O meu quarto está imundo, muito sujo
Estou no chão, abaixo da mesa
Em meio a sujeira que tanto tento limpar
Ouvindo rock, ódio, luxúria
Pensando, remoendo, como se fosse de noite
Eu quero gritar, mas a minha garganta dói
Tudo dói, minha alma dói
As vezes me calo e ignoro para não berrar
Seria mais fácil dizer e ferir
Mas sempre tento proteger até quem não acredita em mim
Mas eu tento querer mandar ir pro inferno
Mandar morrer, mandar sair de perto de mim
Mandar se fuder, ir pro raio que o parta
Sei lá mais o quê!
Mas guardo para mim
A raiva momentânea um dia vai explodir
E U N Ã O E R A A S S I M
Não canso de repetir
Mas se eu pudesse ser como a fumaça é
Eu seria, viria e depois evanesceria.
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