21 de setembro de 2012

Ninguém entende



O céu nublou
De nuvens roxas se encheu
Espere! Não era nada
Foi só o medo, a raiva
O ódio que me envolveu

Andei pelas ruas com fone no ouvido
Som estourava os tímpanos
Perdi os meus reflexos
O que há de errado comigo?
Prédios eram vultos
Vestido de preto, feio, me sentia bonito
Rápido ia como quem é perseguido
As vezes corria e parava
Mas esperava os carros parar nas vias

Gota de lágrimas no olhar
Embaçava a visão
Bloqueava as coisas boas de se pensar

Que chova Já!
Para de me enrolar!
Isso não vai passar
Eu fui traído
Ninguém entende
Eu vou me vingar
Eu vou surtar
Eu... Eu vou pirar

No mar fui batizado
E lá tentei me afundar
Corria feito louco
É difícil de falar

Acabei com tudo, destruí a estrada
Que não me levava a nada
Nada... nada
De medo, raiva e ódio que venha a vingar.

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