2 de julho de 2012

Existe amor


Eu sou um frustrado com histórias de amor
As minhas se tornaram contos de horror
Levo-as todas comigo, vivas em mim
Eu sou o que elas me tornou
Tranquei meu coração, para nunca mais acreditar
Que existe amor, onde começou?
Não me enaltece, não me serve, me perturba de lembrar
Odeio ouvir falar que aconteceu e funcionou
Me pergunto até quando, pois desacreditei do amor
Me tornei orgulhoso, um fraco é o que sou
Por não acreditar que existe amor
Por não admitir, por não conseguir...
Me tire daqui, joguem uma bomba em mim
Preciso sumir, vai me trair, vai me iludir
Não vai olhar e ver que estou aqui
Não vou dar mais nenhuma chance
Existe amor, mas não pra mim.

30 de junho de 2012

Quarto escuro

Eu gasto muita parte dos meus pensamentos
Tentando encontrar os melhores argumentos
Para explicar todos os desentendimentos
Eu penso como seria se eu voltar
E chego a mais sincera opinião
De que não existe mais lugar
Foge-me do que posso imaginar
Evito relutar, mas não consigo
Não tem possibilidades de retornar
Será que tenho que ser limpo ou tenho que ser santo
Ou tenho que ser o mais puro
E o mais perfeito para Te tocar?
Se estou vivo, se me torno um puto
Se construo vários muros
E se tento me isolar
Em meio aos pensamentos, argumentos e desentendimentos
Um quarto escuro é um bom lugar para se estar. 

29 de junho de 2012

O peso

Tem momentos que a consciência não aguenta
Os fatos dói demais se pensar e traz a insônia
Tira a paz que é tão pouca, tão frígida, tão momentânea
Acervo de peso
Um tumor não faz sentido, é mais preocupante
O som que as vozes fazem, são irritantes
Acariciar o corpo de alguém também é excitante
Também é fascinaste dizer depois de pensar
E acertar e conseguir conquistar, mais alguém
Mais um, mais peso para carregar
Mais vozes para perturbar
Não sei quando isso vai acabar
Eu deixei a inocência, eu tirei de mim para ir
E vou continuar, um peso que não sei como deixar
Eu vou levar eu vou aguentar.

28 de junho de 2012

Quando eu retornar

Ninguém precisa saber
Espero que... que seja da maneira mais sutil
Da forma mais discreta
Assim, os anjos não precisam fazer festa
Quando eu retornar
O Céu não precisa festejar
Isso... ninguém precisa comemorar
Eu tentei me aproximar
Eu planejei, fazer um traço
Correr no risco o não errar
Riscar vários erros que não consegui apagar
Tentei voltar, no dia que conseguir me humilhar
Orar, abrir meu coração, me confessar
Mas não pude me reconciliar
Pensei em tantas coisas que me prendem de voltar
Mas eu me imaginei lá
E por isso comecei a cogitar
Que quando eu retornar
Não precisa ser da maneira clássica
Com festa no céu, na terra e todos a comemorar.

21 de junho de 2012

Antídoto

Na verdade não estou tentando nada
Só estou me permitindo algumas coisas sem exceder
Mesmo assim dizem não me reconhecer
Parei de buscar o que mais queria encontrar
Acabou de verdade, não vou mais me apaixonar
Eu encontrei o antídoto
Mas a ferida parece ainda está aberta
Isso não tem cura
Meus sonhos não tem pressa
Minhas vontades eu sacio onde menos se espera
Um gelo não refresca, no coração há frio e pedras
Eu não furei a orelha para impressionar
Nem cantei a música que fiz para a dor passar
Não bebi o álcool para provar que posso fazer
Se não, não teria bebido vinho escondido
Tem mais coisas que ninguém pode saber
Isso dói, principalmente olhar e não me ver
Querer falar e nunca me dizer
Eu não vou vencer
Eu sei, eu vou continuar a morrer
Ninguém vai perceber.

20 de junho de 2012

Essencial

Essencial que eu me entregue totalmente
As águas passa, o vento e tudo muda
E a vontade de chorar ainda pode voltar
Trazendo desânimo e aflição
A tristeza e o coração apertado
Apertadoooooooo
Ja faz tanto tempo que eu estou aqui
Oh Deus não desisto pois te sinto em mim
E faço menção de chamar o Teu nome
Não me esqueço de Ti
Não esqueço da minha aliança contigo
De não desistir
Não vou dessistir
Pois o Teu amor e Tua paz
Teu Perdão e Tua presença é
Essencial, essencial para mim

15 de junho de 2012

Iconoclasta?

Insensível?
Diria melhor, imprevisível
Eu não sei falar de amor
De paixão, de todos os sentimentos bons do coração
Ou apenas esqueci, não sinta pena me mim
Estou bem, a raiva não passou mas estou aqui
Eu vi alguém me cuspir, me deu um murro no peito
Me pressionou para eu não fugir
Me agrediu e compaixão foi o que senti
Isso aconteceu mesmo, foi no tempo mais ruim
O mar estava ali, onde ainda estar
Não me ajudaram, e pedi tanto para orar
Por mim! Por mim! Orem por mim!
Acho que falei muito baixo
Iconoclasta?
Eu tento não pensar, eu tento te esperar
Eu tento sentir vontade de querer voltar
Eu olho para o mundo e ainda ouço sua voz me soar
Eu não quero te rebaixar
O que disseram, meu Deus?
O que fizeram, meu Pai?
Devolva-me

14 de junho de 2012

Livrai-me

Das caras santas de paz,
que me encontram por ai
Dos que transpiram alegria,
sorriso estampado, felicidade, ufania
Da cena deplorável de ternura ou amor
Livrai-me deste amor
Livrai-me do medo de ser sempre o que eu sou
Livrai-me de saber um pouco mais de quem já não me faz mais sentido pensar
Livrai-me das pessoas que me incitam a refletir e tentar
Livrai-me da as asas brancas uniformes
A qual não me deixa voar e chegar aonde quero chegar
Abençoa-me assim, e me veste de uma asa negra
Grande, forte que me leve aonde quer que eu queira
Também as canções que anjos venham cantar, me faça escutar
Livrai-me de toda vontade de pecar
De usar o meu corpo como outros fazem e gostam de se sujar
Mas sim, livrai-me do mundo pois eu não sou deste lugar
Me leva, me leva, me escuta, socorro, vem me libertar
Livrai-me.

13 de junho de 2012

Revelação #3 - Raiva

Várias lembranças contidas
Espremidas, espalhadas, escondidas
Acho até que explosivas
Um dia expludo junto
E levo tudo, levo o mundo comigo
Levo sem dúvida meu inimigo querido
Aquele anjo, um velho escolhido
A raiva me tomou
Acabou com tudo que há em mim
Alma, mente e até no espírito
Nada que não esteja infectado
Até meu coração vive assim
Raiva, se caso disser do que
Ninguém iria me reconhecer
E, eu já vi isso antes
Vou ter que chorar muito para isso passar
Ou simplesmente eu venha a estourar
Feito uma bola de ar
Não suportava mais
Mas sopraram-lhe um pouco de ar.

12 de junho de 2012

Revelação #2 - Rejeição

Senhor, eu não consigo olhar nos Teus olhos
Eu sinto medo, e todo e único medo é este
Me distanciei da Casa e da Presença Dele
Nele estava bem
E com Ele era sem igual, prazer de viver
Sabia que ia vencer todo dia, os dias todos
Que mergulharia, tocaria e voltaria para pegar fôlego
Deus sabe porque me afastei
Mas não te rejeitei, não por querer
Foi sem saber que iria tão longe
Se bem que queria até fugir e tocar no horizonte
Ou em qualquer monte, ou em qualquer fonte
Senhor, tive que me afastar
Não suportava mais estar
E nada ao meu redor mudar
Era para eu mudar?
Não! Era para eles mudar!
Tirei mesmo as coisas do lugar
Eu desejei contrariar, não esperava afundar
Por mim tudo pode desabar
Eu vou tentar não me importar
Mas vou voltar
Um dia, quando...
Você sabe, a hora já vai chegar.

11 de junho de 2012

Revelação #1 - Morte

Ela me adornou, me preparou, me explicou
Ela se inspirou e simplesmente falou
Eu iria conhecer a morte
Mas ela me revelou
Você precisa antes conhecer a vida
Me abalou e me inquietou
No mais, continuo
Falou, falou, falou
Me perturbou
Uma lágrima no olhar
Em saber, que todos esperam viver
Eu não sabia
Esperava ansiosamente morrer
Mas como poderia inverter as coisas assim?
Não era uma decisão que incumbia só a mim
Como não desejar morrer?
Como simplesmente gostar de viver?
Depois que ela acabou
Muito simpático, ele me mostrou
A morte
Todos desejam viver
Mas ela disse que depois não tem mais nada para acontecer
Isso não acreditei, ela estava inspirada, eu sei
Assim como não me reciclei
Nem todos esperam viver

10 de junho de 2012

Mudar Part. 6

A vida é assim
Não podemos negar a responsabilidade que carregamos
O dever de auto se avaliar
Nunca se contentar consigo e com nada
A responsabilidade de mudar

Quer fazer, faça!
Não pense
ou pense duas vezes sem
muito demorar
Por que planejar tanto para ir e falhar?
Se quer fazer, faça!
Sempre alguma coisa vai se mover
Vai sair de seu lugar
Tudo estar se reposicionando
Então que seja você que venha mudar

Eu entreguei  minha vida
A Ti, somente a Ti eu quis dar
Dei também, meu olhos, boca, mãos
Te dei a minha alma e o meu coração
Tu me deu de bom grado a arte santa de pensar
Pensar odiando o mau
E eu só quis continuar
Te entreguei o meu sangue
Mas Tu não pode aceitar
Me deixou sem graça
Perdi as palavras e parei de orar
Por que não pôde aceitar?

Quando começar, proteja seus olhos
Guarde-os perfeitamente bem
Pode ser o ponto fraco para revelar a alma
Prepare-se para tudo o que venham a falar
Se possível invente algo absurdo para impressionar
Mude a ordem, mude de lugar, assim como roupas pretas
Aprenda como se isolar, o bolo na garganta e a vontade de gritar
Deixe o medo pra lá, mude tudo o que puder
Refaça, relembre e não deixe te dominar
Não pense, mude tudo de lugar
É a responsabilidade que temos que carregar

8 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 05 O Monstro do Mar

Com meus sapatos nos meus pés
A coroa no seu devido lugar
No meu coração, o lugar mais sombrio que há
Sem muitas chances para pensar
Se correr muito e me jogar
No barco que balança muito ao vento
Mas que me protege do Monstro do Mar
Que não me deixa escutar
Sua voz suave, persuasiva ao falar
Eu sei, eu vou chegar lá

As vezes penso que eu e ele estamos ligados
Pois ele fica forte, todas as vezes que estou fraco
E se caio, se alimenta do meu percalço
Se paro, manipula tudo o que acontece
Fico perdido, só minha coroa e nem meu calçado
Talvez ele tenha levado
Talvez ele tenha me parado

Bem, eu tenho um segredo guardado
Um nome que a muito tempo é nos ensinado
Um socorro mais que necessário
Um abrigo para os fortes e os fracos
Um segredo, que pode mudar toda a história
A minha e a de quem precisar
Eu ouvi isso em algum lugar
Também que na Guerra vale assobiar
Pode-se até desmontar o corpo de tanto dançar
Tudo para manter-se o mais longe possível
Do terrível Monstro do Mar
Manter os pés calçados
E a coroa ao Rei entregar

Fim

7 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 04 O barco

E os zumbis, parecem me devorar
Monstros de toda mitologia
Apenas com os olhos
Estão a me matar
Estou morrendo
Mas não posso
Tenho uma coroa para entregar
Um lugar especial
Onde se pode até descansar
Tirar a lama dos pés e se lavar
Uma nova veste
O meu sapato aonde está?
Preciso correr mais rápido que o coelho
Mesmo com fome não vou experimentar
Todos estes venenos
Minha coroa eu vou conseguir levar

Por isso não falo como um morto
Um zumbi que tenta te levar
Um pedaço seu
Ou um fantasma a te assombrar

Vamos correr desesperados
Entremos no barco o vento forte nunca vai parar
Nem todos partilham do mesmo prato
Isso é normal, não se pode mudar
O Monstro do Mar pode aparecer
Mas estamos seguros
Não vamos afundar

Entre no barco
Este não pode falhar
Este salva sua vida
Te leva para o lugar
Onde se tem descanso
Onde poderei entregar
A minha coroa
O lugar mais distante do Monstro do Mar

6 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 03 Lugar seguro

Vestes muito sujas
Pés na lama e ninguém para lavar
Veja, olhe para todos os lados
Ninguém vai te ajudar

O Maior socorro vem do Céu
As vezes parece que demora para chegar
Mas não, vem no tempo certo
Antes de você ser mordido
Por zumbis ou pelo Monstros do Mar.

Ouvir falar que tem um lugar seguro
Um lugar que se pode até descansar
Mas é preciso trabalhar muito
É preciso de força para se dar
Muitos desistem no meio do caminho
Outros preferem nem se aproximar
Eu estou em um conhecido barco
Aquele que o vento costuma balançar

Eu quero de volta meus sapatos
Mas estive com tanta gente
E não sei com quem pode estar
Por isso parei, fiquei no mesmo lugar
E me leva quem se aproximar

Aqui passa raiva, passa o ódio
Espanta o que for bom e o que há
O que tem de ruim pode se achegar
Não fique por muito tempo
Olhos abertos a esperar
Uma mão, um socorro
Não posso me afogar

5 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 02 O segredo

Sugam a paz
Manipulam como deve acontecer
Querem sua alma
Entregue, vai ser melhor para você

Todos estão confusos e perturbados
Em níveis diferentes
Parecem até repartir do mesmo prato
Mas eu sempre vi muito claro
Não estão!

Me dê de volta meus sapatos
Algo confortável para andar
A estrada é obscura, fantasmas para assombrar
Coelhos apressados, cobras e o Monstros do Mar

Para levar a coroa de volta
Por onde terei que passar?
Um segredo poderoso levo comigo
Uma arma que pode mudar
Todo rumo da história
Da minha e de quem precisar

4 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 01 A coroa

Se eu não abrir o meu coração
Não é por falta de confiança
Eu só não quero dizer
Ou talvez possa até ser

Continuemos a correr assustados
Existem zumbis por todos os lados
Eles olham para você e desejam levar um pedaço
Espíritos tentam convencer o tempo todo
Que a solução é desaparecer
Sendo claro, é morrer

Não entregarei a minha coroa
Meu maior tesouro estar guardado
Trancado a sete chaves
No lugar mais sombrio que eu possa ter
No meu coração
Reflexos e aparição
Medo e assombração
E uma coroa, intacta para manter
E me dão venenos, mas eu não vou beber
Vou levar a minha coroa, só não sei como fazer

3 de junho de 2012

Direito de permanecer calado

Escrever é uma maneira que encontrei de não enlouquecer
Posso falar tudo o que eu quero dizer
Sem me comprometer, escrevo para não me esquecer
Se eu for jugado, serei considerado condenado
Mas tenho o direito de permanecer calado
Sem nenhum som ou desabafo
Mas não mais que de repente, silêncio violado
Interrogado, pressionado e declarado culpado
Segredo compartilhado
Arrependimento e sentimento de ser mal interpretado
Sem flores, pompas ou fautos.
Com raiva e muito descaso
Depravado, amaldiçoado, sem noção
Tenho algo melhor que no caso é pior
Mas permanecer calado, sem desabafo
Se eu precisar eu falo
Escrever só para não enlouquecer
Escrever tudo o que teria para dizer
Escrever sem me comprometer.

2 de junho de 2012

Tempo

Fiz um acordo com o tempo
E o meu tempo está acabando
Está indo muito rápido, está se esgotando
Muitas coisas se concertando
Outras parecem se quebrar
É uma sensação muito ruim
Querer mas não poder regressar
A chegada de um novo tempo
Algo se perdeu, algo se foi
E como recomeçar?
Como abrir mão dos planos
E simplesmente reaquitetar?
Um pouco de silêncio pode ajudar
Deixei todos os meus sonhos de lado
Não quero mais sonhar
Quero fazer outras coisas
Se ao menos o tempo fosse meu
Eu faria ele parar
Mas não é, ele vai acabar
Vou perder tudo isso
E terei que recomeçar

1 de junho de 2012

Nada parou

É péssimo ter apenas uma fagulha de um sonho ruim que incomodou a noite toda
É uma forma de desrespeito se sentir só quando se tem alguém com quem contar
É assustador os que falam coisas inteligentes sem muito relutar
E os que escutam também tem o direito de esbravejar
Claro que sim! Por todo silêncio do mundo e a forma de amar
Esqueça tudo que passou, esqueça de mim, por favor
Achei que quando eu parei, tudo parou também
Aí abri os olhos e pecebi, que tudo se move
Nada parou!
Aí eu descobri que todos podem seguir seu coração e errar
Pois todos tem sempre a chance de ser redimido, Deus vai perdoar
Mas quando vem a raiva, pode ser por tudo, de mim ou de nada
Não gosto de tentar, gosto de acertar ou errar
Aí olhei para dentro de mim, e vi, vi que nada parou.

28 de maio de 2012

O sinal

No momento mais conturbado
No segundo mais crítico-inanimado
Exatamente quando pauso as estrelas cadentes
As que são vistas lá no céu
Mas que partem da minha mente
Vem um vento que me derruba e me prende
Com cara de pessoas boas
Que dizem o que sentem
E me falam coisas morais e decentes
Por um momento eu escuto mas me pergunto
Por que elas mentem
Parecem apenas permutar
Dizem o que tem e espera o que tenho a contar
Eu não vou falar
Vou morrer com este segredo
Eu não quero confessar
Eu fiz o mal
Da mesma forma que planejei o sinal
Disse que ao cair da estrela iria dormir
Antes não sabia que haviam tantas assim
Bem, eu orava muito antes
Depois fiquei fraco até que caí
Mas ainda estou aqui
E não sei o que farei
Sentiria vergonha de ser comparado a todos vocês

26 de maio de 2012

Vazio

Quando eu precisei, eu forcei
Mas deixei que acontecesse naturalmente
Todas as coisas pareciam voar
Eu apenas me deixei levar
Ventos, pensamentos, não quis evitar
Mas hoje ao acordar, depois de me levantar
Me organizar e ao sentar para trabalhar
Senti um enorme vazio
O lugar que Deus costumava estar
Onde colocava minha mão para orar
Doía muito ao se apertar
Sua voz, Sua presença, Seu amor
Onde está?
Quando pensei que poderia fazer tudo
Eu pensei em Ti diversas vezes
Agi por um impulso, não queria Te assustar
Não pretendia te tirar do seu lugar
Agora estou confuso
Muito confuso
Eu não sei se sou eu ou Você
Quem tem que voltar?

25 de maio de 2012

Ao Rei (2/2)


Eu vou me levantar, vou entrar na presença do Rei
Ainda que Ele não me convide a me a chegar
Um surto que me deu, algo me fez relembrar
Uma voz que saiu do meu coração
Algo tão puro e doce para fixar
Na mente, na boca, o jeito de falar
Lembra Senhor, prometeu sempre me amar
Eu sinto raiva, e me dói muito nunca conseguir desabafar
Por isso do nada eu choro
Meio que rezando, Te imploro para me deixar
Depois preciso me desculpar
É tudo questão de intenções
E sei que não vai funcionar
Pois preciso que me proteja de tudo
Um cachorro que seja
De tudo que possa me atacar
Tu vive a me sondar
Sabe o que eu sinto
O que eu penso e por onde tenho a andar
Mas não quero conversar
Não quero falar sobre isto
Mas alguém vá ao Rei por mim
Diga que não sou mais feliz
Desde o dia que deixei a raiva me tomar

24 de maio de 2012

Ao Rei (1/2)


Este sou eu, decidido a ir em frente
Seguindo os meus pensamentos
Levando o peso das minhas correntes
Mais preso como nunca pensei em um dia estar
E estava lá em cima
Onde nunca mais vou conseguir chegar
Eu fui dormir
E sentir toda escuridão da noite me sufocar
Achei que nunca mais ia acordar
Não neste lugar
Achei que nunca esqueceria de desejar
Que me abraçasse para não me sentir
Cada vez mais me afastar
Mas se tem alguém que ainda pode se achegar ao Rei
Peço por mim que vá, entre no Seu Santo lugar
Quando se prostrar, lembre-se de mim
Lembre a Ele
Diga que eu estou aqui, falem de mim
Diga que fugi de Casa e me perdi
Peça para que ele mande alguém aqui
Para me avisar aonde posso O encontrar
Mas que traga um pouco de ânimo
Pois já estou tão preso que não sei como me livrar
(Continua...)

23 de maio de 2012

Mais um percalço


Eu não tenho mais vontade de chorar
Eu tenho vontade de sumir
Toda minha coragem se foi
O medo tomou conta de mim
Fechei os olhos
Apaguei as luzes 
Percalço que criei para me trair
Eu traí, eu menti, eu fingi 
Com o tempo eu parei
Mas não teve jeito eu errei, eu voltei
E me ferir
Tão forte, de tal forma
Vou levar só para mim
Fiz de novo, mas queria corrigir
Isto é, corrigir a forma de cair
Não é tão triste assim
Na verdade é até bom
Quando se pensa em ser só
Só fica o medo
Vai a coragem
Ninguém para cuidar de mim
Vem a vontade de sumir
Olhos fechados
Mais um percalço, eu vivi
Mais um que vou levar só para mim

20 de maio de 2012

O mundo sem mim


Comecei a imaginar o mundo sem mim
Como seria se eu nunca estivesse aqui
Por um momento comecei a lembrar
De muitas coisas boas que vivi
Belas palavras e um doce olhar
Um mundo tão bonito de histórias para recordar
Encontrei tanta gente boa
Algumas já não as vejo como antes conheci
Sinto falta de um abraço bem apertado de Luo e de Gui
Penso em todos o tempo todo
Esquecendo as vezes até pra onde ir
Bem, um mundo mais belo, um mundo sem mim
Afinal, como seria se eu não estivesse aqui
Bolas que estouram e confetes a explodir
Muitos pulos em cima do barro
Senti alguém pisando em mim
Sorrir muito e se divertir
Agora todos estão me perdendo
Mas ainda não estou preparado para poder ir

19 de maio de 2012

Escondido a sorrir



Eu disse que iria fazer assim
Fui lá e fiz sem pesar e sem medir
Sem chorar, fraquejar ou desistir
Acontece que eu fiz uma promessa
Comigo e somente pra mim
Esquecer completamente essa coisa de amor
Isso nunca foi para mim
Nem sei porque eu insisti
Cometendo os mesmos erros
Como se gostasse de me agredir
Dei a volta por cima
E agora estou aqui
Não sei se estou feliz
Mas estou escondido a sorrir
Tem algo que queria fazer
Mas como faria para ninguém decobrir
Se eu fosse pego não saberia disfarçar
Descobri que desaprendi a mentir
Mas preciso ir lá e eu vou fazer assim
Sem chorar, fraquejar ou desistir.

18 de maio de 2012

Nada me prende mais


Escondi meu coração por trás de um sorriso
Entreguei em Tuas mãos tudo o que eu sinto
E nada me prende mais, nada me prende
Seja como for, ainda que me doa
Seja como for, que seja do Seu jeito, Senhor
Pois tudo o que eu quero
O que eu mais preciso
É me esquecer de tudo
É me livrar do mundo
Correr e Te adorar
Me livra da dor e das lágrimas
Me cobre de amor, me lava
Vem me tocar, sei que não há
Correntes na Sua vontade
E nada me prende mais
Nada me prende
Se não a Tua imagem
Tão viva na minha mente

17 de maio de 2012

Mudar (Part. 5)

Me leva um sorriso se parecer uma obrigação
Me tira a paz, me dá confusão
Eu não quero ser forçado
Eu quero ser bem interpretado

Mudar, juntar as mãos e orar
Pedir incessantemente, suplicar
Implorar loucamente ao Deus
De toda terra, céu e mar
De tudo que existe nela 
E tudo que nela há
Sim, pedi para mudar
Mesmo sem ter fé, sem acreditar
Ainda desejo, que Tu possas me escutar

Aquele que me pede com cara natural
Sem se quer mudar seu ar
Me pedindo para que levante a cabeça
Ou insistindo que eu coma para engordar
Eu não vou perdoar!
Talvez eu fale mais alto para agradar
Se este for o caso, eu posso até interpretar
Fingir que sou assim sem ser
Ou que sempre fui, mas não deixei ninguém perceber

Como eu sou?
Eu não sou o que todos ver
Eu não faço por querer
Eu não sei como acontece
Eu te peço para não se aborrecer

Mas não tente me obrigar
Mudar eu já disse e digo mais
Acontece, uma relação de pessoas e lugar
Sonhos para repensar
Caminhos para traçar, sair da reta, regredir, voltar
Desviar, tapar os ouvidos se sentir pressionar
Fechar os olhos, incomodar, fazer um esforço
Saber parar, não se ferir, nem se irar
E se for assim, então mudar
Não por obrigação, mas por muito implorar
Rachar a consciência, se falar um pouco mais alto
Talvez eu faça escutar.

16 de maio de 2012

Ódio



"Eu não te amo" por isso já vivi
"Eu te odeio"
Eu queria ter o prazer de ouvir
Poderia até ser de alguém que nem olha pra mim
Queria que falasse olhando nos meus olhos
Com todo sentimento
Puxando toda sinceridade de dentro de si
Queria ter este prazer de sentir
A dor depois de algumas palavras
Dirigidas somente para mim
Como iria reagir, como poderia retribuir?
Não existe mais escuridão que possa me cobrir
A não ser do ódio perfeito
Ódio que nunca vivi
Seria muito para mim
Muito dedo na garganta, vomitar
Me engasgar, cuspir resíduos, e se for assim
Me dê este prazer, eu quero descobrir

14 de maio de 2012

O cão, a ave e o homem


Ele se distanciou de todos os amigos
Desde do início em muito se equivocou
Ele queria se esconder no seu maior abrigo
Ele não tinha medo do impossível
Ele correu um caminho reto
Foi em busca do mais lindo lugar
O céu, as pedras e o mar
Somente para poder conversar
Resolver tudo isso
Um novo rumo para se tomar
Havia demônios naquele lugar
Toda a anomalia e como raciocinar?
Tinha que ser naquele momento
De frente para o medo mas sem paralisar
O mar transpareceu até que sumiu
As pedras e tudo de lá
Um cão, uma ave e um homem
Ele sabia, não eram para ajudar
Ele tinha que fujir de lá
Mas não tinha decido
Só falara que iria se entregar
Que iria parar, que sedeira e não poderia mais estar
Ele, tomado pelo medo e o medo a se aproximar
Ele tentou se contornar
A ave estava alucinada pronta para atacar
O cão despertava medo e nem precisava se levantar
O homem parecia ser bom, parecia ser ladrão
Mas não tinha o que levar, por que se aproximar?
Muita agonia e mais uma vez ele iria fraquejar
Não tinha nada de bom
Que pudesse o amparar
Ele sabia que lhe fora permitido
Que chegasse aonde quisesse chegar
Ele correu de novo e agora para voltar
Voltou o mar, as pedras e tudo de lá
De volta para realidade decidiu
Um segredo que não pode revelar
Um acordo com o tempo
Um monte de coisa para desvendar

13 de maio de 2012

Almas



Eu não consigo ver o valor dessas almas
Agora eu não sei o que poderiam mover
Nada tem, de nada servem
Eu não vou me responsabilizar por elas
Não sei que diferença fazem
Não sei ou imagino o seu destino
Eu não vou me culpar por elas
Eu não vou!
Almas completamente arrasadas
Não perderam nada
Pois nada nunca tiveram
Acham que isso é vida
Acham até que estão por cima
Eu não vou mais pensar nelas
Por mim, deixa assim como está
Estamos todos afundando
Estamos todos caindo
Estamos indo para o mesmo lugar
Mas eu não vou parar de tentar
Não por causa delas
E se eu eu algum dia tomar um fôlego
E se eu voltar a respirar
Eu não vou chorar por causa delas.

12 de maio de 2012

Certo e errado




Espera, agora deixa eu falar
Não vale, não vale a pena mesmo olhar para as coisas ruins
Doeu muito até descobrir
Eu bem que queria que você entendesse
Mas talvez seja necessário
Que você erre para que você aprenda
No final a gente descobre que uma vida pura
Limpa, santa e imaculada é o que realmente é felicidade
Entende?
Eu estou correndo por aí para descobrir
Se estou certo ou errado
Como se eu não soubesse a diferença
Bem, eu estou todo errado
E só Deus para me salvar
Mas se quiser ajuda, eu posso te ajudar
Sei lá como...
Mas se quiser saber o que é erro
Também estou aqui e se quiser nós podemos ir
Mas não vale a pena, vai querer mesmo assim?
Perguntar "entende?" é uma forma simples
De irritar, distrair e persuadir
Você vai dizer que sabe, sem ao menos refletir
Parece uma boa proposta
Mas insisto, não vá, faça o certo, fique aqui.

11 de maio de 2012

Placebo


Se nada vier ao meu favor a fim de me ajudar
Eu vou ter a mais estranha sensação de cura que há
Vou acreditar fervorosamente que estou bem
Que estou  perfeitamente bem
Independente do meu real estado e lugar
Puxar o ar sorrir e falar
Andar além do que os meus pés podem suportar
Sonhar muito, senti me alegrar
Dizer sempre: está tudo bem!
Para todos aqueles que me perguntar
Até se olhar dentro dos meus olhos
Eu vou conseguir os enganar
Pois é um placebo
Vou usar este antídoto e vou me curar
Isto é, eu vou acreditar

10 de maio de 2012

O silêncio dos silêncios



Eu estava mais uma vez com medo
Assustado, desesperado, inquieto e atordoado
Estava com vontade de chorar mas o motivo era nobre
Era uma enorme vontade de levantar da cama e orar
Falar com Deus e perguntar o que aconteceu
Eu fui, fui mas não chorei, mas eu juro, eu orei
Falei com Deus, dizia que queria voltar
Pois estava descontrolado e não sabia mais como parar
Orei olhando para o céu, e só Deus sabe como eu gosto
Falei, desabafei, quase chorei, me engasguei, gaguejei
Levantei um pouco as mãos, mas logo as abaixei
Me encurvei, Te implorei, Te esperei
Não Te escutei
Fui dormir, é sério, eu queria voltar a Te sentir.
Me entristeci
Mas não foi apenas o silêncio dos silêncios
Foi mais o que eu entendi
Tudo de mal que eu fizer, estou fazendo contra mim

8 de maio de 2012

Sujo


Eu me permiti
Eu errei feio
Eu trair
Sujo! Eles me chamam assim
Os demônios de pernas de galinha
Não tem como não escutar
E as vezes penso
Não tem como não concordar
Estou sujo mesmo
E até quero me limpar
Mas sou parado pelo medo
Medo de depois de limpo me sujar
Já aconteceu mais de uma vez
Eu me lavei
Eu tropecei
Eu me sujei
Sujo! Eu estou assim
Mas eu queria estar limpo
Nem que seja um caminho limpo para ir

7 de maio de 2012

Mundo


Só não sabe quem não quer saber
Eu dou todas as pistas possíveis
Para pelo menos meu melhor amigo me entender
Sem que eu precise dizer
Eu não tenho problemas
Eu tenho culpas e falsas alegrias
Grandes armadilhas de pequenas fantasias
Eu faço tudo o que não se pode
Eu me arrisco ser condenado
Cometendo inúmeros pecados
Acho que tudo isso só para ter a maior certeza
De que eu tenho que saber aonde eu devo ficar
Aonde realmente é o meu lugar
Sim, buscar a felicidade em todo lugar
Até nesses becos da noite se eu precisar
Em tudo que o mundo tem para dar
Beijar, fumar, transar, xingar 
Experimentar uma boa bebida depois cantar
Sem parecer vulgar
Sem mudar o sorriso
Sem mudar o timbre de falar
Para que seja tudo segredo
Vou negar até se alguém me perguntar.

4 de maio de 2012

Algo estranho


Como dizer...
Eu não sei como começar a explicar
Quando eu saí a intenção era voltar
Bem, um imprevisto aconteceu
Eu me deitei e comecei a viajar
Um velho caminho que eu não costumava andar
Garganta ardida
Mais um pouquinho e água para disfarçar
Qualquer coisa para comer e ninguém vai perceber
Ela é genial, boa para desinteressar
Algo estranho aconteceu
Doía muito, hoje só se eu lembrar
Há tantas coisas para fazer
E eu acho que vale a pena experimentar
Mas já estou tão distante
Estou com preguiça de voltar
Eu espero que mude do lado de lá
Enquanto isso, tudo certo
Vou continuar a viajar sem sair do lugar.

3 de maio de 2012

Juro solenemente

Você já desejou não desejar
Não querer e não saber amar
Já desejou?
E já deixou a desejar
No tocante a se apaixonar?
Eu já.
Assim, falhei muito
Mas não vou mais errar
Tenho certeza
Porque eu não vou mais me apaixonar
Prometo, juro solenemente
Também não vou amar
Não vou fazer nada de bom
Vou secar, vou ficar de lado
Vou ficar sozinho
Esperar todo tempo passar
Quando passar espero ter sumido
E se me for possível
Não ter reaparecido em nenhum lugar

2 de maio de 2012

Paciência

Estou sem entender este repentino aperto no peito
Esta sensação de não ter feito algo direito
Um abafamento que esfumaça todos os bons pensamentos
A vontade de chorar ao pensar em um costumeiro lamento
Que horror, esse mal não passou, não acabou?
Vem, pode vim, fica do meu lado e não me deixe dormir
Faça de tudo para que eu afunde, o mais fundo
Venha com sua escuridão e desague sobre mim
Paciência, o meu maior tesouro
Paciência, o mais importante eu aprendi
Paciência!
Afinal, como iria suportar tanta dor
Meu drama é real
Como vou? Eu não vou porque eu não quero ir
Vou continuar aqui, vou observar tudo
Até que todo o mal se canse de mim
Mas devo te pedir, vem, pode vim.

29 de abril de 2012

Um caso

Não quero que um caso vá e venha outro
Se de repente não vier ninguém
Se eu ficar só eu vou ficar bem
Vou estar muito melhor
O problema é se sempre faltar
Aí vai ser muito ruim, vai ser péssimo
Tenho medo de algum dia
Eu ser surpreendido e que saibam
O motivo da roupa preta a noite
E um boné e a mudança de fisionomia
Olhar para todos os lados
Se esconder até das típicas vias
Os becos são mais seguros
Se não passa carros, ônibus
E tem os altos muros
Muros largos e altos me lembram
Ao apocalipse, isso me dá medo
Mas eu nunca paro, sou um alucinado
Sem pudor e sem freio
Ninguém vem na real, sou eu que vou
Eu sei que quando estou só estou melhor
Mas e se sempre me faltar
E se nunca mais eu encontrar um caso
Aí vai ser ruim, vai ser péssimo.

24 de abril de 2012

Megalomaníaco

A cada dia que se passa eu descubro mais coisas
Eu me torno mais forte e mais poderoso
Menos carnal e mais espiritual
Ou diria até, mais equilibrado e menos desajeitado
Hoje estou mais ávido
Daqui a pouco tempo não consigo imaginar
O tamanho do nível que vou estar
Tenho tantos segredos que se eu ousasse citar
Para os outros seria loucura, ninguém iria acreditar
Acho que não preciso mais respirar
Nem beber água, preciso de algo novo
Algo que não foi dito no plano
E tem gente que sabe só de olhar nos meus olhos
E tem gente que nem desconfia ainda que esteja
O mais perto de mim, gente que perdeu a visão
Que cavou e se encontrou com seu horror
Fechou todas as portas, paralisou
Comecei com um acordo
Um homem, um cão e uma ave de rapina
Foi uma grande decisão a ser tomada
Eu fazia ideia aonde iria acabar
E a mim foi concedido chegar aonde eu quisesse chegar
A dor e a coragem de decidi parar
A finalidade era uma eternidade assim que me preparar
Assim que estiver pronto
Para tudo que ainda tem pra mim
O plano continua e pretendo levar até o fim.

21 de abril de 2012

Uma fresta de luz (2/2)

Uma fresta de Luz brilhou
Passou por entre toda raiva e rancor
De todas a decepções relacionada a amor
Do ódio que em mim brotou
Me tocou
Me levantou
Me fortaleceu
Estava lá eu
Abaixo do chão
Cercado por inúmeras prisões
Caído, perdido e sem visão
Esquecido, doente...
Bem, ainda estou
Mas...
Uma fresta de luz brilhou
Me fez me sentir vivo
Me abriu um sorriso
Me deu um pouco de alegria
Momento de ufania
Espero que dure um pouco mais
Estou me sentindo tão bem
Louco para sair por ai
Correr, abrir os braços
Gritar bem alto
Me encontrar
Abraçar meu Deus
Matar esta saudade
E se pudesse nunca mais voltar para lá
Abaixo do chão
Preso na mente
Ferido nos pés
Fraco nas mãos
Triste nos olhos
Vazio no coração
Mas é apenas
Uma fresta de luz.

20 de abril de 2012

Uma fresta de luz (1/2)


Abaixo do chão
Preso na mente
Ferido nos pés
Fraco nas mãos
Triste nos olhos
Vazio no coração
Em busca do Desconhecido
A paz, um sentimento ou sensação
Estou caído, entre prédios perdido
Ar poluído, pouca respiração
Abaixo do chão
Uma fresta de luz
Do sol ou de Deus
Do mal que me moeu
Do ódio que nasceu
Não sei como aconteceu
Me dê sua mão
Me tira do chão
Me mostra Tua Glória
Me dá uma visão
Me manda um sinal
Me inspira uma canção
Me cura em segredos
Me dá uma paixão
Me revela Tua face
Me mate e me ressuscite
Me tire daqui
Me ensine a sorrir...

18 de abril de 2012

Eu preciso gritar



Estou abafado, sufocado, entalado
Um grito estagnado na minha garganta
Se formou pois não tinha como falar
Estava olhando para o mar de lembranças
Enquanto via o tempo se fechar
Fechei todas as janelas
Que deixavam os pingos de chuva me molhar
O caminho se ia e eu não sabia como evitar
E chorei, aliviou a vontade de gritar
Mas senti tanta raiva
E entendi, falta pouco e parte da dor vai acabar
Tudo vai mudar, tudo vai mudar
O coração batendo mais que aceleradamente
E sem saber como começar
Mas antes eu preciso gritar
Liberta a alma
Foi isso que ouvi falar
Estou com tanta raiva que mal consigo respirar
Estou atordoado, eu preciso gritar
Eu preciso berrar, eu vou pirar
Tenho que fazer silêncio para não assustar
Estou pirando de verdade, preciso logo acabar
Resolvido! Vou falar, vou falar tudo
Mas antes disso eu vou gritar.

17 de abril de 2012

Culpado


Até que se prove o contrário: Culpado!

Sim, culpado apesar de estar completamente desarmado
Muito perdido e um tanto fraco
Preso é claro, mas quem não está? 
Não existem inocentes em nenhum lugar
Quem pode me julgar
Nem de mim eu posso falar
Quanto mais...
Quanto mais o tempo passa mais eu descubro
Que eu não gosto de flores e cada dia detesto mais
Se forem vermelhas, bonitas e até se forem negras
Se tiver um espinho e me der o prazer de me espetar
Posso levar comigo e guardar até que venha a murchar
Sim, culpado porque eu quis vim por aqui
Eu tinha toda direção e aparentemente uma multidão
Que iria caminhar comigo e me servir
Eu, culpado por não saber conter o choro
Por me irar além de me vingar
Por pensar que não sabia amar e é agora que não sei
Já disse uma vez, mas vou repetir
Não darei meu coração até para quem merecer
E eu sei, eu sou culpado por isso
Isto é, estas flores só de espinho em mim
A me espetar e me ferir, ferir, ferir.



16 de abril de 2012

Escrachado

Não é que eu me sinto só
Eu me sinto mesmo é rejeitado
Os planos de Deus são diferentes dos meus
E eu tento ir do meu jeito
E cada vez mais escrachado
Por que é muito mais rápido
Do modo que eu quero
Da meneira que eu vou e faço
Mas não está rolando
Não sei se isso faz parte dos Teus planos
Aliás está tudo demorando
O que sei é que já avisei
Não vou mais mais dar meu coração
Até para quem mereça, não vou!
Estou com tanta raiva e meio sem noção
Eu preciso descontar em alguém
E desta vez não vai ser em mim mesmo
Senhor, mas por favor faça tudo do seu jeito.

15 de abril de 2012

Dor

Ainda me lembro de tudo que você me falava
Posso lembrar até o tom das tuas palavras
Ainda posso me ver chorar naquele mesmo lugar
Sangrar um pouco seria melhor que lamentar
O tempo todo, nunca esqueço
E sei que isso nunca vai acabar
Um silêncio eterno
E a vontade de regogitar
Aliás deixa pra lá, tanto tempo faz
Tantas horas já se foram, tantas coisas eu já perdi
Vou fingir que já esqueci
Vou dizer até para mim
Que não existe dor
Não tem como mudar
Não tem como seguir
Não tem como arrancar isto de mim

14 de abril de 2012

O fim


Três, dois, um, zero
Pronto, acabou!
Nem mais uma chance se quer para o que se chama de amor
Deixe-me viver agora um pouco o rancor
Minha doce e momentânea alegria já passou
Acabou!
Eu acho isso perfeito, isto é, ninguém está me vendo
Ninguém sabe, ninguém faz ideia
E ninguém percebe que está me perdendo
Nem minha mãe, imagino que meus peixes
Então me deixem emagrecer mais
Vou me vestir bem e cortar o cabelo
Vou continuar a me admirar diante do espelho
Vou continuar fingindo que estou bem
Eu sei, eu já conseguir disfarçar melhor
Mas agora tanto faz, é o fim
Não posso voltar atrás
Quero agora ficar sozinho
Quem sabe encontro a paz.

12 de abril de 2012

Outra vez


Eu queria fugir  para bem longe
Onde não tivesse mais ninguém saturado de mim
Eu queria conhecer um outro lugar
Onde eu pudesse recomeçar, outra vez
Eu queria o meu Pai, como antes
Eu quero mesmo mesmo
aprender a viver a gostar de estar
A vivenciar tudo quanto eu sonhar
Explorar o desconhecido
Desvendar este homem que não  morreu está vivo
Queria um novo sopro em minha narina
Como se estivesse acabado de receber a vida
Se eu saber onde se esconde
Ou onde te encontrar...
Dizem que estás em mim
Mas já começo a duvidar
Eu saberia se estivesse tão perto
Mas eu sei que longe não está
Pois Ontem quando eu orei
De novo te sentir me abraçar
Isto é, outra vez
Por isso queria recomeçar
Mas teria que ser longe de tudo daqui
Longe de mim e deste lugar.

10 de abril de 2012

Mal feito, feito


Eu só queria uma expressão
Uma palavra que fosse tão forte 
a ponto de remover de mim 
toda minha culpa 
e todo o peso do meu coração
Desculpas, mil desculpas
Eu estou aqui a implorar
Perdão, eu não sei me perdoar
O que dizer? O que gritar?
Como acalmar esse sentimento tão ruim
Que me toma assim
Que não veio por um acaso
Vem com mais um  pouco de fardo
E desaba sobre mim
É o mal que eu faço
Feito somente contra mim
Ainda que envolva outros mais
Mal feito, feito 
Mas feito cuidadosamente
De modo que só eu possa sentir.

8 de abril de 2012

Agora não!


Tem algo acontecendo no meu coração
Eu não sei bem como explicar
Tudo começa na minha mente
Aquela opinião veemente de não querer voltar
Eu digo que não sei como
Que esqueci o caminho, cansei, errei, fraquejei
Mas é porque eu sei com uma límpida sutileza
Agora não! Eu não estou pronto
Isso é muito sério
Preciso saber com quem contar
Geralmente quem me pede para voltar
Com certeza, a mais absoluta certeza
Não sabe nem onde eu vou estar amanhã
Assim que a noite chegar
Não sabem quase nada de mim
Nem sabem ao certo porque eu decidi me sair
Então, por favor, me poupem
Eu não quero e não vou me permitir ouvir
Eu quero ter com quem contar
Não é alguém que cuide de mim
É alguém que esteja lá e queira me ouvir
Por isso sem a mínima condição
Por isso repito: agora não!
E tem mais, que se dane o que se passa no meu coração.

5 de abril de 2012

Sombra



Vontade de pedir perdão
Mas não sei como começar
Se pirei, se chorei em demasia
Não preciso me explicar
Não preciso esclarecer o porque
Não preciso dizer pois não vou fazer
É que ela ainda estar aqui
O tempo todo bem perto de mim
Quando penso em caminhar
Se cogito em de novo tentar
Me distraio com ela
Mas é ela que me chama e me segue
Minha sombra, meu mau, minha dor
Meu erro, meu maior vacilo
Eu quero mesmo pedir perdão
E se tentar até consigo
Mas ela vai voltar
E continuar a caminhar comigo.

4 de abril de 2012

Céu Belo

As vezes me perco em pesamentos
fico imaginando mil coisas
penso em estrelas cadentes
Águas vivas e caravelas
Nos perfumes mais doces e mais ásperos
Nos sonhos de terror e suas escadas sem fim
Nas noites que passou e que não consegui dormir
Procuro uma maneira, mas não consigo descobrir
Como acabar com todos os meus medos
Terei mesmo que enfrentar e se fujir
E se for pego, e se eu cair, e se se sofrer e se for o fim?
Daí começo a lembrar de coisas que não vivi
Uma mão que me levanta
E me leva, me tira daqui
Não sei como é o seu rosto, nem consigo imaginar
Mas eu amo a sua voz que só me pede para ficar
Me dizendo, não vá, não vá
Mas eu já fui e às vezes dói não querer voltar
E ainda fico a recordar, daquele lugar
Um céu belo, um belo lugar para se estar, para se morar
Bem, quando isso acabar eu quero voltar para lá.

3 de abril de 2012

Céu de Bronze


Existe uma força inexplicável
No toque das pontas do dedo
Nas palavras ditas com convicção
Cheias de sentimentos ditas com o coração
A última vez que senti um poder sobrenatural
Não foi quando me prostrei e busquei
Foi da forma mais informal
Foi exatamente quando comecei a entender
E a me convencer do que tinham a me mostrar
Eu entendi tudo e contra quem me voltar
Foi ai que escutei uma pessoa orar
Não era exatamente para mim
Mas não poderia deixar de compreender e ouvir
Fazia menção em expelir
Todo e qualquer Céu de bronze dali
Dizia para não se entender
falava como os anjos costuma dizer
Mas eu entendi tudo o que ouvi
E comecei a sentir como se um milhão de demônios
Estivessem brocando a minha cabeça para fugir
Como no lugar dava para ver o céu
Não deixei de olhar
Estava tudo escuro como agora está
Depois disso, nada mudou
Tinham muito mais a dizer
E eu ouvi pois tinha muito a aprender.

2 de abril de 2012

Céu Nublado


Quando ou se eu for dormir
E se amanhã eu acordar
Pelo menos nas próximas quatro horas
Se qualquer coisa não me dar
Um bom motivo para eu me alegrar
Loucamente a ponto de rir e querer me abraçar
Vou desejar que o céu escureça logo
Que as flores murchem
Que as cores sumam
Que as vozes se calem
Que venha a lua e traga a noite
Que nem faça calor, faça frio
Que eu tenha mesmo medo
E em meio ao medo e frio tenha arrepio
E neste silêncio, rodeado de cores negras
De noite, sem qualquer perfume de flores
Ao olhar para cima quero ver
O céu nublado, mas que não chova
Se chover, terei uma sensação boa
Um motivo para me alegrar
Ainda que na pele caia uma única gota
Quando ou se eu for dormir
Vou sentir vontade de me abraçar e até rir

1 de abril de 2012

Mudar (Part. 4)

Para quem ainda tem esperança:
Brigue de verdade
Lute ainda que apanhe muito e até sangre
E se cair levante
De preferência não conte com ninguém
Como vai ser muito difícil, conte com poucas pessoas
Mas acredite que é possível chegar aonde você quer chegar
No mais, lute para mudar

Lutar para mudar
é nada mais do que enfrentar o
Como você é e como você gostaria de ser
E você vai vencer, até porque se algo acontecer
E se por qualquer motivo você sair e perder
Você vai mudar
Talvez deseje até mesmo se igualar ao inverso
Imagino que vai se angustiar, se irar
E quem sabe comece a fazer de tudo que não se pode
Isto é pecar

Na tentativa de mudar e se desistir
Vai parecer que a saída é se isolar, se entristecer
Amar ser mais quem é você, ou quem você pensa que é
Se estiver com sorte e se o dia for ruim
é melhor que fique no quarto de luzes apagadas
Escutando qualquer música que te faça sentir muito mais ruim
Estou falando isso, pois comigo acontece assim
O pior de tudo é se desejar desabafar
Eu tenho certeza que a culpa não vai deixar
Assim, prenda o choro, guarde tudo só para si
Vai começar a  doer muito
Vai começar a ficar insuportável
Mas não chore

Bem, como eu dizia...
mudar é a luta de como você é ou estar
contra quem você quer ser, como você quer ficar
E se leu até aqui, meu último conselho
é que lute mesmo para mudar
mas não desista, nem saia
O inverso é o ruim até começar a gostar.
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