10 de setembro de 2012
Um ponto insignificante
Uma ferida tomando todo meu corpo
ferindo-me profundamente
contamina minha alma, espírito e mente
Desanimando quem está comigo
Me sinto esquisito, me torno um perigo
Com fome e com sede de ser apenas eu
E me pergunto, me perturbo
Poque me maltrato tanto assim
E gosto menos dos outros que a mim
E por que invocar tanto a morte
E ainda me resta tanta e tanta sorte
E a solidão que tanto busco
E nunca tenho, que raiva!
Medo vira desespero
E desrespeito, o pai, a santa, o fariseu
Vivia no mundo e só voltei para o que é meu
E quem correu, caiu não poque correu
E quem correu, caiu, voltou e por que voltou?
Sinto-me um semi-ateu
Daqueles que dizem que acredita
Mas que duvida de tudo de Deus
Sou um ponto insignificante
No meio do nada, o nada menos importante
Me falta até algo bom para desejar
Se quer saber, por que não vem me perguntar?
Me perdoe, eu juro, tento me perdoar
Sinseramente, eu tento, tento mas não dá.
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