1 de outubro de 2012

Mudar (Part. 10)

Toma a minha mão, me ensine a andar
Se eu fechar os olhos, me deixaria tropeçar?
Me salve, estou prestes a cair e me quebrar
Me leve agora, depois não saberei aonde vou estar
Assim que a noite chegar
Assim que ouça alguém me chamar

Quanto tempo isso vai levar para acabar
Eu não sei, mas vou silenciosamente esperar
Não vou fazer nenhum esforço, tudo vai mudar
E se não me matar, com certeza vai me tornar
Muito mais forte do que os outros podem imaginar

Inferno ou céu, onde você vai parar?
Prefiro não endoidar
Mas insistem a me perguntar

Eu tenho que mudar?
Claro!De repente
Ou de maneira que ninguém possa notar

Deixe eu explicar
eu tive uma noite tensa
Deônios foram me visitar
Fui andar e ver o mar
E na pedras comeceia orar
Aí apareceu um homem
Parecia que queria me matar
Tinha um cachorro
Senti toda a maldade no olhar
E uma ave de rapina
Que veio do céu e queria me atacar
É verdade, lembro o dia, hora e lugar.
Eu estava orando, decidindo se iria me entregar
Eu não queria, mas tudo conspirava pra me arruinar
E conseguiram, me pressionaram, me senti torturado
Um fraco, um pato, um aborto do acaso

Agora não importa
Estou sem nada, sem escudo e sem espada
Apenas um preceito que chamo de mudar

Olhar pro céu e respirar
Sentir o vento tocar meu rosto
Fechar os olhos e ouvir o mar
Vestido de preto e rock a cantar
Sem cuidado pra viver, de arriscar, de ceder
Expirimentar de tudo que me seja lícito fazer
Mas não me impedir de nada, pra mudar
Não me impedi de nada, nem de cortar as asas
De voar, de repente de morrer de viver.

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