23 de julho de 2012

Artifícios, reparos e alguns resquícios



O céu, a lua, orifícios em muros de blocos
E o mar, os casais, os mais apaixonados
Tudo isso tira a minha atenção
Como um choque de emoção
Como flores que me trazem péssimas recordações
Meu ódio as flores e a morte e a má sorte do tropeço
Muita sutileza para ter que encarar com um olhar
Quem está engolindo um seco, com vontade de gritar
Me reestrutura então dessa vez sem muita confusão
Deixa este meu senso de saber tudo
Só de parar e meditar, pensar um pouco, interpretar
Um pouquinho de nada desta minha doença extremista
Minimalista ou megalomanista
E se for para eu ser só, que fiquem minhas roupas pretas
Som do vento, nuvem na lua, tira o morcegos
Papel para escrever, uma pequena angústia só para ter
Um lugar bem sujo para me esconder
E coisas espirituais para não esquecer de você
Bem, rancor dos outros me inspira menos que o meu
Portanto quer seja amor que não seja meu
Ninguém me compreendeu
Artifícios, reparos e alguns resquícios é só isso que preciso.

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