda estou aqui
E não sei o que farei
Sentiria vergonha de ser comparado a todos vocês

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