17 de julho de 2012
Indo ao matadouro
A cruz que sempre levo em meu pescoço
Fiz questão de tirar e colocar no bolso
Sem rancor, sem medo ou dor
Me desfiz também do pudor
Disse não para todos os tipos de amor
Minha mente não me condenou
Até a voz santa que fingiu que se preocupou
Não me parou, nada me parou
Sem muitos pensamentos
Sem nenhum arrependimento
Sem nenhum lamento
Fui porque eu quis ir
Parei diante do espelho e até me reconheci
Mas antes eu não era bem assim
Depois que tudo aconteceu
Havia um perfume que não saía de mim
Mesmo correndo na chuva, eu podia sentir
Não queria que fosse assim
Mas eu sabia e eu mesmo quis ir
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