22 de outubro de 2012

O Obscuro


Era noite
Um cara deitado na cama
Espremido como se sentisse dor
De capuz na cabeça
Olhos vigilantes
Um quarto de luzes apagadas
Uma mente infectada
Pensava e alimentava 
A dor que levava e a sua imensurável raiva
Nada de bom, tudo remetia uma falta
De um sentimento que nunca teve
De algo que não existiu mas sempre fez falta
E em meio ao quarto escuro
Ele buscava o obscuro
A solidão estava alí
A sua alma mais negra que sua pele
O ódio, o mal que vem lhe impedir
O obscuro lhe chama, ele vai
Tudo se confunde, nada passa, nada volta
Não é simples, eu me importo, não assim
E se acaba, mas nunca é o fim.

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