30 de setembro de 2012

Mudar (part.9)



Depois de tanto, tanto tempo
Chego a mais certa conclusão
De que mudar, não é simples
De que mudar é como voar
Abrir as asas e sem medo se arriscar
Talvez, planar bem leve e sentir o ar
E se não der ceto, não conseguir
Cair, se quebrar e se ferir
Mas se levantar!
Tenta, tentar, tentar até conseguir

As vezes paro para pensar
E não sei se você já pensou
Que... Que tudo um dia pode mudar?
Que todo o beijo que é negado
O abraço que é abafado
Pode surpreender-se com um nunca 
que cada dia fica mais perto de chegar?
Que tudo acaba
E eu também aprendi a negar
Por mais que eu queira me lançar nos braços
Ou dar um simples beijo
No rosto, ombro que seja
Eu não faço

Por isso também eu tenho medo
E se eu mudar, mudar tanto
Que nunca mais possa me achar
E se for assim, eu correr
Na intenção de encontrar
O lugar mais alto que eu possa estar
E quando encontrar
E quando chegar lá
E quando chegar a hora de me jogar
Não de me suicidar e me matar
Mas de abrir as asas e me arriscar
Será que iria lentamente planar
Ou mais uma vez, iria, cair, quebrar e me ferir?

22 de setembro de 2012

Um Abraço



Todos os dias
Todas as noites
Antes de dormir
Depois de todas as dores
Te peço, me abrace.
Minha oração
O mais sincero pedido do meu coração
Nunca rejeitado
Sempre aceito, pelo meu Deus
Meu Senhor, Meu amado
Meu lindo, meu tudo, meu gato
O único que imagina a dor que tenho enfrentado
E que sabe toda ira e raiva que tenho guardado
Que conhece meus passos
Meus caminhos, meus pecados
Eu não sei mais o que faço
Não me acostumei a viver sem Teu abraço


21 de setembro de 2012

Ninguém entende



O céu nublou
De nuvens roxas se encheu
Espere! Não era nada
Foi só o medo, a raiva
O ódio que me envolveu

Andei pelas ruas com fone no ouvido
Som estourava os tímpanos
Perdi os meus reflexos
O que há de errado comigo?
Prédios eram vultos
Vestido de preto, feio, me sentia bonito
Rápido ia como quem é perseguido
As vezes corria e parava
Mas esperava os carros parar nas vias

Gota de lágrimas no olhar
Embaçava a visão
Bloqueava as coisas boas de se pensar

Que chova Já!
Para de me enrolar!
Isso não vai passar
Eu fui traído
Ninguém entende
Eu vou me vingar
Eu vou surtar
Eu... Eu vou pirar

No mar fui batizado
E lá tentei me afundar
Corria feito louco
É difícil de falar

Acabei com tudo, destruí a estrada
Que não me levava a nada
Nada... nada
De medo, raiva e ódio que venha a vingar.

11 de setembro de 2012

De Olhos fechados



Mais uma vez, eu, tentando dormir
Uma mosca tão perto do meu ouvido
Zunindo, zombando de mim

Impaciente, sangue quente
Dedos carentes, fome de repente
Pensamentos envolventes

Um pouco, pra cá, um pouco pra lá
Sem se balançar, sem incomodar
Sem respirar, sem ofegar
Sem calor, mas corpo a suar
Mais um pouco pra lá, sem parar
Sem descansar, sem se entediar

Olhos fechados para conseguir viajar
Os últimos momentos antes de desabar
Bem vamos lá, prende todo ar
Deixa rolar, pode acordar.

10 de setembro de 2012

Um ponto insignificante



Uma ferida tomando todo meu corpo
ferindo-me profundamente
contamina minha alma, espírito e mente
Desanimando quem está comigo
Me sinto esquisito, me torno um perigo

Com fome e com sede de ser apenas eu
E me pergunto, me perturbo
Poque me maltrato tanto assim
E gosto menos dos outros que a mim
E por que invocar tanto a morte
E ainda me resta tanta e tanta sorte
E a solidão que tanto busco
E nunca tenho, que raiva!
Medo vira desespero
E desrespeito, o pai, a santa, o fariseu
Vivia no mundo e só voltei para o que é meu
E quem correu, caiu não poque correu
E quem correu, caiu, voltou e por que voltou?

Sinto-me um semi-ateu
Daqueles que dizem que acredita
Mas que duvida de tudo de Deus

Sou um ponto insignificante
No meio do nada, o nada menos importante
Me falta até algo bom para desejar
Se quer saber, por que não vem me perguntar?
Me perdoe, eu juro, tento me perdoar
Sinseramente, eu tento, tento mas não dá.

31 de agosto de 2012

Mudar (part.8)


Aqui, disposto a desistir
De tudo que há em mim
De tudo que venha me confundir
Seja o bem presente
Ou o mal que entrou em mim
Que pensa que está me dominando
Que vem e muda tudo
Como se tudo fosse simples assim

Não quero me iludir
Eu também posso andar, voar e sorrir
Assim como posso voltar, chorar e cair
Eu sei, o medo continua aqui
Medo de completar meu objetivo
De transparecer mais do que permitir

A verdade é preferível
O segredo já faz parte de mim
Pareço ser um livro aberto
Mas o que importa, eu não sou assim
Na verdade sou desprezível
O mau silencioso, frágil e cansado
Que pensa tanto
Que acha que precisa sair
Ser outro alguém, mudar e depois voltar
Como quem acabou de cair
Pareceu que chorou até se redimir
Foi perdoado e não voltará mais ali

Outro insiste em sorrir
Brigando, gritando, enfurecido
Preciso conter um rosto
Assim natural e não muito triste
Este é um problema só meu
O meu prazer, o meu prazer

Agora desdizendo o que vieram me dizer
Eu não sou um livro aberto
Se quiser eu conto tudo para você
E rindo-me e emputecido que quem se gabou
De quem falou que está conseguindo mudar a mim
Estou preparando um banquete
Eu mesmo vou servir
Vou assassina-lo dentro de mim
Depois vou rir, sabendo que se arrependeu
Se redimiu não voltará a me confundir.

30 de agosto de 2012

Reflexões



Eu me olhando no espelho
A cara mais feia que podia ver
Os pelos parecendo encravados
Da barba que não vou fazer
Olhos meios inchados
Hálito tão pesado e nada pra beber

Bem, é melhor eu me esconder
Cavar um buraco bem fundo
E desaparecer
Ir o mais longe possível
Onde ninguém possa me ver

Será que estou doente?
Corpo, alma, espírito e mente
Já sei o que fazer para aliviar
Entrar neste buraco fundo
Que nunca paro de cavar

29 de agosto de 2012

De você


Vidros temperados
Arames farpados
Cachorros treinados
Homens armados
Correntes e cadeados
Grades, portas, portões
Muros bem altos

Visão embaçada
Lábios cantando
Ruas se distanciando
Prédios passando
Cachorros ladrando
Pessoas tentando, tentando

Mente 50 mm
Mais iluminado agora
Menos perturbado-abatido
Um sonho, um alvo, um conhecido
Um amigo querido
Mais um muito perdido

Coração encardido
Suplicando ao Deus Vivo
Contribua com meus planos
Fale comigo
Cantando mais alto
Senti um alívio

Vai dar tudo certo
Me leva consigo
Desconfio de tudo
Quem mora comigo
Desconfia de mim
Como se fosse o desconhecido
Mais um muito perdido

28 de agosto de 2012

Thnks Fr Th Mmrs



Está tudo aqui
Guardo como um tesouro
O mais precioso de todos
Protegido para nada levar de mim
Deixei no mesmo lugar onde está
O medo, os sonhos e a esperança de voltar

Está bem aqui
Guardadas em minha mente
Todas as memórias das poucas aventuras
De desde quando eu era crente
Aquela que diz que sente muito
Mas eu sei que ela mente
O beijo dado tão louca e até eroticamente
Mãos dadas para fugir dos olhos
Corpos colados e inocentes
A culpa da fuga para a cama de lençóis verdes
A bela de peitos atraentes
Aquela de boca fina de palavras quentes
A que estuda, estuda e nunca é como a gente
A que chora por nunca se encontrar
Fala toda obscena e mal sabe agradar

Mas sim! Está tudo aqui
Guardado a sete chaves
Tudo só para mim

27 de agosto de 2012

O inimigo



Eu tive um amor, mas não deu certo
Essas coisas nunca dão certo.
Hoje tenho um inimigo
É tão bem vindo quanto aquele amor
E querido entre ao meu senso de amigo
Um rival inventado 
E tão distinto de espiritual e do físico

Sempre olhá-lo nos olhos, quando lembrar
Sem pestanejar nem vacilar
Eu vou me vingar, não sei bem de quê
Eu nem vou deixar saber
Vou lhe dar o troco do que me fez sem perceber

20 de agosto de 2012

Tudo sem nada ter


As outras coisas podem esperar por mim
Diferente do que eu pensava, não estamos pertos do fim
Eu tenho tenho  tempo
Bastante tempo ainda para ir e vim
E porque não sair um pouco de mim?
Cair tentando aprender a sorrir
Fazer o que desejo
E o que quero o e que devo
O que tenho que fazer?
Só não posso secar ou emagrecer
Desistir de alcançar meus sonhos
Isso é pior do que lutar e perder
Sim, me dei um tempo
Vou pensar menos em morrer
Vou começar a tentar viver
Parece tarde mas ainda há tanto tempo
Que eu não sei para quê
Parece que a vida as vezes é falta do que fazer

19 de agosto de 2012

Boa sorte


Então, ainda há muito tempo até tudo desenrolar
Vai ficar tudo assim mesmo, as coisas fora do seu lugar
O meu amor, meus queridos amigos e meu novo inimigo
Não tenho certeza se tudo volta ou como me me levantar
Ganhei uma oportunidade mas não pude aproveitar
Ganhei várias chances, eu mesmo não quis pegar
Pensei bem, não deixei meu pensamento me dominar
Recebi uma mensagem na hora de dormir
"Faça silêncio e escute o que Deus tem para falar"
O silêncio não me permitiu nem se quer orar
Uma doce presença, um frio tão frio, nada para sufocar
Lembre-se de quando, de quando estava lá
Você agora viva a se lamentar, como quem fora amaldiçoado
Como quem fora traído, preso, agredido e não pode se curar
Boa sorte se tudo o que sente não mudará

17 de agosto de 2012

Solitário


A flecha, o arco e o solitário que caiu feito um pato
Que confiou no seu coração, acreditou que era amor
Que preferiu dizer que era paixão
Que recebeu mais de um não
Imaginou que só não era tempo e hora certa
Que fechou seu coração da maneira incorreta
Deitando-se em qualquer lugar
No chão, na cama, no sofá
Rezando mais uma vez
Implorando para nunca mais amar
Ela pode ser de outro, todas elas
Da mais querida, até a mais feia e a bela
Eu não me importo mais
Eu não me encontro mais
Becos, quartos escuros, o mundo
A estrada sem rumo, o corpo suado
O cigarro queimado, bafo alcalipitado
Eu, o cara solitário, mais um simples caso
Sim! e eu ainda aqui.
O sentimento esturricado e outra vez solitário.

Oração


Meu amor…
Estou farto, muito cansado
Estou sujo e de pés descalços
De coração decepcionado
Eu só queria todos os dias
Todos os dias o teu afago
Ser Teu, em cada pedaço meu
Em cada pensamento
Em cada palavra
Todos os dias, em todo tempo
Estou fraco como nunca estive
Ainda que sorria estou muito triste
Eu não sei mais o que é paz
Ou felicidade, ou intimidade contigo
Eu sei que é viver e o que é a verdade
E onde está o meu Amigo, o Seu Espírito
E se eu orar ainda poderia falar como os anjos
E você, Você iria me escutar?
Essa minha raiva
Talvez não saiba como tratar
As vezes tento te ouvir
As vezes me nego a te buscar
As vezes acho que te ouço
As vezes penso que nunca soube te amar
As Vezes refletindo me encontro te adorando
Meu Deus, Meu amor, Santo, Santo, Santo
Mas o meu desespero, como vou resolver
E o medo e minha raiva imortal?
Meu amor…
Essa é a última oração
Pra salvar meu coração
Coração não é tão simples quanto pensa.

12 de agosto de 2012

Déjà Vu



Mas que droga!
Isso já aconteceu?
Esse sentimento não me é estranho
Estes olhos vermelhos, eu já os vi antes
Tem alguém o tempo todo a me seguir
Eu não sei bem dizer quem é
Só sei que isso já vivi
Aquela sombra que vivia a me perseguir
Que se projetava na janela da sala
Ou na rua atrás de mim
Que me chamava e quando olhava
Não havia ninguém ali
Mas era o meu nome
A voz de alguém conhecido
Afastem-se de mim!

Previsível

Claro que tudo agora estaria indo mal
Se não, não seria a vida, seria a morte
Meus maus sentimento e antipatia
E muita, muita falta de sorte
Algo sempre está errado
Do barulho até o silêncio que eu faço
Eu gosto de um caloroso abraço
Eu gosto de gente louca de cadarço desamarrado
As vezes eu largo uns sorrisos falsos
Não que eu não possa fazer melhor
É que quero transparecer o meu cansaço
Tão previsível e desesperado
Todo mundo que eu amo
Eles vão querer saber o que há errado
E eu sei o que é e por que eu faço

Do mesmo lado

Aumento bem o som para me concentrar
Assim não lembro de mais nada que aflige
E posso ler ou trabalhar
Não tem dor de cabeça, mas falta ar
Um pouco inquieto coração acelerar
Socorro, que vontade de gritar
Pular feito loco como quem quer se libertar
Socorro, ninguém para me ajudar
O mau que construí não tem como acabar
Agora fica tudo igual, os mesmo rostos
De um lado, do outro nada sentimental
Do mesmo lado, música para desabafar
Viver não é tão fácil quanto a TV diz ser
E quando corro, grito, pulo, me liberto de tudo
Consigo entender, a vida é punk
Nascemos para morrer

10 de agosto de 2012

Monstro invisível



O medo que estava estampado no meu rosto
Os meus olhos aterrorizados, ninguém viu
As minhas mãos trêmulas e meus pêlos em arrepio
O suor descendo no meu corpo, eu suava frio
A voz engasgada do susto, ninguém viu
Olhando para todos os lados, ninguém viu?
Com quem iria falar se não deixei ninguém saber
Não havia pus, nem sangue, nem dor
Não havia rastro do futuro rancor e o que isso causou
Bem, um mostro invisível para me torturar
Uma legião de olhos e ninguém a me reparar
Uma mão santa, o bastante para me ajudar
O que há por trás dos meus pensamentos
É difícil de entender e de explicar
A tanta falta da paz, me traz de volta para o meu lugar.

8 de agosto de 2012

Sinta a vontade de ficar

Assim, volta a sensação de ainda ser fantoche de tolos
Que os lobos são os outros e que não passo de um louco
Que pensa e nem sempre passa por que seja um olho
Que sofro, mas as vezes durmo e quase nunca entro em choro
E que julgo fazendo questão de um dia dar o troco
E que afundo nau de um e de outros
E que sonho, sem conseguir parar, finjo que ainda corro
Até quando ando a caminho de socorro
Se caio não quer dizer que estou morto


Isto não é um jogo
Até parece um pouco
O cão, o pássaro, o homem
Não posso me esquecer de nada
Do acordo com o tempo feito perto do mar
O segredo que ainda guardo mas que revelo a quem me perguntar.
Não vou implorar quero, desejo de verdade
Sinta vontade de ficar
Só falta mais um pouco, tudo vai passar.
Está ficando cada vez mais difícil
Eu nem comecei a fumar
Já fiz de tudo, e até já nem tem mais graça disfarçar
Eu poderia falar, não, deixa quieto
Mas eu também sei julgar, sou louco, também tenho troco para dar
Sofro, nem sempre consigo parar
Tento correr desses lobos que me fazem de fantoches e querem me manipular.

7 de agosto de 2012

Tudo é teu


Ah o deserto do meu coração
O inserto, a minha antiga paixão
Para onde foi, eu não sei
Mas não vai de novo me queimar?
Arder fortemente me fazer até chorar
De amor, esta palavra até gostar
Não vai voltar, não vai querer me retomar?
É tudo Teu, meu corpo, minha boca, meu ar
Minhas mãos, minha mente e o que pensar
É Tudo Teu, até quando não quero declarar
Mas foi você que comprou a minha alma
Afinal, o mal que se deu aconteceu por não falar
Questiono liberdade, o céu 
E até o orgulho que está a me matar
Eu acho, não tenho certeza
Um dia você tem que voltar

3 de agosto de 2012

Love Is Dangerous

Eu não quero estar aqui para ver
Tudo que vai acontecer
Na mais perfeita maneira que deve ser
Alguém com tudo isso vai sofrer, vai se doer
Busque as respostas nos meus olhos e logo vai saber
O nó na minha garganta não me deixa me esconder
O seco que engulo sempre que estou perto de você
Eu não quero saber da felicidade alheia
Enquanto eu nada ter
Eu queria ser feliz ao lado de alguém
Que me mostrasse que vale a pena viver
Mas eu já entendi
Amor é perigoso, amor não é para mim
E eu já sei como ter alegria sem nunca mais me ferir

2 de agosto de 2012

A Sombra (V.2)



Da escuridão, agonia e depressão
Ninguém me viu chorar
Eu não deixei ninguém reparar
Os meus dedos feridos
Que mastigava até sangrar
O meu eu melancólico a me dominar
Eu emagrecendo cada vez mais de tanto vomitar
Caminhava rapidamente para qualquer lugar
Lutando contra tudo que viesse me ajudar
Ela sempre esteve o tempo todo lá
Minha sombra, tão perversa
Descobriram o poder de influenciar
Me convenceu a fazer coisas erradas
Não tive como negar
Era o que eu precisa
Depois não soube mais parar
Não havia paz enquanto ela quisesse me querer
Queria amenizar toda solidão que sentia
As vezes desejava desaparecer
Ela ainda está aqui, ninguém precisa saber

1 de agosto de 2012

Lanterna dos afogados

Eu estava em um porto
Olhando para os barcos
Pensando muito na vida
Tentando descobrir o que deu errado
O cheiro de esgoto 
O céu escuro e nublado
Não foram os meus erros
Muito menos os meus pecados

Na lanterna dos afogados
Olhos sujos e remelados
Não dormia de preocupado
Me via como quem mordeu o bocado
Estava sentado na mesa
O diferente, o traidor, inconseqüente
O assombrado

Estava perdendo toda a Unção
Eu era o caído da vez
Meu pai se tornou meu inimigo
Meu Amigo não senti ali comigo
Dias de tormentos
Era para eu morrer no domingo
Pessoas falando de tudo
Todos fingiam fazer sentido
Eu me lembro de cada momento
Nunca senti tanta dor e aflição de espírito
Depois que tudo acabou
Pensei que era o final
Mal sabia que era apenas o início.

30 de julho de 2012

Minha despedida

Eu não quero mais falar de Deus
Eu não quero mais falar do quanto me sinto só
Eu não quero mais lembrar a ninguém que eu existo
Eu não preciso mais desejar um amor
Eu não quero mais fingir que não insisto para ficar bem

Não tenho muita coragem
Nem apego pela vida
Não sei se é melhor que venha a raiva
E fique a dor de não ter paz ainda
Eu tenho um coração que é muito frágil
Que se atormenta por qualquer lembrança
Atordoado, patético e mau amado

Mas não tem como não falar de tudo isso
Eu só tenho isso para contar
Poderia ficar horas contando dos meus pecados
Mas são segredos que tenho que levar

Eu vou fujir daqui, isto é, de mim
Vou para bem longe e não pretendo mais voltar
Dos que espero cumplicidade eterna, desejo me aturar
Pois vou me afundar de verdade, talvez eu fique ateu
Não acredite mais em Deus, se eu conseguir
Por isso tenho que me despedir
Eu vou sair daqui, isto é de mim
Não aguento mais ser assim!
Não por querer dos outros outra visão de mim
Eu simplesmente preciso me despedir
Sim, eu preciso ir.

A voz inconsciente


Não tem mais nada para mim aqui
Agora tanto faz continuar ou desistir
Uma dose de raiva envenena tudo em mim
Um prato de dor, o som que gosto de ouvir
Agora eu posso prosseguir
Já me desprendir de tudo
E só estou preso nessa voz que vive a mentir
Que fala na minha cabeça
Me dizendo que eu preciso sumir
Ela está aqui, me diz o que escrever
E tabém me faz rir
Me leva para os lugares mais estranhos
Que eu nunca quis ou pensei em ir
Mas Volto a te ouvir
O escuro e o obscuro tudo aqui
Quem vai me trair, cair e me cuspir
Quem vai me dar a mão e me puxar e me olhar
Quem vai se importar se um dia eu voltar
Quem vai ser o primeiro a se afastar quando eu somente te escutar
Dei a minha alma com um pequena palavra
"Sim"
Não falei mais nada, eu tenho pena de mim
Eu tenho raiva de quem finge que se importa
E até prefiro quem não pergunta por mim
Meu inimigo, não quero que venha cair
Nem desejo mal, só não quero vê-lo por aí
Mas fale, eu vou te ouvir, mesmo que seja para me iludir

29 de julho de 2012

Eu não era assim

O meu quarto está imundo, muito sujo
Estou no chão, abaixo da mesa
Em meio a sujeira que tanto tento limpar
Ouvindo rock, ódio, luxúria
Pensando, remoendo, como se fosse de noite
Eu quero gritar, mas a minha garganta dói
Tudo dói, minha alma dói
As vezes me calo e ignoro para não berrar
Seria mais fácil dizer e ferir
Mas sempre tento proteger até quem não acredita em mim
Mas eu tento querer mandar ir pro inferno
Mandar morrer, mandar sair de perto de mim
Mandar se fuder, ir pro raio que o parta
Sei lá mais o quê!
Mas guardo para mim
A raiva momentânea um dia vai explodir
E U N Ã O E R A A S S I M
Não canso de repetir
Mas se eu pudesse ser como a fumaça é
Eu seria, viria e depois evanesceria.

27 de julho de 2012

Era uma vez Sozinho


Um baú revelado em um quarto escuro
É as coisas do mundo os segredo de tudo
Um grupo digital, um mundo artificial
Tudo bem real, tudo ideal, genial
Não falta nada, nem magos nem fadas
Me leva para qualquer lugar
Sacia qualquer desejo meu, o que precisar
Luz que sai de lá, contamina meus olhos de olhar
Se me rendo tenho que levar, até o fim
O fim não há
Não há fim, não há paz, não há felicidade
Tem alegria, instantânea, momentânea
Só dura um dia e resta lembranças
Não há solidão assim como há perigo e riscos
O lugar dos esquisitos, o mundo dos excluídos
Dos esquecidos, dos fracos, dos oprimidos
Dos caídos, dos feridos
Mas passou, acabou, eu acho
Não estou mais sozinho, espero não estar enganado.

26 de julho de 2012

Era uma vez Escolhido



Há algum tempo atrás
Em uma cabeça confusa
Em meio a pensamentos perdidos
E sonhos e muitos conflitos
Estava aquele de olhos escondidos
Que desejava nunca ter mentido
Nunca ter se ferido

Ele se achava escolhido
Ele ouvia falar muito disso
Ele já estava até convencido
Depois da visão em um círculo místico
O corpo dele estava tatuado de letras hebraicas
O corpo dele pegava fogo e as letras brilhavam mais fortes
Sim, ele estava convencido disso
Ele era escolhido

Mas ele foi ferido
O seu medo o fez ter caído
O seu mais forte clamor nunca foi atendido
Ele se inquietou muito por isso
Ele nunca se conformou de não ser ouvido
A raiva o tomou
Ele não era escolhido.

25 de julho de 2012

Era uma vez Decisão



Pensando mais uma vez comigo mesmo
Tá foda, tá complicado, tá tudo errado
Para onde eu vou se eu continuar assim?
Se tudo querer me levar, e se eu gostar e ir?
E se nunca isso tiver fim?
Por mim!

Um peso sobre mim
Uma voz que mente e eu gosto de ouvir
Um beijo quente que nem sempre posso engolir
Um resto de tudo daqui, se lembro quero cuspir
Eu decidi, não foi de repente, eu quis que fosse assim.

Agora olhe dentro dos meus olhos
Veja que brilha, uma lágrima que não seca
A decisão que desfiz já não me presta
Devo fazer outra, em outro tempo, em outra vida
Essa já era, uma vez mais, mas eu não sei
Talvez sim, é uma questão difícil de se dicidir

23 de julho de 2012

Artifícios, reparos e alguns resquícios



O céu, a lua, orifícios em muros de blocos
E o mar, os casais, os mais apaixonados
Tudo isso tira a minha atenção
Como um choque de emoção
Como flores que me trazem péssimas recordações
Meu ódio as flores e a morte e a má sorte do tropeço
Muita sutileza para ter que encarar com um olhar
Quem está engolindo um seco, com vontade de gritar
Me reestrutura então dessa vez sem muita confusão
Deixa este meu senso de saber tudo
Só de parar e meditar, pensar um pouco, interpretar
Um pouquinho de nada desta minha doença extremista
Minimalista ou megalomanista
E se for para eu ser só, que fiquem minhas roupas pretas
Som do vento, nuvem na lua, tira o morcegos
Papel para escrever, uma pequena angústia só para ter
Um lugar bem sujo para me esconder
E coisas espirituais para não esquecer de você
Bem, rancor dos outros me inspira menos que o meu
Portanto quer seja amor que não seja meu
Ninguém me compreendeu
Artifícios, reparos e alguns resquícios é só isso que preciso.

19 de julho de 2012

Mudar Part. 7


Bem, olha só até aonde eu cheguei
Quanto tempo já se passou
Me senti o mais sozinho e até chorei
Cheio de amarguras, confesso
Confesso que até com Deus esbravejei
Falei tanta coisa, assim me senti bem
Depois me apaixonei
E amei loucamente e me desviei
Me perdi e não me reencontrei
Larguei tudo, fui para o mundo
Gritei, pirei, mudei!

Ainda há resquício de mim em algum lugar
Eu não sei ao certo, mas prefiro acreditar
Que não é lógico ser muito bom
Eu aprendi, não se deve ser muito sincero
Eu escolhi, caminhar por este longo deserto
Eu esqueci, como são os santos e os destros
Eu preferi, errar por errar e não tentando acertar

Eu fiz o que aprendi que não se podia fazer
Deixei os bons costume que levei anos para aprender
Tudo para mudar, por vergonha de mim mesmo
Ou da minha Casa ou daquele lugar
Pessoas normais gostam de beijar e transar
Estou errado toda vez que tento me adaptar

Aí, na rua, na ladeira cheio de carros
Meu amigo vem me perguntar
O que mudou? 
Eu enrolei muito para não ter que explicar
A verdade é que não mudou muito
Só é uma oportunidade que não quero esperdiçar
Isto é, a oportunidade de errar
Errar o quanto eu quiser até me cansar
Porque a vida requer uma liberdade
Que envolve não se esquecer nunca quem é Deus
E toda o direito que tenho de errar
Todo direito que eu tenho de permutar
Mudar quantas coisas eu quiser, só por mudar
Eu sei, os normais não são assim, mas eu preciso ser

Bem, e é aqui que estou
Sem pensar em voltar
Sem sem querer voltar a ser quem sou
Eu era quem mais gostava de acertar
Mas deixa prá lá
Gritei, pirei, mudei
Mudei o meu jeito agradável de pensar

18 de julho de 2012

Enfestado de dúvidas

Quando me divirto em demasia com toda sutileza e alegria
Depois que acabo e aí fica e vai a boa sensação de querer um pouco mais
E que depois me entendia, traz de volta a antipatia
Toda aquela ufania não existe mais
Como seria o meu dia se não tivesse medo
Como seria? Eu andaria? Eu contaria?
E quando sinto um aperto no peito
E penso que é o fim, que vou morrer
Fico feliz, mas como os outros vão reagir?
Eu vou gostar, já estive muito tempo por aqui
Me falta um amor é o nome de alguém igualzinho a mim
Mas que um dia mudou e teve sorte no replique
Como seria se ainda eu fosse perfeito?
Se vivesse para ser muito bem aceito?
Enfestado de dúvidas e respostas sumindo de mim
Não duvidaria tanto assim
Sou eu, mudando tudo antes que tudo isso me tome e faça eu cair

17 de julho de 2012

Indo ao matadouro


A cruz que sempre levo em meu pescoço
Fiz questão de tirar e colocar no bolso
Sem rancor, sem medo ou dor
Me desfiz também do pudor
Disse não para todos os tipos de amor
Minha mente não me condenou
Até a voz santa que fingiu que se preocupou
Não me parou, nada me parou
Sem muitos pensamentos
Sem nenhum arrependimento
Sem nenhum lamento
Fui porque eu quis ir
Parei diante do espelho e até me reconheci
Mas antes eu não era bem assim
Depois que tudo aconteceu
Havia um perfume que não saía de mim
Mesmo correndo na chuva, eu podia sentir
Não queria que fosse assim
Mas eu sabia e eu mesmo quis ir

16 de julho de 2012

Um novo caminho, o meu


Hey, veja só, olhe pra mim
Tropecei, me levantei e depois cair
Cheguei bem perto de enlouquecer
A escuridão tomando conta de mim
A fome que eu sentia, não está mais aqui
A dor as vezes volta e as vezes gosto de sentir
Eu nunca quis, mas encontrei um novo caminho
O meu caminho, eu decido para onde ir
E as vezes até decido
Se ao acordar vou chorar ou vou sorrir
Vou sangrar todos os dias que estiver longe de Ti
Tarsila falou daqueles muros, eu me confundi
Eu preciso Te buscar se realmente desejo Te ouvir
Que lindo, na prática não é tão lindo assim
Porém, me olhe, olhe para dentro de mim
Estou realmente gostando disso
E será que a paz está por aqui ou ali?
Eu não sei, eu sei que estou indo
Ainda que construindo muros em volta de mim
Sem ação, sem noção, nenhuma ajuda aqui.

15 de julho de 2012

O amor de Deus


Não existe uma maneira lógica de especificar este amor
O amor de Deus não tem como explicar
Estava tentando falar isso para uma criança
Ela estava a me escutar, a lágrima nos seus olhos
Ela sentia-se sufocada para conseguir falar
O seu pai a abandonou, tentei me colocar no seu lugar
Falei de Deus para ela, do seu amor e a maneira de nos tratar
Esqueci de dizer que Deus é tal pai que nunca iria abandonar
Mas tinha algo na minha garganta que prendia todo meu ar
A culpa dos meus erros não me deixou continuar
Ela precisava escutar, eu não conseguia falar
Ela com lágrima no olhar e eu buscando outras palavras
Para conseguir Te apresentar
Eu conseguir fazer com que ela refletisse um pouco de Deus
Mas não em tudo o que Ele nos concedeu
Mas foi bom lembrar deste amor
O amor que vale muito acreditar
Que não tem fingimento, desrespeito
Ou que um dia venha acabar
Esse amor tão difícil de interpretar
Tão distante de tudo o que já vi
Ou posso imaginar
Vou esperar em Deus que cuide dela
De tal maneira que como disse e desejo
Encontre forças para perdoar

14 de julho de 2012

Um momento de trégua


Não foi por querer, eu fiz sem perceber
Parei quando mais precisava continuar
Tentei não refletir muito, outras coisas a me ocupar
O tempo estava lá, algum para me exercitar
Outro para trabalhar, um para cantar
Este era de manhã, logo ao acordar
E tinha lá também meu tempo para bipolarizar
Mas permaneci no meu lugar
Não saí de casa e do trabalho para o meu lar
Ela não me ligou, nem se preocupou
Um momento de trégua faz bem, sem precisar
É inevitável não errar
Chorar eu não consigo, assim como não posso amar
Não dou meu coração não vou mais sangrar
Meu coração é só meu e de Deus se ainda Ele aceitar
Nesse momento não mudou nada
A trégua logo vai acabar
Volto a ter para mim, do jeito que eu quiser
Você volta a insistir e eu finjo você não existir.

13 de julho de 2012

Estou outorgando


Se não deu certo nem vingou
Me traiu, mentiu, falhou, me assombrou
Me assustou e espantou de mim o amor
Me cansou e entediou, me fartou
Nem sei mais quem eu sou
Mas já sei de que lado estou
Só piorou, já dou louvor
E erro sem pudor, como vive um e outros
Como estão os que são completamente soltos
Queria voltar a ser um louco
Outra vez, de novo e de novo
Minha bebida, o seu amor
Minha comida, o seu amor
Pensei, já acabou, não tem mais lugar para descer
Cansei de me esconder
O que eu mais preciso é morrer
Mas não assim
Por isso estou outorgando, faça de mim, parte de Ti.

10 de julho de 2012

Você Partiu


Ela disse que me ama
Me abraçou forte, me beijou
Falou pouco dela, não me faltou do seu amor
Sempre dizia como gostava de mim
Era muito, do tamanho do mundo
Abria os braços, bem assim, oh!
Ela morreu, me deixou aqui
Sem se despedir se foi
Nunca te esqueci
Demorei para acreditar que
Você partiu
Pra mim, não morreu, iria voltar
Esperei tantos dias e cansei de aguardar
Os dias se tornaram frios
As lágrimas vinham
Os dias se tornaram hardcore, tudo escuro
Estava de luto e o som do rock
E nunca voltou, não sei explicar
Você morreu, mas nunca esqueci
O que mais gostava de ouvir de você
Eu te amo e tal
Você partiu, não se despediu, não deu chau.

9 de julho de 2012

Pensamentos a me levar


Há contas para pagar
Trabalhos para terminar
Um monte de coisa para imaginar
Para idealizar e agradar
Não tenho tempo para amar
Mal tenho tempo para me auto avaliar
E saber que estou cada dia afundar
Não tenho mais como aturar
Qualquer voz ou mão a me tocar
E a cuca dói, me desequilibrar
Resta pouco e sobra um monte de ar
Eu não quero mais respirar
Todo este cansaço me deixou desanimado
Alguém quer levar minhas dores
Ou a minha cabeça?
Alguém quer meu coração?
Depois dela todas elas outras pareceram poucas
Poucas até na beleza simples de andar
Todas elas, mas com ela me recuso de ficar
Não vou dizer que foi ruim
Ruim foi ela não se dar todo o respeito pra me agradar
Diante de tal situação o que posso pronunciar?
Vou rir para não chorar!
Eu não vou chorar nem se eu tentar
Foi bom, sem nenhuma intenção de amar
Depois senti algo espiritual
Bem, isso é normal
Está tudo ligado, o normal, o espiritual, o meu  eu carnal
Agora só existe o natural
pensamentos a me levar
Meu coração dói, dói muito mesmo
E mesmo que pareça que não
Mas não quero pensar, estou desanimado
Afundando, cansado de respirar
Só quero não me importar.

6 de julho de 2012

Muito longe de mim

Foi o amor que me formou e fez de mim o que eu sou
E prometo odiá-lo enquanto existir
Eu vou conseguir viver assim
Essa raiva presa em mim
A simples necessidade de me libertar ao sumir
Andar a noite por ai, vou me vingar
Preciso reagir, mudar as coisas de lugar
E dizer mais uma vez: Não me reconheci
Preciso concordar, dessa vez era eu, foi eu sim
Estou preso, eu mesmo me prendi
Esse medo de morrer por não querer admitir
O amor é tudo! mas não para mim
Eu poderia passar a vida assim
Deixa tudo aqui, eu vou ali
Vou provar mais uma vez que o amor caiu
Depois que me feriu e me dividiu
Estar muito, muito longe de mim.

5 de julho de 2012

Omisso e reprimido


Sinto de perto traição
Dessa vez não sou eu e nem é comigo
Não sei porque, as coisas passaram a ter sentido
A certa, a bela, a livre e descolada
A séria que quer coisa séria
A desempedida louca muito tarada
Aquela inteligente que sabe tudo, vive de estudo
Só não sabe como ganhar um cara
Omissos em tudo no que se fala
Reprimidos, algo que logo se repara
Eu meio convicto, me mantenho escondido
O mais esquisito, sem nenhum compromisso
Sem falar de amor e de romantismo
Sempre querem minha boca, não me queixo disso
Sorrindo, barba, nada, nada de muitos amigos
O mais impressionante é que eu também vivo
E como todos, eu também finjo
E corro perigos, e disfarço, finjo não ter visto.

4 de julho de 2012

Tais insônias


Deito em mais uma tentativa de dormir
Por um momento senti meu corpo cair de um alto prédio
Eu não morri, infelizmente continuo aqui
Pensando acordado o que a vida tem a me servi
Ouvi gatos brigarem e eu fora de mim
Me jogando para todos os cantos
Aquela poderosa agonia a me consumir
A minha parede negra voltou, está aqui
Me jogando para todos os cantos
Idéias não me deixam dormir
Carros roncando na rua, que inferno!
É sempre assim.
Como eles entram e por que se puseram ali?
Demônios e insônia, de que prédio eu caí?
Tentando dormir, tocando em mim mesmo
Eu mesmo pedi pra mim e pra mim
Eu me dei o que eu queria, mas eu queria dormir
Ganho de amasso de jogar para os cantos
De cansaço e de caí, infelizmente não morri, dormi.

2 de julho de 2012

Existe amor


Eu sou um frustrado com histórias de amor
As minhas se tornaram contos de horror
Levo-as todas comigo, vivas em mim
Eu sou o que elas me tornou
Tranquei meu coração, para nunca mais acreditar
Que existe amor, onde começou?
Não me enaltece, não me serve, me perturba de lembrar
Odeio ouvir falar que aconteceu e funcionou
Me pergunto até quando, pois desacreditei do amor
Me tornei orgulhoso, um fraco é o que sou
Por não acreditar que existe amor
Por não admitir, por não conseguir...
Me tire daqui, joguem uma bomba em mim
Preciso sumir, vai me trair, vai me iludir
Não vai olhar e ver que estou aqui
Não vou dar mais nenhuma chance
Existe amor, mas não pra mim.

30 de junho de 2012

Quarto escuro

Eu gasto muita parte dos meus pensamentos
Tentando encontrar os melhores argumentos
Para explicar todos os desentendimentos
Eu penso como seria se eu voltar
E chego a mais sincera opinião
De que não existe mais lugar
Foge-me do que posso imaginar
Evito relutar, mas não consigo
Não tem possibilidades de retornar
Será que tenho que ser limpo ou tenho que ser santo
Ou tenho que ser o mais puro
E o mais perfeito para Te tocar?
Se estou vivo, se me torno um puto
Se construo vários muros
E se tento me isolar
Em meio aos pensamentos, argumentos e desentendimentos
Um quarto escuro é um bom lugar para se estar. 

29 de junho de 2012

O peso

Tem momentos que a consciência não aguenta
Os fatos dói demais se pensar e traz a insônia
Tira a paz que é tão pouca, tão frígida, tão momentânea
Acervo de peso
Um tumor não faz sentido, é mais preocupante
O som que as vozes fazem, são irritantes
Acariciar o corpo de alguém também é excitante
Também é fascinaste dizer depois de pensar
E acertar e conseguir conquistar, mais alguém
Mais um, mais peso para carregar
Mais vozes para perturbar
Não sei quando isso vai acabar
Eu deixei a inocência, eu tirei de mim para ir
E vou continuar, um peso que não sei como deixar
Eu vou levar eu vou aguentar.

28 de junho de 2012

Quando eu retornar

Ninguém precisa saber
Espero que... que seja da maneira mais sutil
Da forma mais discreta
Assim, os anjos não precisam fazer festa
Quando eu retornar
O Céu não precisa festejar
Isso... ninguém precisa comemorar
Eu tentei me aproximar
Eu planejei, fazer um traço
Correr no risco o não errar
Riscar vários erros que não consegui apagar
Tentei voltar, no dia que conseguir me humilhar
Orar, abrir meu coração, me confessar
Mas não pude me reconciliar
Pensei em tantas coisas que me prendem de voltar
Mas eu me imaginei lá
E por isso comecei a cogitar
Que quando eu retornar
Não precisa ser da maneira clássica
Com festa no céu, na terra e todos a comemorar.

21 de junho de 2012

Antídoto

Na verdade não estou tentando nada
Só estou me permitindo algumas coisas sem exceder
Mesmo assim dizem não me reconhecer
Parei de buscar o que mais queria encontrar
Acabou de verdade, não vou mais me apaixonar
Eu encontrei o antídoto
Mas a ferida parece ainda está aberta
Isso não tem cura
Meus sonhos não tem pressa
Minhas vontades eu sacio onde menos se espera
Um gelo não refresca, no coração há frio e pedras
Eu não furei a orelha para impressionar
Nem cantei a música que fiz para a dor passar
Não bebi o álcool para provar que posso fazer
Se não, não teria bebido vinho escondido
Tem mais coisas que ninguém pode saber
Isso dói, principalmente olhar e não me ver
Querer falar e nunca me dizer
Eu não vou vencer
Eu sei, eu vou continuar a morrer
Ninguém vai perceber.

20 de junho de 2012

Essencial

Essencial que eu me entregue totalmente
As águas passa, o vento e tudo muda
E a vontade de chorar ainda pode voltar
Trazendo desânimo e aflição
A tristeza e o coração apertado
Apertadoooooooo
Ja faz tanto tempo que eu estou aqui
Oh Deus não desisto pois te sinto em mim
E faço menção de chamar o Teu nome
Não me esqueço de Ti
Não esqueço da minha aliança contigo
De não desistir
Não vou dessistir
Pois o Teu amor e Tua paz
Teu Perdão e Tua presença é
Essencial, essencial para mim

15 de junho de 2012

Iconoclasta?

Insensível?
Diria melhor, imprevisível
Eu não sei falar de amor
De paixão, de todos os sentimentos bons do coração
Ou apenas esqueci, não sinta pena me mim
Estou bem, a raiva não passou mas estou aqui
Eu vi alguém me cuspir, me deu um murro no peito
Me pressionou para eu não fugir
Me agrediu e compaixão foi o que senti
Isso aconteceu mesmo, foi no tempo mais ruim
O mar estava ali, onde ainda estar
Não me ajudaram, e pedi tanto para orar
Por mim! Por mim! Orem por mim!
Acho que falei muito baixo
Iconoclasta?
Eu tento não pensar, eu tento te esperar
Eu tento sentir vontade de querer voltar
Eu olho para o mundo e ainda ouço sua voz me soar
Eu não quero te rebaixar
O que disseram, meu Deus?
O que fizeram, meu Pai?
Devolva-me

14 de junho de 2012

Livrai-me

Das caras santas de paz,
que me encontram por ai
Dos que transpiram alegria,
sorriso estampado, felicidade, ufania
Da cena deplorável de ternura ou amor
Livrai-me deste amor
Livrai-me do medo de ser sempre o que eu sou
Livrai-me de saber um pouco mais de quem já não me faz mais sentido pensar
Livrai-me das pessoas que me incitam a refletir e tentar
Livrai-me da as asas brancas uniformes
A qual não me deixa voar e chegar aonde quero chegar
Abençoa-me assim, e me veste de uma asa negra
Grande, forte que me leve aonde quer que eu queira
Também as canções que anjos venham cantar, me faça escutar
Livrai-me de toda vontade de pecar
De usar o meu corpo como outros fazem e gostam de se sujar
Mas sim, livrai-me do mundo pois eu não sou deste lugar
Me leva, me leva, me escuta, socorro, vem me libertar
Livrai-me.

13 de junho de 2012

Revelação #3 - Raiva

Várias lembranças contidas
Espremidas, espalhadas, escondidas
Acho até que explosivas
Um dia expludo junto
E levo tudo, levo o mundo comigo
Levo sem dúvida meu inimigo querido
Aquele anjo, um velho escolhido
A raiva me tomou
Acabou com tudo que há em mim
Alma, mente e até no espírito
Nada que não esteja infectado
Até meu coração vive assim
Raiva, se caso disser do que
Ninguém iria me reconhecer
E, eu já vi isso antes
Vou ter que chorar muito para isso passar
Ou simplesmente eu venha a estourar
Feito uma bola de ar
Não suportava mais
Mas sopraram-lhe um pouco de ar.

12 de junho de 2012

Revelação #2 - Rejeição

Senhor, eu não consigo olhar nos Teus olhos
Eu sinto medo, e todo e único medo é este
Me distanciei da Casa e da Presença Dele
Nele estava bem
E com Ele era sem igual, prazer de viver
Sabia que ia vencer todo dia, os dias todos
Que mergulharia, tocaria e voltaria para pegar fôlego
Deus sabe porque me afastei
Mas não te rejeitei, não por querer
Foi sem saber que iria tão longe
Se bem que queria até fugir e tocar no horizonte
Ou em qualquer monte, ou em qualquer fonte
Senhor, tive que me afastar
Não suportava mais estar
E nada ao meu redor mudar
Era para eu mudar?
Não! Era para eles mudar!
Tirei mesmo as coisas do lugar
Eu desejei contrariar, não esperava afundar
Por mim tudo pode desabar
Eu vou tentar não me importar
Mas vou voltar
Um dia, quando...
Você sabe, a hora já vai chegar.

11 de junho de 2012

Revelação #1 - Morte

Ela me adornou, me preparou, me explicou
Ela se inspirou e simplesmente falou
Eu iria conhecer a morte
Mas ela me revelou
Você precisa antes conhecer a vida
Me abalou e me inquietou
No mais, continuo
Falou, falou, falou
Me perturbou
Uma lágrima no olhar
Em saber, que todos esperam viver
Eu não sabia
Esperava ansiosamente morrer
Mas como poderia inverter as coisas assim?
Não era uma decisão que incumbia só a mim
Como não desejar morrer?
Como simplesmente gostar de viver?
Depois que ela acabou
Muito simpático, ele me mostrou
A morte
Todos desejam viver
Mas ela disse que depois não tem mais nada para acontecer
Isso não acreditei, ela estava inspirada, eu sei
Assim como não me reciclei
Nem todos esperam viver

10 de junho de 2012

Mudar Part. 6

A vida é assim
Não podemos negar a responsabilidade que carregamos
O dever de auto se avaliar
Nunca se contentar consigo e com nada
A responsabilidade de mudar

Quer fazer, faça!
Não pense
ou pense duas vezes sem
muito demorar
Por que planejar tanto para ir e falhar?
Se quer fazer, faça!
Sempre alguma coisa vai se mover
Vai sair de seu lugar
Tudo estar se reposicionando
Então que seja você que venha mudar

Eu entreguei  minha vida
A Ti, somente a Ti eu quis dar
Dei também, meu olhos, boca, mãos
Te dei a minha alma e o meu coração
Tu me deu de bom grado a arte santa de pensar
Pensar odiando o mau
E eu só quis continuar
Te entreguei o meu sangue
Mas Tu não pode aceitar
Me deixou sem graça
Perdi as palavras e parei de orar
Por que não pôde aceitar?

Quando começar, proteja seus olhos
Guarde-os perfeitamente bem
Pode ser o ponto fraco para revelar a alma
Prepare-se para tudo o que venham a falar
Se possível invente algo absurdo para impressionar
Mude a ordem, mude de lugar, assim como roupas pretas
Aprenda como se isolar, o bolo na garganta e a vontade de gritar
Deixe o medo pra lá, mude tudo o que puder
Refaça, relembre e não deixe te dominar
Não pense, mude tudo de lugar
É a responsabilidade que temos que carregar

8 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 05 O Monstro do Mar

Com meus sapatos nos meus pés
A coroa no seu devido lugar
No meu coração, o lugar mais sombrio que há
Sem muitas chances para pensar
Se correr muito e me jogar
No barco que balança muito ao vento
Mas que me protege do Monstro do Mar
Que não me deixa escutar
Sua voz suave, persuasiva ao falar
Eu sei, eu vou chegar lá

As vezes penso que eu e ele estamos ligados
Pois ele fica forte, todas as vezes que estou fraco
E se caio, se alimenta do meu percalço
Se paro, manipula tudo o que acontece
Fico perdido, só minha coroa e nem meu calçado
Talvez ele tenha levado
Talvez ele tenha me parado

Bem, eu tenho um segredo guardado
Um nome que a muito tempo é nos ensinado
Um socorro mais que necessário
Um abrigo para os fortes e os fracos
Um segredo, que pode mudar toda a história
A minha e a de quem precisar
Eu ouvi isso em algum lugar
Também que na Guerra vale assobiar
Pode-se até desmontar o corpo de tanto dançar
Tudo para manter-se o mais longe possível
Do terrível Monstro do Mar
Manter os pés calçados
E a coroa ao Rei entregar

Fim

7 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 04 O barco

E os zumbis, parecem me devorar
Monstros de toda mitologia
Apenas com os olhos
Estão a me matar
Estou morrendo
Mas não posso
Tenho uma coroa para entregar
Um lugar especial
Onde se pode até descansar
Tirar a lama dos pés e se lavar
Uma nova veste
O meu sapato aonde está?
Preciso correr mais rápido que o coelho
Mesmo com fome não vou experimentar
Todos estes venenos
Minha coroa eu vou conseguir levar

Por isso não falo como um morto
Um zumbi que tenta te levar
Um pedaço seu
Ou um fantasma a te assombrar

Vamos correr desesperados
Entremos no barco o vento forte nunca vai parar
Nem todos partilham do mesmo prato
Isso é normal, não se pode mudar
O Monstro do Mar pode aparecer
Mas estamos seguros
Não vamos afundar

Entre no barco
Este não pode falhar
Este salva sua vida
Te leva para o lugar
Onde se tem descanso
Onde poderei entregar
A minha coroa
O lugar mais distante do Monstro do Mar

6 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 03 Lugar seguro

Vestes muito sujas
Pés na lama e ninguém para lavar
Veja, olhe para todos os lados
Ninguém vai te ajudar

O Maior socorro vem do Céu
As vezes parece que demora para chegar
Mas não, vem no tempo certo
Antes de você ser mordido
Por zumbis ou pelo Monstros do Mar.

Ouvir falar que tem um lugar seguro
Um lugar que se pode até descansar
Mas é preciso trabalhar muito
É preciso de força para se dar
Muitos desistem no meio do caminho
Outros preferem nem se aproximar
Eu estou em um conhecido barco
Aquele que o vento costuma balançar

Eu quero de volta meus sapatos
Mas estive com tanta gente
E não sei com quem pode estar
Por isso parei, fiquei no mesmo lugar
E me leva quem se aproximar

Aqui passa raiva, passa o ódio
Espanta o que for bom e o que há
O que tem de ruim pode se achegar
Não fique por muito tempo
Olhos abertos a esperar
Uma mão, um socorro
Não posso me afogar

5 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 02 O segredo

Sugam a paz
Manipulam como deve acontecer
Querem sua alma
Entregue, vai ser melhor para você

Todos estão confusos e perturbados
Em níveis diferentes
Parecem até repartir do mesmo prato
Mas eu sempre vi muito claro
Não estão!

Me dê de volta meus sapatos
Algo confortável para andar
A estrada é obscura, fantasmas para assombrar
Coelhos apressados, cobras e o Monstros do Mar

Para levar a coroa de volta
Por onde terei que passar?
Um segredo poderoso levo comigo
Uma arma que pode mudar
Todo rumo da história
Da minha e de quem precisar

4 de junho de 2012

Meu Conto de Horror - 01 A coroa

Se eu não abrir o meu coração
Não é por falta de confiança
Eu só não quero dizer
Ou talvez possa até ser

Continuemos a correr assustados
Existem zumbis por todos os lados
Eles olham para você e desejam levar um pedaço
Espíritos tentam convencer o tempo todo
Que a solução é desaparecer
Sendo claro, é morrer

Não entregarei a minha coroa
Meu maior tesouro estar guardado
Trancado a sete chaves
No lugar mais sombrio que eu possa ter
No meu coração
Reflexos e aparição
Medo e assombração
E uma coroa, intacta para manter
E me dão venenos, mas eu não vou beber
Vou levar a minha coroa, só não sei como fazer

3 de junho de 2012

Direito de permanecer calado

Escrever é uma maneira que encontrei de não enlouquecer
Posso falar tudo o que eu quero dizer
Sem me comprometer, escrevo para não me esquecer
Se eu for jugado, serei considerado condenado
Mas tenho o direito de permanecer calado
Sem nenhum som ou desabafo
Mas não mais que de repente, silêncio violado
Interrogado, pressionado e declarado culpado
Segredo compartilhado
Arrependimento e sentimento de ser mal interpretado
Sem flores, pompas ou fautos.
Com raiva e muito descaso
Depravado, amaldiçoado, sem noção
Tenho algo melhor que no caso é pior
Mas permanecer calado, sem desabafo
Se eu precisar eu falo
Escrever só para não enlouquecer
Escrever tudo o que teria para dizer
Escrever sem me comprometer.

2 de junho de 2012

Tempo

Fiz um acordo com o tempo
E o meu tempo está acabando
Está indo muito rápido, está se esgotando
Muitas coisas se concertando
Outras parecem se quebrar
É uma sensação muito ruim
Querer mas não poder regressar
A chegada de um novo tempo
Algo se perdeu, algo se foi
E como recomeçar?
Como abrir mão dos planos
E simplesmente reaquitetar?
Um pouco de silêncio pode ajudar
Deixei todos os meus sonhos de lado
Não quero mais sonhar
Quero fazer outras coisas
Se ao menos o tempo fosse meu
Eu faria ele parar
Mas não é, ele vai acabar
Vou perder tudo isso
E terei que recomeçar

1 de junho de 2012

Nada parou

É péssimo ter apenas uma fagulha de um sonho ruim que incomodou a noite toda
É uma forma de desrespeito se sentir só quando se tem alguém com quem contar
É assustador os que falam coisas inteligentes sem muito relutar
E os que escutam também tem o direito de esbravejar
Claro que sim! Por todo silêncio do mundo e a forma de amar
Esqueça tudo que passou, esqueça de mim, por favor
Achei que quando eu parei, tudo parou também
Aí abri os olhos e pecebi, que tudo se move
Nada parou!
Aí eu descobri que todos podem seguir seu coração e errar
Pois todos tem sempre a chance de ser redimido, Deus vai perdoar
Mas quando vem a raiva, pode ser por tudo, de mim ou de nada
Não gosto de tentar, gosto de acertar ou errar
Aí olhei para dentro de mim, e vi, vi que nada parou.
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