E ele morre, amém
No final ele teve muita sorte, amém também!
Talvez logo logo, eu, eu mesmo
Eu beberei, das águas do rio de Deus
E serei fartamente saciado
Como se eu só tivesse feito o bem
Sem veritaserum
Eu me adiantarei
Confessarei os meus pecados
Serei no mais íntimo, limpo e libertado
O segredo revelado
Eu não sou mais puro
Fiz é pouco, ainda faço
Tenho deitado em diferente camas
Sem medo, me aventurado
Eu já falei mil vezes
Não adiantaria me julgar culpado
Sentindo-me desprezado
Por quem eu tenho gostado
E por tal que tem se voltado
Me deu dois simples selos
Infelizmente esqueci o seu abraço
Por isso eu fiz
E não me arrependo
Mas tão certo como os meus dias estão contados
Tão certo quanto a morte que está do meu lado
Eu vou me limpar desses percausos
E sim, eu beberei da água do Rio de Deus
Depois das lamparinas, azeite, óleo, sangue
Promessas, incensos, sacrifícios e consagrações
E me limparei para uma nova chance, amém.
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