11 de setembro de 2012

De Olhos fechados



Mais uma vez, eu, tentando dormir
Uma mosca tão perto do meu ouvido
Zunindo, zombando de mim

Impaciente, sangue quente
Dedos carentes, fome de repente
Pensamentos envolventes

Um pouco, pra cá, um pouco pra lá
Sem se balançar, sem incomodar
Sem respirar, sem ofegar
Sem calor, mas corpo a suar
Mais um pouco pra lá, sem parar
Sem descansar, sem se entediar

Olhos fechados para conseguir viajar
Os últimos momentos antes de desabar
Bem vamos lá, prende todo ar
Deixa rolar, pode acordar.

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