Estou sem entender este repentino aperto no peito
Esta sensação de não ter feito algo direito
Um abafamento que esfumaça todos os bons pensamentos
A vontade de chorar ao pensar em um costumeiro lamento
Que horror, esse mal não passou, não acabou?
Vem, pode vim, fica do meu lado e não me deixe dormir
Faça de tudo para que eu afunde, o mais fundo
Venha com sua escuridão e desague sobre mim
Paciência, o meu maior tesouro
Paciência, o mais importante eu aprendi
Paciência!
Afinal, como iria suportar tanta dor
Meu drama é real
Como vou? Eu não vou porque eu não quero ir
Vou continuar aqui, vou observar tudo
Até que todo o mal se canse de mim
Mas devo te pedir, vem, pode vim.

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